quarta-feira, setembro 05, 2007

954 - os progressistas de salgueiro maia


A Companhia de Cavalaria [CC] 3420, formada em Santa Margarida, passou a existir em 7 de Junho de 1971. No dia seguinte foi entregue o guião da Companhia pelo coronel de infantaria "Maçanita", comandante do Campo Militar de Santa Margarida. Neste mesmo dia receberam também os respectivos guiões o Batalhão de Cavalaria 3845 que seguiu, também, para a Guiné e a Companhia de Cavalaria 3377 que seguiu para Angola.
No dia 9 de Junho, pelas 02H00, o Batalhão e Companhias, seguiram por caminho de ferro para Lisboa, tendo a [CC] 3420 como destino, o Regimento de Cavalaria 7 onde ficou a aguardar embarque.
Em 4 de Julho pelas 11H00 a 3420 embarca no navio "Angra do Heroísmo", tendo chegado à Guiné pelas 16H00 do dia 9 de Junho de 1971 e desembarcado apenas no dia seguinte com destino ao Cumeré.
No dia 12 teve ínicio a I.A.O.[nota 1] a instrução decorreu na zona de Cumeré, Fanhe, Rossum e Chugué e terminou a 6 de Agosto, altura em que começa a contar o tempo de comissão.
No dia 21 de julho realizou-se no Cumeré o dia da Cavalaria, estando presente nas cerimónias o general Spínola.
A zona de acção entregue à [CC] 3420 foi a zona de Bula.
Zona plana, com vegetação aberta, com excepção das zonas de Ponta Matar, Choquemone e Bissauzinho, onde a vegetação é do tipo savana.
Os limites são: a norte o rio Cacheu e Armada, a sul o rio Mansôa, a este Inhamate e a oeste Có.
Os aglomerados populacionais da zona são: Binar, Bissum, Inhamate (Manga, Changué e Unche) Bula (Capunga, Pete, Ponta Consolação, Augusto Barros, João Landim e Mato Dingal).
As principais etnias são: Mancanhos e Balantas.
As tropas aquarteladas na zona são em Agosto de 1971:
Bula:
- Batalhão de Caçadores 2928;
- [CC] 3420
- Esquadrão de Reconhecimento Panhar 2641;
- Pelotão de Morteiros 2297;
- Pelotão de Artilharia 26
- Pelotão de Milícias 224
- Pelotão de Milícias 293
Binar:
- Companhia de Caçadores 17
- Pelotão de Milicias 291
Bissum:
- Companhia de Caçadores 2781
- Pelotão de Milicias 284.
Inhamate:
- Companhia de Artilharia 3330
Destacamentos de Capunga Pete e Ponta Consolação:
- Companhia de Caçadores 2789.
Destacamentos de João Landim, Mato Dingal e Augusto Barros:
- Companhia de Caçadores 2791
Missão da Companhia de Cavalaria 3420:
1. Garantir a segurança à construção da estrada Bula/Binar
2. Expulsar o IN [nota 2] das zonas de Ponta Matar, Dungor, Quijema, Jundum, Infaíde e Insumeté
3. Garantir a segurança afastada a Bissau, impedido que o IN ocupe as Penínsulas de Ponta Augusto Barros, João Landim, Ponta Consolação, Pache, Unche e Manga (donde é possível atacar Bissau com foguetão)
4. Executar alguns reordenamentos, beneficiando populações que se encontram isoladas, transferindo-as para zonas populacionais
5. Assegurar a defesa das populações e evitar acções terroristas
6. Garantir o funcionamento dos postos escolares militares
7. Impedir ao IN o acesso ao chão Manjaco (Teixeira Pinto), impedindo a sua passagem , a partir de Bissum sobre as cambanças do Rio Armada, Rio Inquida e rio Bipo e, a partir de Bula ao longo da transversal Ponta S. Vicente/Bula/João Landim, sobre as cambanças do Rio Bipo e Rio Ponate e, na região de Ponta Matar, Uasse, Blom e Polaco
8. Implantar campos de minas a fim de limitar a capacidade de manobra do IN
9. Proceder ao recenseamento das populações e controlar os seus movimentos, evitando assim acções terroristas em especial em Bula
IN (inimigo)
Na zona de Bula encontra-se instalado mais ou menos em permanência em duas zonas: Choquemone e Ponta Matar e, o seu efectivo é em cada uma delas de cerca de 60 homens.
Em cada grupo existe em geral:
- 1 morteiro 60;
- lança granadas RPG-2 e RPG-7
- todos os elementos armados de espingardas automáticas Kalashnikov.
As flagelações a Bula são dirigidas em geral do Choquemone onde o IN também dispõe de foguetão 122 e morteiro 82.
Em Ponta Matar o IN é chefiado por Tonga Iala.
A estrada alcatroada Bula/São Vicente encontra-se minada do lado direito entre o Km 4 e 13 tendo o IN que fazer a passagem a sul ou a norte do campo de minas e em zona onde em geral há sempre tropa emboscada. O IN monta em geral emboscadas às NT [nota 3] nos locais de passagem obrigatória, nos estreitamentos das entradas: em Biura para entrada em Ponta Matar e em Dungor para entrada no Choquemone.
O IN tenta reabastecer-se de mantimentos, nas tabancas de Capunga, Pete, Ponta Consolação, Augusto Barros e Mato Dingal
O IN é bastante agressivo na Zona, em especial sempre que se fazem operações a Ponta Matar e Choquemone, havendo sempre contactos de 3 a 5mA [CC] 3420 chega a sua zona de acção em 11 de Agosto de 1971 e a 12 inicia a sua actividade operacional com alguns patrulhamentos nos arredores de Bula.
A 15 faz uma protecção à coluna de Bula para Binar; é accionada uma mina anti-carro por uma viatura da engenharia.
A 22 e feita uma operação a Ponta Matar (Operação Bailarino), a nível de companhia. O 2º e 4º pelotões ficam emboscados mas foram atacados, por cerca de 10 elementos IN. As NT sofrem 2 feridos sendo um deles evacuado para o Hospital Militar de Bissau.
