O motivo será óbvio, a história quando verdadeira faz sentido. Agora se me permite, vou endereçar o meu obrigado á camara de Abrantes, por me ter enviado via email um convite para assistir ao evento.
Não existe história verdadeira, camarada. Toda a história, todas as verdades dependem da perspectiva de quem a escreve. Palpita-me que as câmaras referidas se preparam para olhar a história do ponto de vista do império francês, o facto de terem escolhido uma imagem de Junot para o cartaz, indicia-o. Na perspectiva de Fernão Lopes é o povo a arraia miúda que faz a História, essa é a perspectiva que me interessa.
A história é escrita com base em documentos históricos,e sem documentos não hà história.Quanto a mim sendo leigo na matéria, as palavras não têm só a função de designar ou narrar os acontecimentos,a palavra tem também a força criadora.
Há história sem documentos, sim. Os documentos são, apenas, papéis pintados com tinta (Pessoa). A função do historiador é investigar, colocar hipóteses e muitas vezes fazer História mesmo sem documentos. Um exemplo: a História de África está a ser feita agora por historiadores africanos, europeus e americanos que a pouco e pouco se vão libertando daquela historiografia dos Descobrimentos. Obviamente nós (portugueses) não descobrimos nada, eles estavam lá sossegaditos e nós fomos para lá chatear...
10 Comments:
Porque estarão?
Então, mas a reflexão não está sendo feita, não está a acontecer?
Ok, ok, pronto, 'tá bem, há-de ser.
Só li os inks, agora.
A resposta à tua questão é que não sei.
O motivo será óbvio, a história quando verdadeira faz sentido.
Agora se me permite, vou endereçar o meu obrigado á camara de Abrantes, por me ter enviado via email um convite para assistir ao evento.
«a história quando verdadeira faz sentido»
Não existe história verdadeira, camarada.
Toda a história, todas as verdades dependem da perspectiva de quem a escreve.
Palpita-me que as câmaras referidas se preparam para olhar a história do ponto de vista do império francês, o facto de terem escolhido uma imagem de Junot para o cartaz, indicia-o.
Na perspectiva de Fernão Lopes é o povo a arraia miúda que faz a História, essa é a perspectiva que me interessa.
A história é escrita com base em documentos históricos,e sem documentos não hà história.Quanto a mim sendo leigo na matéria, as palavras não têm só a função de designar ou narrar os acontecimentos,a palavra tem também a força criadora.
Há história sem documentos, sim.
Os documentos são, apenas, papéis pintados com tinta (Pessoa).
A função do historiador é investigar, colocar hipóteses e muitas vezes fazer História mesmo sem documentos.
Um exemplo: a História de África está a ser feita agora por historiadores africanos, europeus e americanos que a pouco e pouco se vão libertando daquela historiografia dos Descobrimentos.
Obviamente nós (portugueses) não descobrimos nada, eles estavam lá sossegaditos e nós fomos para lá chatear...
como a historiografia medieval, de resto, não caro historiador?
ou era mesmo, a Idade Média, um período de trevas?
ehehehehe
bem vejo que Borges Macedo lhe ensinou muitas coisas.
Ensinou... ensinou-me a assinar o que escrevo.
essa teve a sua graça.
lá isso teve.
teve sim.
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