756 - como?

conforme move e mento em anecço...
* acho óptimo o inquérito ao ex-deputado do PSD, Dr. Charrua, enquanto cidadão procuro respeitar a opinião e as opções sexuais dos outros. «Bicharel»? A questão é esta: - Dir-lho-ia cara a cara? ... não quero estar aqui com falsos moralismos, também conto anedotas, sexistas, «racistas» (de alentejanos, por exemplo) e tal não o faço é no meu local de trabalho, nas horas de expediente e acerca dos meus superiores hierárquicos. No dia em que as opções sexuais dos meus superiores me incomodarem demito-me ... é simples.
8 Comments:
caríssimo,
o menino vai de «facto e gravata» e precisa de estar concentrado nas tarefas mecanisadas, rotineiras e funcionalistas que desempenha, pouco ou nada lhe sobra, em tempo de expediente, para contar anedotas.
Sabe a razão pela qual uma loira jamais trabalharia numa «loja dos 300?»
escrevi mecanizadas com s, apenas para me armar ao pingarelho sem aspas.
Li um comentário teu a este assunto noutro blog*
. Como te dirigiste aos comentadores, gostaria de dizer o seguinte:
Não me ficou claro em que ponto não concordarás com a minha opinião (subtilmente manifestada, diga-se). Este assunto não me indigna absolutamente nada. Outros há, de maior urgência pensativa que me ocupam. Este é mais um daqueles que contribuirá, eventualmente, para a decadente imagem social da profissão docente. Coloco-o no mesmo saco (não é azul) onde se encontram as reportagens dos professores-coitadinhos que vão para programas televisivos discutir (?) as suas vidas familiares desfeitas por trabalharem muito longe dos seus queridos.
Sim, sei muito bem que serei mal interpretada. Não se inquietem que estou habituadíssima.
O teu comentário é pertinente (na minha perspectiva, óbvio) no sentido em que coloca a questão fundamental da profissionalidade docente: a relação professor-aluno/aluno-professor.
Como professora te respondo : o aluno pode chamar «bicharel» (seja lá o que isso for) ao professor, se o professor lhe chamou “anormal”, “burro”, “ignorante”, “atrasado mental”… ou «bicharel». Sendo que, o professor é modelo de comportamento e, na organização escolar há uma coisa interessantíssima que se designa por «currículo oculto», deve, enquanto tal, estar atento…..etc e tal e tal e afins também. Por outro lado, o aluno está na escola para aprender e o professor para ensinar.
Ui!.... más interpretações, outra vez….então , mas esta gaja não é pela Escola Nova, Freinet, Dewey,…aprendizagem do pensar….ofereço outra ainda, o professor é uma autoridade. Eu sou a autoridade dentro da sala de aula! A minha autoridade impõe-se porque sou adulta, já li livros que eles não leram, fiz experiências que eles ainda não fizeram, proponho regras para serem discutidas e aprovadas,…, não minto aos meus alunos e, em última análise, respeito a pessoa de cada um dos meus alunos e alunas, não posso, por imposição educativa/formativa permitir que um aluno pense Saddam Hussein como mais simpático que Cavaco Silva, por exemplo. Isso, nada tem a ver com liberdade de pensar, é ignorância histórica, política…ou infantilidade, tendo, por isso, obrigação moral de a desmontar. Talvez mais complexo que o teu expediente…ainda que, estejamos ambos a lidar com pessoas…as pessoas com quem lido estão em formação…
Por último, atacar pessoas, em vez de atacar as ideias das pessoas é mesquinhez-esperta-saloia-ignorante. Concordaremos com toda a certeza. Ficaram-me algumas dúvidas:
1. Se Charrua não fosse ex-deputado do PSD, estaríamos aqui a discutir este assunto?
2. Se Charrua tivesse chamado «bicharel» ao porteiro da DREN, estaríamos a discutir este assunto?
O teu comentário incorre ainda num pequeno aspecto falacioso: «não o faço é no meu local de trabalho, nas horas de expediente», ou seja, não é a acção em si que devemos avaliar, mas antes o contexto circunstancial (entendido somente como local físico), ou compreendi mal?
Que ética, então?...Consequente?.. Inconsequente?... Utilitarista?...Intencionalista?...
Permite-me, ainda, nunca compreendi a razão pela qual homens que amam homens, mulheres que amam mulheres, homens que amam mulheres e mulheres que amam homens (dos outros não falo,… muito esquisito para o meu entendimento reducionista) são entendidos como “opção”/”escolha”/”orientação”. Ser heterossexual é uma escolha? Confesso que não escolhi amar o sexo oposto. Dei por mim assim.
*https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11756173&postID=7021351817345829414
P.S.: Estou em casa a fazer este comentário. Não visito blogues na hora do expediente. Só trabalho há tarde.
I D'OH not understand :D
Ciao dall' Italia.
Uops
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé Pedro
apaguei o comentário anterior, porque não era pertinente.
Fico feliz por teres leitores atentos. Schopenhauer tinha razão: a leitura só é boa quando é bovina, quer dizer, quando leva à ruminação.
P.S.: A sirene está a tocar e tenho de trabalhar. Prometo que só vou ensinar leitura ruminante. Afinal, à tarde sempre usei o computador da fábrica para visitar blogues.
Quando se fala deve sempre procurar-se palavras que sejam melhores que o silêncio.
Deduzo que não me tenhas respondido às questões por não as considerares pertinentes. Bem, isto é a minha interpretação...limitada, portanto.
Claro que não pensamos fora de contexto (específico), mas o reducionismo é mais fácil do que a auto-transcendência.
A sugestão do comentador sobre o silêncio é propositada, ainda que o silêncio seja bidimensional:interior e exterior.
Divagação...
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