A 24 realiza-se nova operação (operação Bailarino II),[nota 4] a Ponta Matar. De novo o 2º e 4º pelotões sofrem um ataque em linha por cerca de 20 elementos IN. As NT sofrem 2 feridos e o IN 2 mortos confirmados e 3 feridos. A 5 de Setembro a [CC] 3420 actua a nível de companhia no Choquemone (Operação Bridão).
A 13 actua a 3 pelotões em Ponta Matar. As NT sofrem 2 feridos, sendo um deles o comandante de companhia, capitão Salgueiro Maia. [nota 5]
A 4 de Outubro, segue para Nhamate o 4º pelotão donde regressa a 9. A 19 a companhia actua a 3 pelotões na Operação Rumo Direito. Nesta data segue para Nhamate o 3º Pelotão donde regressa a 24.
A 26 foram iniciados os trabalhos para implantação de um campo de minas com duas fiadas ao Km 14 da estrada Bula/São Vicente, perpendicular à estrada (do lado esquerdo) e em direcção a Ponate.
Uma equipe era formada pelo alferes Matos da Companhia de Caçadores. 2790; furriel Matos da [CC] 3420 e furriel Barbosa da Companhia de Caçadores 3328.
Outra equipe era formada pelo alferes Mendonça da [CC] 3420, furriel Afonso da [CC] 3420 e furriel Pereira da Companhia de Caçadores 3328.
No dia 27 foram montadas 80 minas portuguesas (A.P de fragmentação)e 240 italianas (Encrier-de sopro); no dia 28 foram montadas 34 portuguesas e 102 italianas.A 10, 14, 21 de Dezembro a 3420 actua a nível de companhia na protecção à estrada Bula/Binar (operação Agarra Vadios I, II e III).
Ao longo de Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, a companhia actuou a nível de 1 ou 2 pelotões nas seguintes Zonas: Ticache, Canal da Bazuka, Rio Dugal, Blom, Placo-Biogate, Badapal, Bissauzinho, Uasse-Blom, Estrada S. Vicente e Estrada Bula/Có.
Em 28 de Dezembro, na protecção à construção da estrada Bula/Binar o soldado do 3º pelotão Veríssimo dos Santos acciona uma mina anti-pessoal ficando sem uma perna e ferindo, também, com gravidade o soldado do mesmo pelotão, António José Nunes.
Em 10 de janeiro de 1972, o IN flagelou de Badapal, a tabanca Mancanha de Bula com 5 granadas de Morteiro 82.
Em 22 de Madelife o IN efectuou flagelação aos trabalhos de construção da estrada Bula/Binar, na região da Placa com 5 granadas de morteiro 82.
Nesta mesma data em Jundum,(Choquemone), o pelotão de milícias Balantas (Canas) teve contacto com o IN sofrendo 1 ferido.
Em 22 de Abril, o 1º pelotão da [CC] 3420 teve contacto com um grupo IN, estimado em cerca de 30 elementos que escoltavam um chefe de sector.
Posteriormente pelas 23 horas, teve contacto com um grupo de Balantas que tinha ido roubar vacas ao Senegal.
O IN sofreu 1 ferido confirmado, 1 capturado, captura de vários artigos e captura de 2 vacas.
A companhia continua a fazer emboscadas e patrulhamentos a nível de 1 ou 2 pelotões até a ida para Mansoa em 4 de Maio de 1972, nas zonas de Blom; Uasse; Canal Bazuka; Ponta Fortuna e estrada Bula/São Vicente. A 4 de Maio de 1972 a [CC] 3420, a 3 pelotões fez a sua deslocação para Mansoa em coluna de 21 viaturas, onde ficou de reforço ao Batalhão de Caçadores 3832, para dar protecção à constrção da estrada Bula/Bissorã.
O 1º pelotão da companhia seguiu para reforço do Cacheu (COP-1).
Mansoa: terreno bastante arborizado, plano e dividido por bolanhas [nota 6] que comunicam com os rios Mansoa e Geba.
A zona é definida a Norte pelo Pontão, Alto Namedão e Insotão; a Sul Mansoa; a Este Damé-Cubonge; a Oeste pelas antigas povoações de Claquiala e Uanquelin. Os principais aglomerados populacionais são: Mansoa, Infandre; Braia;Cussaná; Jugudul; Rossum; Bindouro; Porto Gole e Bissá.
As estradas alcatroadas existem nos eixos Mansoa/Mansadá; Mansoa/Bissau e Mansoa/Bissorã em construção
O IN encotra-se instalado em permanência na Zona de Morés; Querée Sara. As tabancas de Infandre, Braia e Bindouro, colaboram com o IN fornecendo-lhes comida.
Depois da acção das NT sobre o Morés, o IN chefiado por Nino Vieira, reune cerca de 150 manjacos [nota 7] com vista a actuar sobre os aquartelamentos da Zona de Mansoa e Estrada Bula Binar.
A população da zona de Mansoa e essencialmente Balanta, Mandinga, Mancanha e Fula.
Em Mansoa encontra-se aquartelada a Companhia de Caçadores 15; Companhia de Caçadores 3305; CCS [nota 8] do Batalhão 3832; 1 pelotão de Obus 14; 1 pelotão de Morteiros; 1 pelotão de Daimlers [nota 9] e 3 pelotões de Milícias.
De 4 de Maio de 1972 a 9 de Julho, os 3 pelotões da [CC] 3420 fazem segurança próxima e afastada à construção da estrada Mansoa/Bissorã em Queré; Infandre; Inquida e Uanquelim.
Em 26 de Junho Mansoa é atacada durante 35 minutos com foguetão, canhão sem recuo e Morteiro 82. Como resultado do ataque, há a registar 3 feridos graves e 2 feridos ligeiros nos militares e 1 morto, 4 feridos graves e 14 ligeiros entre a população.
Os pelotões da [CC] 3420 regressam a sua zona de origem( Bula), a 9 de Julho de 1972.
O 3º pelotão vai para o destacamento de Capunga, o 4º para Ponta Consolação e o 2º para Pete.

