1704 - a viagem do alifante
As crianças primavam (andavam na primária), depois telescolavam (pp. 10, 11, 12), depois a maioria ia trabalhar... para o campo, para as fábricas, poucos continuavam a estudar.
Viajar, da aldeia à cidade, da terra ao mundo.
Um mundo de aldeia.
Ranchos folclóricos, grupos de baile, barracas de tiro ao alvo, fitas para dançar, cigarros fumados às escondidas, meninos que fomos com qualidades (provavelmente poucas) e defeitos (provavelmente muitos).
Meninos sorridentes que gargalhávamos com os anúncios, leilões e jogo do quino, tipo:
- Encontrou-se um porta-chaves com a letra A, A de alifante...
- Temos aqui um garrafa de licor para leiloar, oferecida pela dona Antónia, quanto é que vale a pu** (a garrafa, obviamente)
- São dois patinhos, vinte e dois, para cima e para baixo, sessenta e nove, atenção, quinaram, o cartão confere, quem quiser conferir, cunfra...
3 Comments:
Imagem:
http://feltro.blogs.sapo.pt/1816.html
Posso contribuir com mais alguns exemplos :
LOTO
Carlos Manuel, seis
Nossa Senhora, treze
Algarismo Quinze
LEILÕES
" Temos aqui um bolo Rei que mais parece a roda da camionete dos Pecheiros ... "
Bem de momento é o que me lembro, se ao longo do dia ocorrer-me mais alguma " citação " dos nossos bailes bem ao estilo cinematográfico do Kusturica, voltarei.
Um Abraço Zé
Paulito,
Estava a guardar as melhores para a caixa de comentários, tipo:
- Nós, o povo de Vale Mestre e eu...
- Ginástica rítica, rítica, porra... ginástica (pausa para tomar embalagem) [é agora] rítica [ora bolas, não foi]
Um abraço
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