Somos filhos da madrugada Pelas praias do mar nos vamos À procura de quem nos traga Verde oliva de flor nos ramos Navegamos de vaga em vaga Não soubemos de dor nem mágoa Pelas praia do mar nos vamos À procura da manhã clara
Lá do cimo de uma montanha Acendemos uma fogueira Para não se apagar a chama Que dá vida na noite inteira Mensageira pomba chamada Mensageira da madrugada Quando a noite vier que venha Lá do cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras Largaremos p'la noite fora Onde há sempre uma boa estrela Noite e dia ao romper da aurora Vira a proa minha galera Que a vitória já não espera Fresca, brisa, moira encantada Vira a proa da minha barca.
Deixa-me dançar contigo uma dança india Á volta da fogeira Do nosso encantamento Deixa-me elouquecer ao ritmo Dum batuque africano Transporto para um terreiro da Baía Deixa-me sentir os sortilégios De Oxúm e de Oxalá. Deitar na praia flores e Iemanjà. Adorar a mãe terra Sentir-lhe o cheiro Depois de uma chuvade de Agosto Eu quero ser, ao mesmo tempo Vinho e mosto. Madrugada,sol nascente, Entardecer e sol posto.
3 Comments:
bom dia...!
lembrei-me
do Poeta
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor nos ramos
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praia do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Mensageira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
José Afonso
Deixa-me dançar contigo uma dança india
Á volta da fogeira
Do nosso encantamento
Deixa-me elouquecer ao ritmo
Dum batuque africano
Transporto para um terreiro da Baía
Deixa-me sentir os sortilégios
De Oxúm e de Oxalá.
Deitar na praia flores e Iemanjà.
Adorar a mãe terra
Sentir-lhe o cheiro
Depois de uma chuvade de Agosto
Eu quero ser,
ao mesmo tempo
Vinho e mosto.
Madrugada,sol nascente,
Entardecer e sol posto.
(Do poema na madrugada)
Anibal Raposo.
Bem me parecia que andavas mais maduro! ;)
beijinhos
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