Este assunto já chateia. É uma questão que apenas existe em virtude da cobertura mediática, especialmente televisiva.
A meu ver, ninguém está a salvo de críticas neste triste caso. Excepto a criança.
- uma mãe que abandona/entrega a filha recém-nascida; - um pai aparentemente (quando do nascimento) desinteressado dessa sua qualidade (ao que parece); - um casal que obtém a guarda de uma criança de forma ilegal; - um Tribunal que decreta a entrega da criança, mas que não faz cumprir essa decisão; - uma adulta que detém uma criança por vários anos, apesar de saber que houve uma decisão de um tribunal para a entregar; - um circo mediático com interesses próprios e que se auto-alimenta de meias-verdades; -uma opinião pública que faz o seu julgamento, baseada em sound-bytes e títulos da imprensa e das televisões; -eu, que não tenho nada a ver com isto ... nem quero ter.
Eis um retrato daquilo que ocupa o tempo deste nobre povo, que tanto gosta destes circos mediáticos de hoje em dia.
Até concordo com o João Fialho. No entanto, penso que se a criança fosse emtregue ao respectivo pai ,as coisas seriam melhores para todos, inclusive para a criança. Nõ esquecer que existe aqui uma adopção ilegal.
A meu ver ninguém está a salvo de críticas (neste triste caso). O "neste triste caso" coloco entre parenteses. Porque isto são contingências da própria vida. O pai biológico desinteressado(?!). Ora aí está um erro de avaliação. A natureza da gravidez e o relacionamento ocasional do par, suscitava as incertezas que o pai biológico teve quanto a assumir a paternidade. Estava diante de uma mãe estrangeira, mal adaptada à vida neste país estranho e onde era normal surgirem as dúvidas que o pai biológico teve quanto à paternidade e à sua condição de macho. Não vale escamotear nem exigir-lhe uma postura de "santo". Estas são as reacções normais diante daquele relacionamento amoroso, como foi descrito até à exaustão. No meio daquela incerteza e daqueles comportamentos algo difusos, desgarrados, surgiu alguém que "quis" adquirir uma criança. Fê-lo de forma irregular. E roubou não só a criança do convívio ou proximidade dos dois ex-amantes, como afastou qualquer possibilidade de mais mês menos mês, os pais biológicos se tivessem que confrontar com a situação. Foi o adiar de uma solução. Não foi o resolver de uma situação. Não fosse o sargento ter proporcionado aquele afstamento da criança e os pais biológicos teriam que se confrontar com aquela situação e dar-lhe outra solução a contento de ambos. Ou a contento da criança. O sargento e a mulher "roubaram " essa possibilidade, adiando essa solução que os tribunais demoraram tempo demasiado, quando ficaram reféns do "julgamento popular"...
Aqui o grande culpado foi quem veio intrometer-se no desenlace que os pais biológicos teriam forçosamente de encontrar. A entrega da criança ao sargento foi um "roubo" de um "bem" que era de dois e só uma tentou em desespero resolver algo precipitadamente. Depois a conduta do sargento foi a conduta de quem na posse do indevido tudo faz para adiar a "devolução" da "coisa" roubada. Não tivesse havido aquela apropriação indevida ( roubo), e as soluções teriam surgido muito mais cedo. A precipitação e desespero da mãe e a "apropriação ilegítima" do sargento não deram muita margem de manobra natural ao pai biológico. E pai é pai!
Estamos en sintonia "camarada" Pico. O complicar desta situação deve-se essencialmente a uma certa classe da nossa sociedade que se meteu ,utilizando os seu nomes pomposos , fez campanha em prol do Sarg;inclusive engordando-lhe a conta bancária.
A única solução aceitável para a criança é ficar a viver com os pais afectivos e ter visitas dos pais biológicos. A criança neste momento está em grande sofrimento e isto terá consequências a longo e curto prazo. O pai biológico está rodeado de um grupo de oportunistas que só o instigam a pedir indeminizações para yambém delas beneficiarem. Ele passou a viver à custa da filha e isso não o deixará respeitar os sentimentos da criança e, chegar acordo com os pais afectivos. O afastamento da mãe Adelina será dramático para esta menina e o pai biológico não quer saber disso ou ninguém lhe explica. Admira-me que as tecnicas não tenham vergonha de negar evidências
Vamo-nos centrar na essência da coisa. Baltazar assumiu a paternidade e foi-lhe atribuído o poder parental tinha Esmeralda cerca de um ano e estava com o casal Gomes há menos de nove meses. Leia o acórdão aqui: http://www.inverbis.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=139 tudo o resto é resultante de atitudes tomadas por um casal fugido à justiça que teve «artes» para manipular os «media» e alguns «nomes pomposos» como refere e bem Manuel Marques num comentário. Sou a favor da adopção com regras, sou contra o sequestro de crianças. Anónimo, poder-me-á dizer: - Eu não, defendo que um casal rico possa receptar uma filha de mãe pobre e fazê-la sua sem nenhumas regras. Será a sua opinião, eu não concordo com ela, não diga é que é a única solução aceitável...
9 Comments:
Hum...
Tinha pensado:
O azar de Baltazar, o drama do pai certo no país errado
Não tenho vistas largas
Nem grande sabedoria
Mas dão-me as horas amargas
Lições de marketalogia
Adaptado a partir duma quadra de António Aleixo
Este assunto já chateia. É uma questão que apenas existe em virtude da cobertura mediática, especialmente televisiva.
