quinta-feira, dezembro 16, 2010

448/2010 - a putativa ignoesperância

A veemência com que defende a tese dos McCann, diria que também defenderá sua intocável, inquestionável e muito hábil inocência? 

Não.

Se tenta enveredar por esse caminho, decerto sentirá regozijo com a condenação pública e pior, a devassa pessoal a que foi sujeito o inspector-chefe Gonçalo Amaral, que mais não fez que provar com factos a sua versão desta história para sempre mal contada?

Não. Não sinto regozijo nenhum.

Neste momento estamos a assistir a pormenores que apontam noutro sentido, o caminho da verdade que tem sido escamoteada através do dinheiro angariado por beneméritos para hipotéticamente encontrarem uma menina raptada e com isto não estou a defender a outra questão que se levanta com as informações secretas que têm sido divulgadas. Já agora também gostaria de saber a sua opinião sobre esses segredos (volto a dizer que não sei se é éticamente correcto ou não a divulgação desta informação), parece-me que estes «segredos» mais não são que canalhices bem escondidas da parte dos grandes senhores do grande capital e da guerra, ao fim e ao cabo de quem detém o poder que aplica sem escrúpulos sobre a população mundial, queira então pronunciar-se se assim o entender sobre este «nojo» que menciona.

Não. Não me pronuncio.
Não me pronunciei sobre as escutas a Pinto da Costa, nem a Filipe Vieira, nem a Sócrates, nem a Vara, não gosto de falar de excrementos orgânicos, a não ser os que conheço, aqueles que resultam de animais e servem para adubar as terras.

No que concerne ao caso McCann, um a coisa é certa, a menina nunca mais volta a aparecer, fosse morta ou raptada (!!!), disso não dúvide e segundo consta é essa também a opinião dos próprios britânicos (inclusive da polícia) e igualmente também sabemos que mais uma vez aproveitaram-se do nosso terceiro mundismo (e da ganância dos nossos politicos) para nos exporem depreciativamente (o velho imperialismo britânico).

Não percebi.
Sinceramente, não percebi a mistura de imperialismo britânico com o nosso terceiro mundismo, seria o nosso primeiro mundanismo?
A minha fé alicerça-se na crença, nas folhas que caindo se renovam e na evolução dos mamíferos.
O alicerce da evolução é o prazer sorrido da brincadeira não o tacticismo malévolo do jogo.
Harry Potter / Valdemort
Democracia / República
Guardiola / Mourinho
Verdade / Mentira
Vinho / Água
Bem / Mal

7 Comments:

Blogger Maria do Céu said...

«A veemência com que defende a tese dos McCann, diria que também defenderá sua intocável, inquestionável e muito hábil inocência?»

Já foram julgados culpados?
Já há sentença condenatória?

sexta-feira, dezembro 17, 2010 12:04:00 da manhã  
Blogger Maria do Céu said...

«Se tenta enveredar por esse caminho, decerto sentirá regozijo com a condenação pública e pior, a devassa pessoal a que foi sujeito o inspector-chefe Gonçalo Amaral, que mais não fez que provar com factos a sua versão desta história para sempre mal contada?»

ahahaha

Um inspector chefe que se preze não se pronuncia publicamente, muito menos em livro que lhe dá receitas, sobre uma investigação que ainda não terminou.

sexta-feira, dezembro 17, 2010 12:08:00 da manhã  
Blogger Maria do Céu said...

