Que povo eu sou que senta comigo no sofá e que assiste à tv embasbacado, Que povo eu sou se não sou um Mas muitos nós? Que povo eu sou que vai á missa e pede clemência e salvação pelos erros que cometem connosco comigo ? Que povo que eu sou que vivo olhando para o meu umbigo e não me encontro a mim nem nos outros eus ? Que povo eu sou se não sou eu ?
A saudade è o bilhete identidade do povo português.
Ah,todo o cais é uma saudade de pedra! E quando o navio larga do cais E se repara de repente que se abriu um espaça Entre o cais e o navio, Vem-me nao sei porquê,uma angústia recente, Uma névoa de sentimento de tristeza Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas Como a primeira janela onde a madrugada bate, E me envolve como uma recordação duma outra pessoa Que fosse misteriosamente minha.
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Que povo eu sou
que senta comigo no sofá
e que assiste à tv embasbacado,
Que povo eu sou
se não sou um
Mas muitos nós?
Que povo eu sou
que vai á missa
e pede clemência
e salvação pelos erros
que cometem connosco comigo ?
Que povo que eu sou
que vivo olhando
para o meu umbigo
e não me encontro a mim
nem nos outros eus ?
Que povo eu sou
se não sou eu ?
(H. Montenegro)
A saudade è o bilhete identidade do povo português.
Ah,todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaça
Entre o cais e o navio,
Vem-me nao sei porquê,uma angústia recente,
Uma névoa de sentimento de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.
(Álvaro de Campos)
Nós somos muito pouco, muito pouco, até que, um outro, nos diga quem somos... isso, é o que somos.
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