2007 - obama tinto e obama branco
Quando parararem de rir imaginem-se garrafas de vinho, completamente, nuas [a aguardar rotulagem] a ouvirem durante seis meses cânticos gregorianos, mudarão os temas? desligarão o gira-discos à noite para as coitadinhas descansarem?
Poiso o copo, limpo uma lágrima teimosa, imagino aquelas pobres garrafas indefesas e nuas a tiritarem de frio e aquela música maluca a azucrinar-lhes a paciência, uma hora, um dia, uma semana, um mês, muitos meses a serem gregoriadas, finalmente, colam-lhes um papel a dizer: yes we can e mandam-nas para fora do país...
4 Comments:
Trouxe-te uma música maluca sempre a sorrir
Tu eras aquela
Que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu, sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe
Talvez casar
Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli
E era só a ti
Que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficas-te nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli
Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lanha por onde arder
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli
http://letras.terra.com.br/rui-veloso/41673/
«Que não tinha mais lanha por onde arder»
Com tantos incêndios, provavelmente, já começa a haver falta de «lanha» para arder.
Coitados dos «lanhadores» mais uns a engrossarem as listas de desempregados.
Nota pessoal: Este «post» é do melhor que li na «blogosfera» abordando a temática complexa das relações entre garrafas nuas, canto gregoriano e vinho tinto que fala inglês
O meu comentário anterior, deve ler-se:
Trouxe-te uma música maluca sempre a sorrir
«Tu eras aquela
Que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu, sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe
Talvez casar
Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli
E era só a ti
Que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficas-te nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli
Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lanha por onde arder
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli»
Consultado na página, cujo endereço, se indica em seguida:
http://letras.terra.com.br/rui-veloso/41673/
Terá sido do mesmo tipo
do «s» que falta em Nietzsche no post de lagarto e borboleta. Se o erro fosse meu, fazia a correcção.
Decididamente este «post» não é sobre a problemática dos poemas de Carlos Tê quando reproduzidos em «sites» da república federativa brasileira.
Nem sobre comentadores que fazem «copy/past» de textos de outros para entupirem caixas de comentários alheias.
Enviar um comentário
<< Home