As palavras re-inventam-se... Se nos detivermos,excessivamente, a analisar a forma, relegamos o conteúdo, ainda que, não exista conteúdo sem forma e vice-versa.
que raça de presidente, apre este senhor, que é o mesmo que ainda nem há dois meses estava num desassossego porque ‘os jovens portugueses' alegadamente ‘não se interessam por política', por terem dificuldade em responder a um inquérito em que eram questionados sobre o primeiro presidente eleito em democracia, o facto de existir ou não um governo de maioria absoluta e outra coisa qualquer que se me varreu, talvez devesse responder a um inquérito só para ele. uma coisa assim deste tipo: 1. sabe quando e porquê o 10 de junho deixou de ser denominado ‘dia da raça' e passou a ser referido como ‘dia de portugal, de camões e das comunidades'? 2. sabe que tipo de movimentos usa ainda a denominação ‘dia da raça' para denominar o 10 de junho? (...) Publicado por Fernanda Câncio em 5 dias
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As palavras re-inventam-se...
Se nos detivermos,excessivamente, a analisar a forma, relegamos o conteúdo, ainda que, não exista conteúdo sem forma e vice-versa.
que raça de presidente, apre
este senhor, que é o mesmo que ainda nem há dois meses estava num desassossego porque ‘os jovens portugueses' alegadamente ‘não se interessam por política', por terem dificuldade em responder a um inquérito em que eram questionados sobre o primeiro presidente eleito em democracia, o facto de existir ou não um governo de maioria absoluta e outra coisa qualquer que se me varreu, talvez devesse responder a um inquérito só para ele. uma coisa assim deste tipo:
1. sabe quando e porquê o 10 de junho deixou de ser denominado ‘dia da raça' e passou a ser referido como ‘dia de portugal, de camões e das comunidades'?
2. sabe que tipo de movimentos usa ainda a denominação ‘dia da raça' para denominar o 10 de junho? (...)
Publicado por Fernanda Câncio em 5 dias
«Lenta, a raça esmorece, e a alegria
É como uma memoria de outrem. Passa
Um vento frio na nossa nostalgia
E a nostalgia torna-se desgraça.
Pesa em nós o passado e o futuro.
Dorme em nós o presente. E a sonhar
A alma encontra sempre o mesmo muro,
E encontra o mesmo muro ao dispertar.
Quem nos roubou a alma? Que bruxedo
De que magia incognita e suprema
Nos enche as almas de dolencia e medo
Nesta hora inutil, apagada e extrema?
Os heroes resplandecem a distancia
Num passado impossivel de se ver
Com os olhos da fé ou os da ancia.
Lembramos nevoa, sombras a esquecer.
Que crime outrora feito, que peccado
Nos impoz esta esteril provação
Que é indistinctamente nosso fado
Como o pressente nosso coração?
Que victoria maligna conseguimos –
Em que guerra, com que armas, com que armada? –
Que assim o seu castigo irreal sentimos
Collado aos ossos d'esta carne errada?
Terra tam linda com heroes tam grandes,
Bom sol universal localizado
Pelo melhor calor que aqui expandes,
Calor suave e azul só a nós dado –
Tanta belleza dada e gloria ida!
Tanta esperança que, depois da gloria,
Só conheceu que é facil a descida
Das encostas anonymas da historia!
Tanto, tanto! Que é feito de quem foi?
Ninguem volta? Do mundo subterraneo
Onde a sombria luz por nulla doe,
Pesando sobre onde já esteve o craneo,
Não restitue Plutão a sob o ceu
Um heroe ou o animo que o faz,
Como Eurydice dada á dor de Orpheu;
Ou restituiu, e olhámos para traz?
Nada. Nem fé nem lei, nem mar nem porto.
Só a prolixa estagnação das maguas,
Como nas tardes baças, no mar morto,
A dolorosa solidão das aguas.
Povo sem nexo, raça sem supporte,
Que, agitada, indecisa, nem repare
Em que é raça, e que aguarda a propria morte
Como a um comboio expresso que aqui pare.
Torvelinho de duvidas, descrença
..............»
Como diz o outro: raios parta o Pessoa
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