domingo, junho 20, 2010

272/2010 - a merderação de comentários


Sou um homem de esquerda.
Monárquico (peter king) mas de esquerda.
C' est emerdant, esta questão dos comentários moderados.
Tinha, gosto de, gostaria de ter os comentários abertos e descomplicados, pois a minha palavra favorita é: liberdade... no entanto, na minha cachimónia, liberdade implica responsabilidade.
Para muitos liberdade é vandalismo, intromissão, devassa da vida privada...
Tento não dar para esse peditório.
Os comentários são, actualmente, moderados, «derivado duma» pessoa que comenta com alguma frequência e que escreveu algo do género: não vale a pena apagares aos meus comentários, porque voltarei a escrevê-los... escreverei o que quiser.
Ora, não gostei.
Porque escrever o que quiser, a pessoa em questão, poderá escrever.
Não pode é escrevê-lo aqui.
A blogosfera, como eu a entendo, é um caminhar na corda bamba, sem rede.
Não há uma fórmula, vamos fazendo o caminho à medida que caminhamos.
Um equilíbrio ténue entre o proibido e o permitido.
Olhando, novamente, a primeira imagem, eu sopro no sax (salvo seja) e o João Maria toca piano... tenho pensado muito no meu afilhado nestes dias, numa África que ele conheceu (a Rodésia, a outra África do Sul) e, felizmente, já não existe...
Penso na censura ingénua, analfabeta, contornável do lápis azul e magoa-me esta censura a que me vejo obrigado, uma censura vermelha, como lágrimas de sangue.
Nota: A segunda imagem, encerra um comentário não publicado mas, devidamente, contextualizado, peço desculpa, publicamente, devido à sua utilização neste contexto. Desculpa.

5 Comments:

Blogger manuel marques said...

Somos um país livre,cheios de liberdade,qualquer "fedorento"ofende Portugal e os portugueses,elege-se Salazar como o maior português de todos os tempos enfim temos a liberdade que merecemos...

Abraço.

segunda-feira, junho 21, 2010 8:14:00 da tarde  
Anonymous António Lopes said...

Senhor Pedro Oliveira:
Apesar de não ser leitor assíduo do seu blog, isto nos últimos tempos, tenho de vir escrever algo. Deixei de o ler com tanta frequência porque os comentários feitos por algumas pessoas são de uma baixeza épica, de uma luxuosa falta de educação e amoralidade. Não se pode ensinar sensatez a pessoas que não têm neurónios para serem trabalhados.
Eu não concordo, de todo, com a sua veia monárquica (ou serão mais que uma?), aliás, é uma questão que me faz muita confusão e que já valeu umas discussões acesas (mas salutares) com alguns amigos meus mas isso não implica que não o respeite. Porque seria diferente? Sou de esquerda, mas acima de tudo sou pelos valores humanistas, pelo Homem, seja de que cor, raça, ou credo seja. Não posso deixar de fazer uma alusão a um post do blog controverso cheio de ódio racial, xenofobia execrável, desde a publicação aos comentários. E sabe o que me faz mais confusão? É o anonimato e o resultado lastimável que é saber que tais comentários vêm de pessoas que certamente conheço e não saber mais com quem estou a falar! Mais me parece que vieram da manif do PNR directamente para o computador ainda com as suásticas borradas do suor! Se calhar o bombista de Oklahoma era negro, o Salazar chinês, os banqueiros corruptos deste país de etnia cigana e o assassinato no antigo Paris bar foi cometido por um gajo de Leste. São todos uns pelintras mas de certeza que já vibraram com um golo do Quaresma, ou dançaram várias vezes ao longo da vida ao som dos Gipsy Kings!
Isto para dizer que a moderação é uma obrigação de quem administra, de quem pode e possui para que outros desfrutem. Mande-os ler o leviatã de Hobbes (decerto uma das suas obras favoritas) que são um manuela filosófico para estas coisas. É sua responsabilidade não deixar que isto se auto destrua.
Mantenha a sua subjectividade nos posts mas abuse da sua objectividade na moderação, com ética e moral.
Agora vamos a ver se por eu viver aqui na Alemanha também me atacam por ser de outra raça ou se é esse o motivo para me descredibilizarem.

