Como este «post» se presta a más interpretações, esclareço que estou solidário com a família e que desejo que a miúda apareça. Efectuado este esclarecimento sinto-me muito mais solidário com os miúdos que morrem sem serem notícia, com os miúdos que não têm nome que são números na estatística. Já o disse neste «blog» mas repito para mim tem o mesmo valor um miúdo branco que morre ao carregar no botão dum semáforo como duas miúdas negras que morrem afogadas por negligência na construção da ponte Vasco da Gama, obviamente o Estado da república portuguesa não pensa do mesmo modo, basta comparar as indemnizações dadas às famílias num e noutro caso.
parir nada tem a ver com má sorte, nem aqui, nem no Sudão!
parir é um acto biológico, social, cultural que resulta de uma escolha ou do acaso...
as crianças paridas no sudão morrem, vezes sem fim, antes de chegarem a putos, pelos motivos que conhecemos: o progresso prometido foi apenas para muito poucos..............
Cara Maria Papoila Tento esclarecer, clarificar [até aqui se nota... a «clarificação» como sinónimo de bem/bom, o contrário, a «escurificação» como sinónimo de mal/mau]aquilo que escrevo, tento responder às perguntas (pertinentes)* que me são efectuadas. Obviamente as coisas são boas ou más de acordo com o modo como eu as vejo e interpreto. «Os etíopes dizem que os seus deuses são de pele escura e possuem o nariz achatado, os trácios, que os seus são loiros e de olhos azuis.» Foi um gajo chamado Xenófanes que disse isto, eu não o teria dito melhor.
* para mim. (como na diria o Dr. Miguel Sousa Tavares: «na minha opinião, parece-me a mim que umas perguntas são pertinentes outras não)
amanhã, enquanto vender «sonhos a crédito» pense nisto:
«Obviamente as coisas são boas ou más de acordo com o modo como eu as vejo e interpreto.»
o bem e o mal depende da sua interpretação? ou da minha?
pois é. por haver gente que pense ser o bem e o mal da ordem das coisas relativas é que os meninos morrem no Sudão, antes mesmo, de chegarem a putos e as madeleines inglesas [preferia as francesas]têm a projecção que se vê.
O bem e o mal é sempre uma interpretação (obviamente). Enquanto existirem seres (digo, teres) humanos para quem os fins justificam os meios, enquanto o ter for mais importante que o ser, nesse (neste) entretanto continuarão a morrer crianças em Darfur, continuar-se-ão a escrever «posts» e comentários patéticos (patetas) confortavelmente instalados [sim, tenho consciência disso].
vocês estão para aqui a discutir... merda.. porque só quem pariu.. ou seja como for... deu à luz... sabe o que é a dor de perder um filho.. seja... loira... preta.... ou seja de fome... de doença.. de acidente..
16 Comments:
Como este «post» se presta a más interpretações, esclareço que estou solidário com a família e que desejo que a miúda apareça.
Efectuado este esclarecimento sinto-me muito mais solidário com os miúdos que morrem sem serem notícia, com os miúdos que não têm nome que são números na estatística.
Já o disse neste «blog» mas repito para mim tem o mesmo valor um miúdo branco que morre ao carregar no botão dum semáforo como duas miúdas negras que morrem afogadas por negligência na construção da ponte Vasco da Gama, obviamente o Estado da república portuguesa não pensa do mesmo modo, basta comparar as indemnizações dadas às famílias num e noutro caso.
Força camarada Pedro,a verdade não deve escandalizar.
Atè que o sol brilhe,acendamos uma vela na escuridão.
eu sou loira, mais je ne suis pas madeleine.
as evidências prestam-se a más interpretações?
existem interpretações que não são boas?
se morrem sem serem notícia de que forma sabe que morreram? faz futurologia?
as evidências necessitam de justificações esclarecedoras?
A fome, a guerra e a morte no Sudão tem a ver com «má sorte»?
É necessário ir ao Sudão para mostrar a evidência que quis mostrar?
atente-se: eu sou loira!
