34 - abril é quando um homem quiser
Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
vIemos com o peso do passado e da semente
Nem ódio nem espingardas
Temos força e razão e vontade para lutar
LibErdade de mudar e decidir
Construir as cidades para os outros
VInhas numa barca que não vi passar
Não me digas que não me compreendes
Carregar pedras, desperdiçar
SÓ se pode querer tudo, quando não se teve nada
Aprendi a amar derramando vinho
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
A pRincípio é simples, anda-se sózinho
AlIás essa é a única vantagem
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Trago nos bolsos a paz
PeRdida em não sei que sonho
DIas que foram longos e noites que não contei
Num viver sem avançar
Trago a paz numa viola
Aprendi a amar com as duas mãos
A noite passada acordei com o teu beijo
CaNtavas "sou gaivota e fui sereia"
POde alguém ser livre
Se outro alguém não é
Poderia efectuar a minha leitura destes 25 versos descontextualizados, no entanto, deixo esse exercício a cada um dos leitores, um convite para nos questionarmos o que foi/o que é o (nosso) 25 de Abril.
Todos eles foram retirados de poemas (letras de canções) de Sérgio Godinho, um "cantautor" que soube (não) envelhecer nestes trinta anos.
Os poemas são: (por ordem de entrada em cena) Balada da Rita, Liberdade; Romance de um dia na estrada; Os pontos nos iis; Que força é essa; A noite passada; Aprendi a amar; O primeiro dia; Lisboa que amanhece; Farto de voar; Perdida em não sei que sonho; Cantiga da velha mãe e dos seus dois filhos; Já a vista me fraqueja e Pode alguém ser quem não é.
Este texto foi publicado aqui no número 159, última página, em Abril de 2004
vIemos com o peso do passado e da semente
Nem ódio nem espingardas
Temos força e razão e vontade para lutar
LibErdade de mudar e decidir
Construir as cidades para os outros
VInhas numa barca que não vi passar
Não me digas que não me compreendes
Carregar pedras, desperdiçar
SÓ se pode querer tudo, quando não se teve nada
Aprendi a amar derramando vinho
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
A pRincípio é simples, anda-se sózinho
AlIás essa é a única vantagem
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Trago nos bolsos a paz
PeRdida em não sei que sonho
DIas que foram longos e noites que não contei
Num viver sem avançar
Trago a paz numa viola
Aprendi a amar com as duas mãos
A noite passada acordei com o teu beijo
CaNtavas "sou gaivota e fui sereia"
POde alguém ser livre
Se outro alguém não é
Poderia efectuar a minha leitura destes 25 versos descontextualizados, no entanto, deixo esse exercício a cada um dos leitores, um convite para nos questionarmos o que foi/o que é o (nosso) 25 de Abril.
Todos eles foram retirados de poemas (letras de canções) de Sérgio Godinho, um "cantautor" que soube (não) envelhecer nestes trinta anos.
Os poemas são: (por ordem de entrada em cena) Balada da Rita, Liberdade; Romance de um dia na estrada; Os pontos nos iis; Que força é essa; A noite passada; Aprendi a amar; O primeiro dia; Lisboa que amanhece; Farto de voar; Perdida em não sei que sonho; Cantiga da velha mãe e dos seus dois filhos; Já a vista me fraqueja e Pode alguém ser quem não é.
Este texto foi publicado aqui no número 159, última página, em Abril de 2004
3 Comments:
Bilhante exercício, assim como excelente escolha de poemas. Parabéns.
No meu post anterior, no endereço, leia-se "amesadocafe2" em vez de "amesadocafe". Peço desculpa pelo lapso.
Obrigado...
Enviar um comentário
<< Home