950 - camões a ver estrelas
A homossexualidade de Camões é hoje um tema pacífico e aceite entre os estudiosos da temática.
«Amor é fogo que arde sem se ver» poderia fazer um comentário brejeiro e espirituoso, tipo:
Ai não vês não, estás de costas [obviamente, não o farei]
Muitos versos de Camões apontam nesse sentido, o que seriam «os erros meus» que refere?
«Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo
Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo»
Obviamente, não sou juiz e sou acima de tudo um liberal, na política e nos costumes.
A sexualidade de Luiz não me interessa nada, interessa-me sim que esse conhecimento não seja capitalizado para efeitos turísticos.
Aproveitar as infra-estruturas existentes e potenciar a primeira astrofesta gay a nível planetário
«Amor é fogo que arde sem se ver» poderia fazer um comentário brejeiro e espirituoso, tipo:
Ai não vês não, estás de costas [obviamente, não o farei]
Muitos versos de Camões apontam nesse sentido, o que seriam «os erros meus» que refere?
«Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo
Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo»
Obviamente, não sou juiz e sou acima de tudo um liberal, na política e nos costumes.
A sexualidade de Luiz não me interessa nada, interessa-me sim que esse conhecimento não seja capitalizado para efeitos turísticos.
Aproveitar as infra-estruturas existentes e potenciar a primeira astrofesta gay a nível planetário
8 Comments:
Boa noite, caríssimo.
Este post só pode ser outra meditatione profundis sobre a antiga Punhete.
Não basta o homem ser zarolho...
Quanto ao liberalismo na política e costumes , primeiro vou documentar-me(rever a matéria e tal), depois voltarei para a troca de ideias.
Essa coisa do «fogo que arde sem se ver» é que é uma carga de trabalhos. Imagine as queimaduras de primeiro grau, nesta sociedade liberal, onde reina a confusão do que se vê, parece ver e não vê.
Eu já vejo bem. Deixei a Gucci e mudei para Vogue.
Rosa, o tema da homossexualidade não é aceite, não é bem visto, é escondido entre os comunistas. Júlio Fogaça, por exemplo.
Detenhamo-nos agora no pensamento do camarada Álvaro Cunhal sobre a sexualidade (in A Estrela de Seis Pontas)
«-Se há diferenças entre as mulheres, talvez a maior diferença esteja precisamente no sexo.
- Sexo, sexo, sexo, chama-lhe pelo nome, pá - replicou o moço. E logo despejou três ou quatro sinónimos.
- Diferentes no feitio - continuou o Rolim -, diferentes no tamanho, diferentes na orla dos cabelos, diferentes na prontidão do orgasmo, diferentes porque para umas é prazer e para outras é dor (...)
- Elas dizem não, não, mas é fita (...)
- O não, não de uma mulher (...) pode ser precisamente o contrário: um incitamento, a previsão demasiado entusiasmante de um prazer que ela teme pela intensidade que prevê»
Fim de citação.
Com este entendimento da sexualidade não custa acreditar na marginalização dos homossexuais.
Bem sei, Pedro.
No seguimento dessa não aceitação e de outras... os papéis tradicionais da mulher e do homem, sempre estiveram bem definidos no Partido. O conceito de mulher-companheira [já o tinha aflorado num outro comentário]sempre me fez alguma «confusão» o que fazia, principalmente, a mulher? Cuidava a casa!...enquanto os homens reunidos discutiam, tomavam decisões.
Nós julgamos saber, não existirem homossexuais comunistas, militares, futebolistas etc.
Se a homossexualidade fosse normal,Deus teria criado Adão e Ivo.
Só para memória futura, neste espaço de todos e de ninguém [treta, de alguém será]:
E a mulher em Platão, Aristóteles...na Filosofia Moderna, Contemporânea?... Pois é: "cabelos compridos e ideias curtas" diria Schopenhauer, um mal-amado...
Essa coisa da sexualidade, agora, já se ensina nas escolas. Chamam-lhe, o projecto que conheço, Educação para a Sexualidade e os Afectos. Eu, estou seriamente, pensando, exigir, como Encarregada de Educação, algumas explicações acerca dos supostos conteúdos sobre os quais versa esse Projecto. Temo pela educação do meu filho, claro. A Educação para os Afectos faz-se, não se teoriza...e ultrapassa, em larga medida, uma abordagem estritamente biológica...blá... blá...
Ainda em relação ao ser-mulher e ser-homem, tenho uma opinião muito particular da coisa. Já a tentei debater duas ou três vezes, em caixas de comentários, sendo sempre mal interpretada. Careco, certamente, de competência expressiva e argumentativa por essa via. Resolvi que não a abordarei, por esse meio, outras vezes. Deixo somente uma achega: mulher e homem, não são, por natureza, iguais. O seu crescimento, desenvolvimento afectivo-emocional-perceptivo/pensativo não é, de forma alguma, igual.Graças às deusas e deuses que assim é.
Do ponto de vista da vida-na-cidade que colocas num outro post, a minha abordagem será outra. Obviamente. Refiro-me à essência feminina e masculina...blá...blá... e tenho qu'ir fazer o jantar. Uma chatice.
Ah!... também não existem sacerdotes homossexuais. É tudo invenção de mentes perversas ou frustradas, tipo a de Sigmund, aquele tipo que tinha, com toda a certeza, uma péssima relação com o paizinho (dele).
Quanto ao que é ou não normal do ponto de vista psicológico e psiquiátrico, é a Sociedade Cientifíca Americana que o define. Cuidado, como diz o outro, com as imitações.
Deus criou um jardim para culmatar a solidão. Não lhe bastou, ou melhor, não o sabia cuidar sózinho. Então, criou um ser à sua imagem e semelhança.Deu-lhe o nome, porque as coisas que existem têm nome, de Homem. Vê-se logo que deus, era um tipo que desconhecia a Pedagogia do erro.
Deus e Homem passavam os dias a cuidar do jardim, mas as sementes não germinavam. E os anos foram passando... Deus, sabe-se lá por que razão, ainda tinha um rasgo de inteligência; com ela, criou outro ser, mostrando, claramente que a idade tráz sabedoria. A esse ser chamou Mulher. E, pela primeira vez, em toda a sua semi-vida de criador de seres, deus aprendeu a fazer as sementes germinarem. Aprendeu com a mulher.
Esta estórinha mostra, evidentemente, a razão que levou Deus a não criar Ivo.
Moral da história:
a norma é, tão-só ,um mero dado estatístico que mata os sujeitos, porque os normaliza;
os velhos conhecem/sabem cuidar jardins.
Acho que já li isto algures.
Camarada, o conceito de comunismo «versus» normalidade é muito interessante.
Diria que não é normal a liberdade em Cuba, na Coreia do Norte e tal, como não o foi na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, na Roménia ou na Alemanha Democrática.
Partindo do geral para o local, fará sentido um comunista ter uma casa rodeada de muros? Um verdadeiro comunista despreza a propriedade privada, é tudo do «povo».
Nesse sentido Cristiano Ronaldo é mais comunista que outros que conheço, partilha a sua casa com conhecidos e com desconhecidas, uma irmandade, uma festa, uma verdadeira comunhão, a essência do comunismo utópico, julgo.
Pois eu acho que o jovem-rico é um altruísta. Preencheu o imaginário pobrezinho de muitos e muitas e «patrocinou» uma verdadeira corrida às bancas. Amanhã deve haver mais pormenores. Aguardem, consumidores de imaginários alheios, por défice próprio.
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