1292 - um jornal, uma convicção, um «blogger» que não é (es)cravo

Uma moeda morta.
Um Homem morto.
Um director morto.
Um jornal morto.
Morrem as moedas (o capitalismo), morrem os homens, morrem os directores, morrem os jornais. As ideias, as convicções não morrem nunca.
Neste dia gostaria de lembrar um exemplo de democracia, uma rua que é uma homenagem aos mortos dos dois lados da barricada, os que morreram pela pide (como poderiam ter morrido pela pátria) os que foram assassinados pela pide (como poderiam ter sido assassinados pela revolução no campo pequeno).
Uma placa toponímica, dois olhares.
3 Comments:
http://santamargarida.blogspot.com/2006/03/227-no-meu-tempo-no-havia-gloco.html
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Depois da fome,da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num tejo novo
Agora o povo unido
nunca mais serà vencido
nunca mais serà vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procisão
do meu país a cantar
Agora o povo unido
nunca mais serà vencido
nunca mais serà vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar o coração
Enquanto nos mantiver-mos
tosdos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
José Carlos Ary dos Santos.
Pelas vidas humilhadas,torturadas e atè liquidadas,25 de Abril sempre.
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