«A fome, a guerra e a morte no Sudão tem a ver com «má sorte»?»
Assim é.
Umas dão à luz meninos (em horas pequenas) outras parem (de parir) putos.
Má sorte, portanto.
parir nada tem a ver com má sorte, nem aqui, nem no Sudão!
parir é um acto biológico, social, cultural que resulta de uma escolha ou do acaso...
as crianças paridas no sudão morrem, vezes sem fim, antes de chegarem a putos, pelos motivos que conhecemos: o progresso prometido foi apenas para muito poucos..............
as dificeis ficam sempre por responder!!!!!!!!!!!!!!!
vou destilar para outras bandas!!!!!!!!!!!
Cara Maria Papoila
Tento esclarecer, clarificar [até aqui se nota... a «clarificação» como sinónimo de bem/bom, o contrário, a «escurificação» como sinónimo de mal/mau]aquilo que escrevo, tento responder às perguntas (pertinentes)* que me são efectuadas.
Obviamente as coisas são boas ou más de acordo com o modo como eu as vejo e interpreto.
«Os etíopes dizem que os seus deuses são de pele escura e possuem o nariz achatado, os trácios, que os seus são loiros e de olhos azuis.»
Foi um gajo chamado Xenófanes que disse isto, eu não o teria dito melhor.
* para mim. (como na diria o Dr. Miguel Sousa Tavares: «na minha opinião, parece-me a mim que umas perguntas são pertinentes outras não)
e parece-me a mim que "há perguntas que são feitas sem qualquer intencionalidade defenida".
E que tal " Não sou loura e, provavelmente, não estou viva. Má sorte!"?
Anónima, mas não muito.
perdão, dei conta do lapso ao publicar: "definida"
por que não posso comentar a postagem das fardas?!
(porra para isto)
Anónima, mas não muito.
caro pedro oliveira
a essência da pergunta é a de ser pertinente. essa, é a sua identidade: aquilo que ela é.
uma pergunta que não é pertinente, não é, naturalmente, uma pergunta. será uma pseudo-pergunta.
só a pertinência inaugura o perguntar, caro amigo.
a impertinência é ignorante, estúpida, esperta saloia ou judaico-cristã...percebe?
o ignorante, o estúpido, o esperto saloio e o cristão, não perguntam. assistem! comungam sem saber o sentido efectivo desse acto. não agem, reagem!
eu não sou loira.
estou viva.
faço perguntas com intencionalidade.as perguntas pertinentes são, como é evidente, intencionais.
tal como o anónimo pergunto: o post das fardas não se pode comentar por que razão? O meu amigo não defende a liberdade?
olhe, vou comentá-lo onde me apetecer. já a seguir.
afinal não comento o seu post das fardas.
amanhã, enquanto vender «sonhos a crédito» pense nisto:
«Obviamente as coisas são boas ou más de acordo com o modo como eu as vejo e interpreto.»
o bem e o mal depende da sua interpretação? ou da minha?
pois é. por haver gente que pense ser o bem e o mal da ordem das coisas relativas é que os meninos morrem no Sudão, antes mesmo, de chegarem a putos e as madeleines inglesas [preferia as francesas]têm a projecção que se vê.
bons sonhos (como os de ontem)!
O bem e o mal é sempre uma interpretação (obviamente).
Enquanto existirem seres (digo, teres) humanos para quem os fins justificam os meios, enquanto o ter for mais importante que o ser, nesse (neste) entretanto continuarão a morrer crianças em Darfur, continuar-se-ão a escrever «posts» e comentários patéticos (patetas) confortavelmente instalados [sim, tenho consciência disso].
a minha cadeira é um bocadinho dura. não me sinto nada confortável e estou com uma dor na coluna horrível.
e dá-me trabalho fazer login.
palavras.
vocês estão para aqui a discutir... merda.. porque só quem pariu.. ou seja como for... deu à luz... sabe o que é a dor de perder um filho.. seja... loira... preta.... ou seja de fome... de doença.. de acidente..
Anónimo (de hoje)
Tem toda a razão, obrigado pelo pertinente comentário
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