344 - peregrinação, segunda parte

Estou devedor duma explicação.
O que aconteceu?
Como já disse em «posts» anteriores sou vendedor de sonhos, vou utilizar a palavra peixe neste.
Dizia, sou vendedor de peixe há cerca de quinze anos e tenho estado sempre na mesma peixaria, há um mês e tal candidatei-me para ir coordenar a peixaria de Vila de Rei, por vários motivos, primeiro porque era em Vila de Rei [razões de regime], segundo, actualmente, vendo peixe em Lisboa e Vila de Rei fica, substancialmente, mais perto de Santa Margarida da Coutada [outros têm casa de férias, eu possuo uma casa de trabalho (arrendada) em Lisboa, digamos que é uma garagem onde me estaciono durante os dias de trabalho], terceiro porque o bairro onde trabalho, trabalhava, não tem nada a ver com o que conheci há quinze anos (a única coisa boa são as vistas), quarto acho que está, estava na altura de dar a volta à minha vida profissional e porque me sinto, sinto com capacidade e vontade de ser útil noutras funções.
Pensava eu que a reunião (a primeira em quinze anos) era por causa disso, afinal, não, era, apenas, para me comunicar que ia deixar de vender peixe no mercado do Bolhão e que iria vendê-lo para a lota de Matosinhos.
Esta mudança levou-me a revisitar a cidade, pois, amanhã vou «nascer» noutro ponto dela.
[modo de utilizar este «post» acompanhar da audição deste poema na voz de Mariza]
7 Comments:
Lomo: Foi um prazer conhecer-te! Deixa-me dizer-te, e isto fica apenas entre nós, que foi por tua causa que conheci o Santamargarida e o Lomo-Foto-Grafia. Andava a fazer uma pesquisa na rede sobre "lomos", queria comprar uma para mimar-me com olhares novos e assim encontrei estes espaços.
Mais uma vez, foi um prazer conhecer-te. Continua a captar olhares e movimentos! Espero ansiosamente
Resposta da Lomo:
O palerma do Pedro (paletes de gajos e gajas que me podiam ter comprado, logo fui cair nas mãos dum tolo com a mania que é vendedor de sonhos ou peixe ou lá o que é) agora usa-me exclusivamente para fotografar bicharocos (pombos, cães, gatos...) a preto e branco, vamos a ver o resultado
Olha, maçã, com o ritmo a que o palerma fotografa comigo bem podes esperar sentada no escadote (mau, queres ver que o Pedro me pegou o sentido de humor dele).
Não sei como é que uma máquina fotográfica se despede duma maçã... um «click» para ti.
Pedro
tenho pena que o assunto não se tenha resolvido como tu querias.
deixa, como és epecialista em peixe, sabes que há mais marés que marinheiros...
outra coisa!
para que raio queres tu uma balança?
para pesar as gramas da «bike» é que não é!
Ora António, esta-se mesmo a ver.
Para o peixe e para os sonhos.
O peixe acredito que o venda ao kilo. Falta-me saber a medida utiliza para vender os sonhos?
«Tinha sonhos...num prato de balança, muitos...que o tornavam pesado àquele e desequilibrada a esta. No outro prato, nada... apenas o espaço para as saudades que agora tenho. Hoje, mais velho, sinto o equilíbrio, ainda assim recente, por ver os pratos ao mesmo nível. A minha colecção de saudades é hoje igual à de sonhos»
daqui:
http://voualiejavenho.blogspot.com/2006/04/balana.html
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