250 - As pessoas grandes estão sempre a precisar de explicações

Mas elas respondem, sempre, “é um chapéu”, então eu não falo de nada, nem de jibóias, nem de aventuras nas florestas, nem de estrelas... Ponho-me no nível delas, falo de bridge, de golfe, de política e de gravatas e as pessoas ficam encantadas por conhecer um homem tão versátil...»
Uma sala quase cheia, muitas crianças, muitas meninas de todas as idades, poucos homens...
Uma organização irrepreensível.
A peça foi excelente, muito bem encenada e representada.
Esqueci-me, completamente, que alguns dos actores tinham limitações.
Os limites, os nossos e os dos outros são uma construção.
Eles não se sentiram limitados, eu sim.
Limitado por pensar que ia assistir a uma peça de pessoas diferentes.
Como disse atrás:
Esqueci-me, completamente, que alguns dos actores tinham limitações.
Pude apreciar a peça... divertir-me com a ovelha dentro da caixa, abrir os olhos espantado, pois, afinal, aquilo não era um chapéu, era uma jibóia a digerir um elefante...
3 Comments:
Ainda bem que há quem veja com o coração.*
Não sei se o meu coração vê grande coisa, Maria.
Sei que procura sentir o essencial (o tal que é invisível aos olhos).
Já tinha ouvido falar da peça Pedro, com a correria que é esta vida muitas vezes perdemos momentos mágicos. Tu abraçaste um. Boa.
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