1130 - trinta dias tem o mês, trinta cêntimos tem o bolso

A actualidade leva-me a voltar a este tema.
Numa família média com quatro pessoas, o Manel com quarenta anos, a Maria com trinta e oito, o João com vinte anos e a Joana com dezoito anos, quatrocentos e vinte e seis euros a dividir por quatro dá cento e sete euros (estou a arredondar por excesso) por mês para cada um.
Cento e sete euros a dividir por trinta dias dá três euros e sessenta cêntimos por dia (continuo a arredondar por excesso) três euros e trinta cêntimos têm destino...
Conseguirá alguém sobreviver com trinta cêntimos diários para comida, vestuário, jornais e revistas, livros, internet, cinema, teatro, visitas a museus e bilhetes para o Sporting [estou a referir, apenas, coisas básicas]?
7 Comments:
Quase fiquei doente com tanta conta. Não gosto de contas , sou de letras.
Ouve lá, o João e a Joana não trabalham?
Olha, no bolso direito tenho 1 euro e 95 cêntimos e no bolso esquerdo um cromo.
Não.
O João e a Joana não tinham grande habilidade para estudar (nem para trabalhar) nem sequer acabaram o nono ano.
Agora graças a este programa:
http://www.novasoportunidades.gov.pt/
podiam ter um futuro melhor mas nem sequer têm dinheiro para os transportes.
O João e a Joana, não podem caminhar até essas «novasopotunidades»?
Não acredito nisto:
http://ablasfemia.blogspot.com/2007/12/o-estado-social-portugus.html
Uma mãe, um pai, um filho e uma filha, todos com nomes para tornar a coisa mais engraçada...
Já li isto em algum lado.
Há meses que não t~em 30 dias.
Não é Joana, é Maria. Ouvi ontem na rádio e associei (não tem nada a haver [eh eh eh])
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Sim, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem era nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Chico Buarque
Bibliogrfia :
Google (consultado em..., bem, foi agora mesmo)
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