A meu ver, ninguém está a salvo de críticas neste triste caso. Excepto a criança.
- uma mãe que abandona/entrega a filha recém-nascida;
- um pai aparentemente (quando do nascimento) desinteressado dessa sua qualidade (ao que parece);
- um casal que obtém a guarda de uma criança de forma ilegal;
- um Tribunal que decreta a entrega da criança, mas que não faz cumprir essa decisão;
- uma adulta que detém uma criança por vários anos, apesar de saber que houve uma decisão de um tribunal para a entregar;
- um circo mediático com interesses próprios e que se auto-alimenta de meias-verdades;
-uma opinião pública que faz o seu julgamento, baseada em sound-bytes e títulos da imprensa e das televisões;
-eu, que não tenho nada a ver com isto ... nem quero ter.
Eis um retrato daquilo que ocupa o tempo deste nobre povo, que tanto gosta destes circos mediáticos de hoje em dia.
Boas Festas para todos.
Até concordo com o João Fialho. No entanto, penso que se a criança fosse emtregue ao respectivo pai ,as coisas seriam melhores para todos, inclusive para a criança.
Nõ esquecer que existe aqui uma adopção ilegal.
Este comentário foi removido pelo autor.
A meu ver ninguém está a salvo de críticas (neste triste caso). O "neste triste caso" coloco entre parenteses. Porque isto são contingências da própria vida.
O pai biológico desinteressado(?!).
Ora aí está um erro de avaliação.
A natureza da gravidez e o relacionamento ocasional do par, suscitava as incertezas que o pai biológico teve quanto a assumir a paternidade.
Estava diante de uma mãe estrangeira, mal adaptada à vida neste país estranho e onde era normal surgirem as dúvidas que o pai biológico teve quanto à paternidade e à sua condição de macho. Não vale escamotear nem exigir-lhe uma postura de "santo".
Estas são as reacções normais diante daquele relacionamento amoroso, como foi descrito até à exaustão.
No meio daquela incerteza e daqueles comportamentos algo difusos, desgarrados, surgiu alguém que "quis" adquirir uma criança. Fê-lo de forma irregular.
E roubou não só a criança do convívio ou proximidade dos dois ex-amantes, como afastou qualquer possibilidade de mais mês menos mês, os pais biológicos se tivessem que confrontar com a situação.
Foi o adiar de uma solução. Não foi o resolver de uma situação.
Não fosse o sargento ter proporcionado aquele afstamento da criança e os pais biológicos teriam que se confrontar com aquela situação e dar-lhe outra solução a contento de ambos. Ou a contento da criança.
O sargento e a mulher "roubaram " essa possibilidade, adiando essa solução que os tribunais demoraram tempo demasiado, quando ficaram reféns do "julgamento popular"...
Aqui o grande culpado foi quem veio intrometer-se no desenlace que os pais biológicos teriam forçosamente de encontrar.
A entrega da criança ao sargento foi um "roubo" de um "bem" que era de dois e só uma tentou em desespero resolver algo precipitadamente.
Depois a conduta do sargento foi a conduta de quem na posse do indevido tudo faz para adiar a "devolução" da "coisa" roubada.
Não tivesse havido aquela apropriação indevida ( roubo), e as soluções teriam surgido muito mais cedo.
A precipitação e desespero da mãe e a "apropriação ilegítima" do sargento não deram muita margem de manobra natural ao pai biológico.
E pai é pai!
Estamos en sintonia "camarada" Pico.
O complicar desta situação deve-se essencialmente a uma certa classe da nossa sociedade que se meteu ,utilizando os seu nomes pomposos , fez campanha em prol do Sarg;inclusive engordando-lhe a conta bancária.
A única solução aceitável para a criança é ficar a viver com os pais afectivos e ter visitas dos pais biológicos. A criança neste momento está em grande sofrimento e isto terá consequências a longo e curto prazo. O pai biológico está rodeado de um grupo de oportunistas que só o instigam a pedir indeminizações para yambém delas beneficiarem. Ele passou a viver à custa da filha e isso não o deixará respeitar os sentimentos da criança e, chegar acordo com os pais afectivos. O afastamento da mãe Adelina será dramático para esta menina e o pai biológico não quer saber disso ou ninguém lhe explica. Admira-me que as tecnicas não tenham vergonha de negar evidências
Anónimo,
Vamo-nos centrar na essência da coisa.
Baltazar assumiu a paternidade e foi-lhe atribuído o poder parental tinha Esmeralda cerca de um ano e estava com o casal Gomes há menos de nove meses.
Leia o acórdão aqui:
http://www.inverbis.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=139
tudo o resto é resultante de atitudes tomadas por um casal fugido à justiça que teve «artes» para manipular os «media» e alguns «nomes pomposos» como refere e bem Manuel Marques num comentário.
Sou a favor da adopção com regras, sou contra o sequestro de crianças.
Anónimo, poder-me-á dizer:
- Eu não, defendo que um casal rico possa receptar uma filha de mãe pobre e fazê-la sua sem nenhumas regras.
Será a sua opinião, eu não concordo com ela, não diga é que é a única solução aceitável...
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