1371 - o lusoafricano que via wrestlers e cozinhava sopa líquida


Eu gosto-as de todas as cores no princípio ou no fim do mundo.
Fernanda achava que se devia chamar lusoafricano ao Tiago, agora acha que é melhor dizer negro e mulato.
Câncio acusa Freitas de racismo.
Pedro sorri e pensa que não a viu por lá...
4 Comments:
Da leitura do texto jornalístico, permito-me fazer o seguinte levantamento conceptual:
«desconstruir preconceitos»
«transparência da norma»
«olhar que discrimina»
«[olhar] que separa»
«[olhar] que distingue»
Pois bem, cada um e todos os conceitos, remetem-me para «A pele do Tiago». Ora, se entendi, nesse texto, definia-se a linguagem como não sendo neutra. Definição que se me afigura evidente. As próprias línguas não são neutras, enraízam-se num determinado contexto histórico-temporal, cultural, social e político, evoluindo/transformando-se face ao uso que os «falantes» fazem delas. A linguagem, conceito mais lato, obviamente, também não é neutra. Nela e por ela (através de línguas diversas, expressões, manifestações, apropriações… múltiplas) traduzimos a nossa percepção do mundo. Julgo eu. Mais ainda, nesse mesmo texto, afirmava-se que, a essência do politicamente correcto, é expurgar a linguagem de conotações discriminatórias (citado de memória).
Todo e qualquer ser racional, compreenderá a desnecessidade de conotações discriminatórias, certo!? E aqui, começo a não compreender o significado essencial das palavras da jornalista, especialmente quando, depois dos textos que referi, escreve: « qualquer mortal que já tenha provado o líquido em causa [ referindo-se à sopa como um líquido, concepção discutível…] e alguma vez morado numa casa de família, tem desde que não seja cego e surdo e desprovido de paladar (...)»
Pessoalmente, penso ser de suma importância desconstruir preconceitos, pelo que, este comentário tem somente o propósito de reforçar o seu «post», a saber:
1. As pessoas deficientes visuais, vulgo: cegos, também podem, se o desejarem e souberem, cozinhar e comer sopa.
2. As pessoas deficientes auditivas, em menor ou maior grau, também podem, se o desejarem e souberem, cozinhar e comer sopa.
3. As pessoas desprovidas do paladar, também podem, se o desejarem e souberem, cozinhar e comer sopa.
Em suma:
a) Qualquer mortal devia saber o exposto nos pontos anteriores.
b) A escrita da jornalista, reflecte a sua (dela) percepção da realidade, tal como o seu (do Pedro) «post», evidencia uma leitura particular/pessoal e, este comentário, manifesta a minha indignação, face a alguém que não sabe a diferença entre “a realidade” e a “realidade para si (do sujeito)”. Não ter isso, como dado adquirido, parece-me, altamente preconceituoso.
c) Compreendo muito bem que a tal «transparência da norma» não seja constituída por cegos, surdos e desprovidos de paladar. Ao ler estes textos, ainda compreendo melhor.
d) Verdadeiramente irónico é o facto desta jornalista, pensar que cegos, surdos e desprovidos de paladar, não sabem o que seja uma sopa e discutir se são pretas, mulatas, africanas jovens, portuguesas pretas, de cor ou sem cor. Digo irónico, para não dizer: politicamente incorrecto, um conceito que me dá certa urticária-pensativa.
Quanto ao facto da sopa ser um líquido, bom, isso, já depende dos dotes culinários do fazedor e/ou da fazedora da sopa.
Falta-me paciência para compreender causas destas!
Boa noite, português que já foi loiro/um pouco loiro ainda/ careca mais ou menos loiro/europeu descendente da mãe África/mais outros que não me ocorrem/Pedro Oliveira/Pedro
Etc
O comentário anterior foi da morena, caixa de óculos, meia leca e um pouco esquelética, mais ou menos branca, salvo o espaço ocupado pelas sardas.
A dieta portuguesa ja não é o que era.
A dieta portuguesa ja não é o que era.
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