É flor do linho e gestuais diferenças na senda do chegar e do partir è lenda e canções e velhas crenças cravadas nos flancos do porvir;
è amargas derrotas,subtis conquistas terra esventrada por ti se ès charrua força que te empurra pra que não desistas è corpo vestido na alma mais nua...
e è forno acesso è lareira sempre em brasa è capuchinha de burel,croça de palha è bilha de àgua fresca quando o verão abrasa è chapèu de copa alta para a malha.
E è Deu-la-deu Martins è Maria da Fonte e a que em Aljubarrota foi mortal guerreira e è todas Marias que do mar ao monte algures,um dia,foram a Pátria inteira.
E è a tosquia,è a ordenha e fumeiro e bragal esposa,filha,irmã,amante e Mãe è a Mulher,do povo,è Portugal e è todo o meu país,sem ser ninguém!...
Muito bonito o poema Manel «e è forno acesso è lareira sempre em brasa» «è bilha de àgua fresca quando o verão abrasa» ainda assim há quem prefira outros colos... Nada contra, claro. Cada um é livre de passear por onde quer com ou sem cabeleira loira.
A imagem foi retirada daqui: http://demokratia.blogs.sapo.pt/arquivo/919846.html
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É flor do linho e gestuais diferenças
na senda do chegar e do partir
è lenda e canções e velhas crenças
cravadas nos flancos do porvir;
è amargas derrotas,subtis conquistas
terra esventrada por ti se ès charrua
força que te empurra
pra que não desistas
è corpo vestido na alma mais nua...
e è forno acesso è lareira sempre em brasa
è capuchinha de burel,croça de palha
è bilha de àgua fresca quando o verão abrasa
è chapèu de copa alta para a malha.
E è Deu-la-deu Martins è Maria da Fonte
e a que em Aljubarrota foi mortal guerreira
e è todas Marias que do mar ao monte
algures,um dia,foram a Pátria inteira.
E è a tosquia,è a ordenha e fumeiro e bragal
esposa,filha,irmã,amante e Mãe
è a Mulher,do povo,è Portugal
e è todo o meu país,sem ser ninguém!...
(Maria Mamede)
Muito bonito o poema Manel
«e è forno acesso è lareira sempre em brasa»
«è bilha de àgua fresca quando o verão abrasa»
ainda assim há quem prefira outros colos...
Nada contra, claro.
Cada um é livre de passear por onde quer com ou sem cabeleira loira.
A imagem foi retirada daqui:
http://demokratia.blogs.sapo.pt/arquivo/919846.html
Ainda bem que o Manuel Marques remeteu para a veia poética e tal. Assim, já me sinto mais à vontade para disparatar:
«Ela é perigosa, senhor comandante...»
Lembrei-me, pronto.
Com o dia de calor que esteve, melhor a bilha de água fresca que a lareira de Inverno.
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