336 - pedrão esteve lá e tirou notas (parte um)

Não?
Ora bem, um «post» sobre o pontapé na borracha e a literatura.
A primeira marca a fabricar bolas de borracha foi a «Good Year».
Álvaro Magalhães referiu um pormenor que é recorrente neste «blog» a importância da borracha, a árvore da borracha (sul-americana) a técnica versus a força, tentando demonstrar a apetência genética? para o manuseamento (presumo que manuseamento venha de mão, não me digam que tenho que inventar a palavra: peseamento) da «redondinha».
Para alguns frustrados, enquanto medíocres jogadores, a técnica da força é melhor que a força da técnica.
Para aqueles que como eu saborearam a vitória em encontros (a que outros chamariam lutas, para mim era apenas o prazer de estar) decisivos, que sabem o sabor de olhar um guarda-redes nos olhos (não como inimigo) e pensar: «azar, amigo... vais buscá-la lá dentro».
Na tal penalidade decisiva nem sequer pensei: «e se falhar?» um penalty não se falha.
Olho, gosto, sinto o futebol não como vitórias "haja o que houver", mas, sim como a procura da beleza que existe em todas as actividades humanas.
Partilho com o Ivan o gosto pela estética das derrotas, antes a derrota do Brasil de 1982 (Luisinho, Sócrates e Zico) com a Itália (Paolo Rossi) que as manhosas vitórias do Chelsea, actual.
(continua)
4 Comments:
o falhanço é
aceitável e desejável porque é uma aprendizagem...
concordo António, para quase tudo na vida (já o escrevi por aí) excepto num penalty.
Os jogadores de futebol dividem-se em dois ngrandes grupos:
a) os que marcam penaltyes
b) os que não marcam penaltyes
No grupo a) há poucos, assim de repente recordo Ricardo o «goleiro» da selecção.
Dois momentos de grande responsabilidade / personalidade... o penalty no jogo com a Inglaterra (euro 2004); o penalty no jogo com o FC Porto (taça de Portugal 2005 / 2006)
Ó Pedro e há ainda a alínea c)aqueles que defendem penalties.
A defesa dos penalties tem que ter o seu lugar próprio: aquele que falhou porque o outro defendeu e não, o desprestigiante, aquele que defendeu porque o outro falhou.
Ou não?
Não.
Um penalty bem marcado não tem defesa. Repara nas medidas:
Marca Penalty - distância (m) 11
Baliza - distância entre as balizas verticais (medida interna) (m) 7,32
Baliza - distância da borda inferior, da baliza horizontal ao solo. (m) 2,44
Na minha opinião (que vale o que vale) falhar um penalty é sempre demérito de quem remata (desculpa lá Moutinho, mas é o que penso, rapaz).
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