Em 9 de Julho de 1972, a [CC] 3420 regressa à sua zona de origem (Bula), com excepção do 1º Pelotão que se mantem destacado no Cacheu. Os restantes pelotões, ocupam os destacamentos de Capunga (3º), Pete (4º e serviços) e Ponta consolação (2º). Este em 7 de Dezembro, desloca-se para João Landim, ficando a ocupar Ponta Consolação o Pelotão de Milícias 341.
A 8 de Dezembro, regressa do Cacheu o 1º Pelotão que vai ocupar o Destacamento de Mato Dingal. Nesta mesma data o Pelotão de Milícias 319, passa a ocupar o destacamento de Augusto Barros.
Ao longo de todo o tempo que a 3420 ocupou os destacamentos , entre 9 de Julho de 1972 e 22 e 23 de Maio de 1973, uma secção de cada um deles emboscou nas zonas de: Badi, Cambame, Ponta Umbrum, Ponta Conselho; Ponta Consolação, Ponta Augusto Barros e Ponta Joaquim Mendes. A Companhia é rendida pela [CC] 8353. Assim, o último pelotão da 3420, regressa a Bula em 23 de Maio de 1973.
A 23 de Maio, é entregue à Companhia de Cavalaria 8353 todo o material e, após o jantar, a Companhia 3420 forma em Bula para uma breve alocução do comandante do Batalhão. A companhia com a comissão terminada , vai regressar ao Cumeré (que o PAIGC dizia, nos seus programas de rádio, ser a sua futura Univesidade), onde fica a aguardar embarque para a Metrópole.Mas, cerca das 22 horas, é recebida uma mensagem dizendo que a [CC] 3420 deveria seguir para DA (Depósito Adidos) em Bissau, a fim de ser novamente rearmada e seguir com outras Companhias para a Zona mais crítica da Guiné (Guidage). [nota 10]

