241 - A história do Simão

Música: João Braga
«Num beco da Ribeira, junto ao rio,
A chuva miudinha, ancestral,
Num restaurante antigo, agora aberto
Camilo escreve um artigo de jornal,
Enquanto aguarda um tipo, prò bater,
Que vai ao Magestic, muito queque,
E o Gomes marca um golo divinal
Fintando o guarda-redes e o beque.
E um fadista numa tasca ali ao pé
Canta a história do Simão
Do amor de perdição
Que é aquilo que o Porto é.
A Gaia, tão inglesa, chega o vinho
Rabelo do Pinhão para o estrangeiro,
Pedroto vai às Antas e, a caminho,
Saúda Dom Afonso, o Rei Primeiro
Que, em busca de Lisboa, do amor
De uma moametana, passa o Freixo
Enquanto, com o Eça, o Ramalho
Come um par de filetes no Aleixo!
E um fadista numa tasca ali ao pé
Canta a história do Simão
Do amor de perdição
Que é aquilo que o Porto é.
O Porto de um poema do Eugénio
De Andrade tão sentido pelo Tê,
Do Douro, das barcaças, dos franceses,
Da ponte D. Luiz que o Eiffel não fez,
Enquanto conversava com o Oliveira,
Manoel, não com u, mas com ó,
E o Benfica perdia com o Salgueiros
E ele filmava o Aniki e o Bobó!
E um fadista numa tasca ali ao pé
Canta a história do Simão
Do amor de perdição
Que é aquilo que o Porto é.»
Este "blog" não comemora o dia da poesia, poesia é quando um "blogger" quiser...
"Posts" sobre futebol estarão em estágio até domingo... entretanto, vamo-nos a eles que nem "tarzões".
1 Comments:
Bem não sei se repararam que hoje tb é o dia da árvore. Será em homenagem ao Soares Franco?
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