Tem que informar o seu "politico residente" que neste blog aconselham-se os anónimos a criar um blogue.
E deve avisá-lo que este blog tem visitantes que não apreciam anónimos e a falta de nome é ...como direi?

sexta-feira, dezembro 17, 2010 12:19:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

O nosso terceiro mundismo remete-nos para uma realidade bem actual onde emerge uma riqueza encapotada, onde tentamos mostrar aos outros (e no fundo, a nós próprios) aquilo que efectivamente não temos nem somos, um mundo onde nos afirmamos como vanguardistas na defesa dos direitos fundamentais da raça humana, onde estamos sempre na linha da frente na contribuição a quem mais precisa por esse mundo fora, mas... temos gente no nosso reduto a passar fome, temos pessoas que já perderam a sua dignidade humana porque os nossos bem falantes responsáveis não são solidários nem bons pagantes para com os seus co-cidadãos.
Quanto ao imperialismo britânico, «eles» ofereceram aos seus cidadãos longe da mãe pátria, independentemente da lisura dos processos ou do possível ilícito, a protecção indispensável nos 1ºs momentos de crise por forma a salvaguardarem os valores nacionalistas, de protegerem a imagem de uma pais de elevados padrões morais. Se para atingirem esses objectivos, tiverem que rebaixar públicamente um país de brandos costumes, tiverem que desvalorizar de forma redutora todo um estado de direito (uma colónia de férias no sul de Espanha), ok very well!
Sabe o que me preocupa realmente? Apesar de não ser possível controlar este tipo de terrorismo informático (atenção que ainda não vi ninguém devassar a vida a ninguém inocente), o que me choca é tentarem descobrir e condenar quem objectivamente «deu a conhecer» e menosprezarem o conteúdo dessa informação, o que é importante é quem «bufou» não quem prevaricou, é a total subversão das boas regras da sociedade. Já alguém viu algum responsável assumir frontalmente tudo aquilo de que é acusado (com provas irrefutáveis), de pedir deculpa pelas atrocidades que cometeu, dos planos maquiavélicos que orquestrou? Lamento, lamento imenso por ter conhecimento destas barbaridades que também sei que morrerão no esquecimento, mas também por quem pensa que tal nunca devia ser do conhecimento público, que para além do papel de tristes, deveriamos mormente desempenhar o de parvos!
O Politico Residente

sexta-feira, dezembro 17, 2010 12:27:00 da manhã  
Blogger Maria do Céu said...

Uns publica, outros não.
Chiça!!
Tem de pôr em sítio bem visível os critérios para comentar no seu blogue.

sexta-feira, dezembro 17, 2010 12:37:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Eu quis postar sobre algo assim na minha página e você me deu uma idéia. Cheers.

segunda-feira, dezembro 20, 2010 11:37:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Há momentos em que dúvido da minha integridade mental, acreditem, tal é o emaranhado de palavreado barato, jogos verbais, jogos de cintura e outras merdices que me é dado a observar. Um dos factores que me exasperam (arripiam), é subtileza de alguns comentadores quando não gostam (não têm que gostar, mas acabam por gramar) de opiniões ou pontos de vista diferentes, mas o pior é quando têm um toque de Midas que os fazem «adivinhar» os comentários que não chegam a ser publicados e que à partida, só o moderador teria acesso aos ditos, coisas do além presumo.
Outro assunto interessante é a questão dos anónimos, já por diversas vezes fiz saber a minha opinião nesse sentido, portanto não é aconselhável imiscuir-me outra vez em mais do mesmo, mas o «seu politico residente» é pertença de um único sujeito (macho ou fêmea, não sei...), não é partilhado por mais ninguém. É independente, eloquente quanto baste, minimamente informado, frontal e está-se perfeitamente cagando (desculpem-me o termo menos formal) para o que certos pensadores acham dos anónimos. O fulcro do problema é ainda não terem conseguido descobrir quem é a aberração que se assina por tal, para poderem malhar à vontade, não é? Outra coisa é escudarmo-nos por detrás de nomes aparentemente idóneos (escarrapacharmos em letras garrafais um nome pomposo), esta postura faz do comentador mais sério e honesto que os «outros»? É claro que não, pois se fossem assim tão íntegros deixariam com certeza entrarem no seu perfil, nada teriam a temer, certo (são uns brincalhões, só contam é com a sua inteligência)?
Termino, desejando a todos um bom ano, apesar de tudo somos todos seres humanos, não?
O Político Residente

domingo, janeiro 02, 2011 12:25:00 da manhã  

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