A [CC] 3420 aguarda em Bissau o regresso à metrópole, o que se veio a verificar em 2 de Outubro de 1973 num avião do TAM (Transportes Aéreos Militares). Enquanto permaneceu em Bissau, a 3420 garantiu a segurança a descargas do navio Niassa, rusgas em tabancas de Bissau, Piquetes, segurança próxima durante a visita do Ministro do Ultramar (de 21 a 25 de Julho de 1973). Em 28 de Julho a [CC] 3420 seguiu para Farim dando escolta a 28 viaturas de reabastecimento, regressando no mesmo dia a Bissau.
Durante o restante tempo de permanência em Bissau a 3420 fez a Defesa Periférica de Bissau (Arame Farpado), Protecção às portas da rede de Bissau e manteve-se de Prevenção
A 17 de Agosto a 3420 volta a fazer protecção a nova coluna para Farim desta vez apenas a 3 pelotões.
Resultados obtidos pela [CC] 3420 sobre o IN ao longo da Comissão:
- 4 mortos, 5 feridos e 1 ferido capturado.
Pessoal Inimigo capturado: 2 elementos da população de Capunga, responsáveis por acções de terrorismo em Bula; 2 elementos da população de Capunga, responsáveis por ligações do inimigo com Bula e 2 elementos da população de Pete responsáveis pela ligação do inimigo com Bissau.
Material Capturado: 18 granadas RPG2 , 1 mina anti pessoal; 2 minas para accionamento eléctico com retardamento, 100 munições 7,62 e diversas peças de equipamento e fardamento
Feridos da Companhia em combate:
01. Fonseca Fernandes
02. Amândio Marques Simão
03. Carlos Alberto Matos Loureiro
04. Manuel Carrega doas Reis
05. Capitão Salgueiro Maia (que se recusou a ser evacuado e disse: enquanto puder vou com os meus homens
06. Fernando Farinha:
07. Armando Mancasso
08. Joaquim Ferreira
09. Francisco Godinho Simões
10. António José Nunes
11. Manuel Veríssimo dos Santos (este o mais grave de todos pois accionou uma mina ficando sem uma perna)
Louvores da Companhia:
1- Pelo Comandante Chefe por ter feito partes da forças de protecção a construção da estrada Bula/Binar
2- Pelo Comandante Chefe por ter feito parte das forças na protecção a construção da estrada Mansoa/Bissorã
3- Louvor dado a [CC] 3420, numa alocução do general Spínola, quando em Julho de 1973 se deslocou ao Depósito de Adidos.
4- Louvor atribuído pelo Comando Militar da Guiné.

Este foi um breve resumo da história da Companhia de Cavalaria 3420 "OS PROGRESSISTAS", que tiveram a sorte de ter sido comandados por um Homem como Salgueiro Maia, que esteve sempre presente nos bons e maus momentos, participando sempre neles e que só com a sua disciplina conseguiu que a Companhia não tivesse mortos ao longo de toda a sua Comissão, apesar de momentos bem críticos porque a mesma companhia passou.
nota 01 - instrução de aperfeiçoamento operacional
nota 02 - abreviatura de inimigo, pouco mais de anos depois destes acontecimentos quando cumpri o serviço militar obrigatório, o in eram as tropas do pacto de varsóvia, pouco depois deu-se a queda do muro...
nota 03 - nossas tropas
nota 04 - presumo que fosse o nome da operação, presunção, apenas
nota 05 - se Salgueiro Maia tivesse morrido a 13 de Setembro de 1972 que 25 de Abril teríamos tido?
nota 06 - espécie de lagoas
nota 07 - uma das etnias da Guiné
nota 08 - companhia de comando e serviços, «os manga de alpaca» da tropa
nota 09 - auto-metralhadoras alemãs
nota 10 - Guidaje na grafia oficial, cf. com Amado, Leopoldo
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Sei que a História se faz destas histórias, um grande abraço para José Afonso e para um camarada de José que foi/é progressista e que tenho a honra e o prazer de ser meu aluno (como se eu tivesse algo para lhe ensinar).
A imagem foi retirada daqui...
Quando as bandeiras se trocam...
Esta parte da história não foi, propositadamente, incluída. Leiam no original e comentem, julgo que o autor gostará.
Este post resulta do trabalho e das memórias de José Afonso, limitei-me a rever o texto, a alterar o grafismo e a juntar as notas, porque memoriar é preciso...

2 Comments:

Anonymous MANUEL MARQUES said...

Queiram ou não, Salgueiro Maia faz parte dos grandes portugueses e da história nacional.

quinta-feira, setembro 06, 2007 6:27:00 da tarde  
Blogger Rosa said...

Um post longo que não deve, penso eu, inibir a sua leitura. Fiz algum esforço de compreensão,porque não é uma temática que me entusiasme; melhor, sou completamente ignorante em relação a certas especificidades/pormenores da vida militar.Óbvio que não me refiro à Guerra Colonial propriamente dita.
Não consegui apreender a razão da designação «progressista»... de progresso? Não compreendi.

Obrigado por teres memoriado.

quinta-feira, setembro 06, 2007 6:30:00 da tarde  

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