193 - equador... remanso

Este "post" aparece na sequência dum comentário que efectuei no Fernando Bravo.
A edição que possuo é a segunda (Julho de 2003), segundo aquilo que fui acompanhando na imprensa as edições foram sendo revistas, assim, um leitor que tenha uma oitava edição possui um livro diferente.
Dizia-nos o Público [José Carlos Silva] na edição de 18 de Outubro de 2003 (p. 47):
Novo "Equador" tem menos erros. O tema é "Lisboa". A pergunta é: a que estação de comboios chegava em Dezembro de 1905, o Sud-Express vindo de Paris? Na edição original, a resposta é "Santa Apolónia". Na recém lançada sétima edição lê-se na página 73, "Rossio". E a resposta certa é "Rossio".
"Alterei porque eram erros". Esta a explicação, concisa, lacónica, evidente de Miguel Sousa Tavares para as correcções.
Mais à frente aponta a razão para os erros (continuamos a seguir em itálico o artigo citado):
"Falta de editor", observou Sousa Tavares como justificação dos erros, antes de explicar: "Tive grande ajuda na revisão. Tivemos sessões tremendas". Mas "talvez tenha havido uma revisão demasiado exaustiva da parte literária". E não tanto da outra da factual.
Houve uma «revisão demasiado exaustiva da parte literária»?
Vejamos alguns exemplos:
1- "Voltaram para ao pé dos outros e João Forjaz veio ao encontro de Luís Bernardo" p.73
2- "Então é assim: a Matilde chega amanhã a Lisboa" p. 74
3- "Há muito tempo atrás, num episódio (...)" p. 75
O que pensam os leitores destas frases? [abri o livro, aleatoriamente e "saltaram" estas de páginas seguidas, não foi nenhuma busca exaustiva]
Vejamos para terminar, algumas palavras do autor sobre os editores no próprio livro (agradecimentos):
«Aos meus editores, António Lobato Faria e Gonçalo Bulhosa, da Oficina do Livro, que foram editores no sentido completo da palavra. Primeiro, convencendo-me e incentivando-me a escrever, depois, não deixando nunca que eu desistisse ao longo dos dezasseis meses desta empreitada, e, finalmente, prestando-se a uma revisão crítica e detalhada de todo o livro (...)».
Então! afinal aconteceu isto: "Falta de editor", observou Sousa Tavares como justificação dos erros ou não?
[continua] (enquanto não volto ao tema podem dar uma olhadela aqui)
11 Comments:
Finalmente! Finalmente! Finalmente alguém leu o livro com olhos de ver e cérebro operativo.
Nem preciso dizer que detestei o livro?, Ou preciso?
Um aparte; não achas que o final é um tanto ó quanto Shakesperiano? Perdeu o amor, perdeu o amor à vida e lá vem sangue.
Bates mal...
alien david sousa,
Muito obrigado pela visita e pelos vários comentários.
Não acho o final "Shakesperiano" isso implicaria outro tipo de, digamos, competência.
[antes que me acusem da frase anterior não fazer sentido eu estou a escrever num "blog" não um livro e assumo a culpa não a atribuo ao editor].
Freddy... não percebi.
leste o meu comentário?
posso fazer o post?
claro que podes, o "blog" é teu.
Agradecido pelo cerimonial, vê lá mas é se ganhas no fim-de-semana.
Um grande abraço.
[ficar-te-ia reconhecido se comentasses este "post" do ponto de vista dum professor de português e de crítico literário]
Meu caro Pedro Oliveira,
O problema não são os erros. Temo que esta ofensiva se deva ao facto de se tratar de um verdadeiro DRAGÃO.
Julgo que o fim-de-semana vai trazer algumas amarguras.
PS - Este post requeria um comentário muito mais elaborado e profundo, contudo falta-me o "engenho e arte" e o tempo, para o fazer. Por isso, ficam estes "bitaites"!
Caro psac,
Obviamente, não me daria ao trabalho de estar quse uma hora a elaborar um "post" por embirração clubística.
Este "post" teve como ponto de partida um outro que dizia mais ou menos isto: MST foi reconhecido em Itália e agora, também, lhe daremos o reconhecimento que merece e não teve.
Eu penso que MST tem muito mais reconhecimento que o que merece, parte dele pelo facto de ser filho de quem é.
Outro exemplo Domingos Amaral (filho de Freitas do Amaral).
Outro exemplo que confirma a excepção à regra Jacinto Lucas Pires, afirmou-se com prémios literários e possui, de facto, talento para a escrita.
Pedro,
O meu post não passou de um "bitaite". Tive o cuidado de referir ausência de engenho e arte, da minha parte, para um comentário digno!
Abraço amigo
eu fiz um comentário que não aparece.
estarei a ficar doido?
não terei feito login e publicar?!
vou ver se me recordo e voltto a escrever...
Curioso! Isto é uma extraordinária e eloquente demonstração dos intelectuais deste país.
Que comentários! Ao que eles se entregam! Quem lhes entende as frustrações?
Querida Capitolina,
Ainda bem que considera os meus comentadores intelectuais, todos nós usamos o intelecto... uns mais, outros menos.
Refere-se a quê especificamente?
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