Um abraço e saudades da minha terra

segunda-feira, junho 21, 2010 8:21:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Se o moderador deste espaço me permitir, e porque foram aqui mencionados «atributos» com toda a certeza relacionados com a minha pessoa, pois fui um daqueles que escreveu também alguns dos tão famigerados «comentários xenófobos e de odiosa tendência racial». Sobre o autor destas últimas afirmações, nem sequer vou perder tempo a questioná-lo, não proporciono esse prazer a quem não sabe ou não quer interpretar os factos explicitos e que deram origem a tamanha polémica (desconhecia essa elevação).
Mas para o Pedro acho que ficamos esclarecidos sobre o teor da minha posição. Fiz questão de afirmar aliás, não foi a 1ª vez que já o deixei expresso, dizia, que não sou racista, (quem me conhece sabe que no meu circulo de amigos entram pessoas de vários credos e de mais que uma raça)e não defendo tão pouco a xenofobia. Devido a muitas injustiças bem patentes em locais que frequento, a situações insustentáveis do ponto de vista social, na insegurança que grassa e sem fim à vista, por me sentir lesado nos meus direitos de cidadão e estar a contribuir monetáriamente para a fomentação de uma situação de clara imparcialidade na comunidade, eu tenho o direito de estar revoltado, eu tenho que expressar o que sinto e não aceito lições de moral da parte de quem está comodamente sentado num sofá a ver a tal violência na TV e debitar impropérios, nem diz o que decerto sabe e muito menos, sabe o que diz.
Fui educado em valores como a honra, a lealdade, a partilha, o respeito pelo próximo e não admito que cuspam de cima para baixo sem deixar quem está nessa posição de desvantagem, tenha oportunidade de se acotar. Mais não digo, o confronto verbal não pretendo, só gostaria de deixar aqui vem vincado um desejo que já anteriormente formulei: Quem profere estas baboseiras sobre moralidade, problemas raciais e outros que tais, devia deixar os condominios privados e/ou o conforto da sua vivenda em zonas protegidas e ir viver «somente» durante um mezito para o interior destas zonas de conflito e depois então, opinasse em consciência sobre Salazar, PNR e outros quejandos.
Agora Sr. PEDRO, publique se assim for sua pretenção, mas decerto saberá que nunca comentário meu menos próprio foi aqui postado, apesar de amiúde ter sido enxovalhado só por... ter opinado.
O Politico Residente

terça-feira, junho 22, 2010 12:46:00 da manhã  
Blogger pedro oliveira said...

Há aqui matéria para discussão, no bom sentido, claro.
Agora é tempo de trabalhar mais logo voltarei a estes temas.
«Eu não concordo, de todo, com a sua veia monárquica»
A minha monarquice é mais numa perspectiva económica, deixaríamos de sustentar a chulice dos ex-presidentes da república; teríamos um chefe de estado que respeitaria «todos» os portugueses enão apenas os do seu «gang» partidário.
Um exemplo recente, um galardoado pela Real Academia Sueca com o único prémio Nobel da Literatura atribuído a escritores da língua portuguesa, faleceu, o presidente da república não foi ao funeral por razões políticas.
Um Rei nestas circunstâncias estaria presente, sem dúvida.

terça-feira, junho 22, 2010 7:18:00 da manhã  
Anonymous Antóni Lopes said...

O político residente não devia ter ficado assim tão ofendido, antes conformado por ser exactamente o que escrevi (leia-se o que escreveu). Sobre a revolta ela é uma boa ferramenta para se utilizar em nome das injustiças sociais, suas ou dos seus, dos outros que mais não são que iguais a nós. O meu ponto fulcral é que deviam dirigir os olhos enfurecidos para as elites, as verdadeiras ratazanas que comem o que é nosso. Essas sim. E sobre os apoios sociais eu concordo com uma apertadíssima fiscalização. Gosto tanto quanto todos os outros de andar a pagar redimentos por nada fazer. Mas eu não censuro as medidas de apoio social, nunca. Por mais que hajam uns marretas sociais que só vivem para eles eu nunca serei contra eles porque uma maça podre é so uma maçã podre.
Eu já precisei de apoios sociais na saúde e conheço dois sujeitos que agora estão bem na vida que também precisaram deles. Para estes foi uma rampa de lançamento para uma vida melhor. É a dar estes exemplos que os que agora fazem mal e gerem a sua vida de forma gastadora podem assumir outra postura. Não é com xenofobia nem atrasos sociais que lá vamos.
Sobre o estar em frente à televisão, no meu condominio, engana-se. Vivo num T1 numa zona multietnica. Não vejo televisão a não ser futebol. sabe senhor político, disse Umberto Eco que há dois tipos de pessoas: os que só veêm televisão e assim recebem notícias pré-fabricadas e os que sabem mexer num computador e tomar as rédeas da realidade à sua maneira. O senhor é que anda a ver muita televisão! Se calhar até a vê pelo computador. E tarde e a más horas.

terça-feira, junho 22, 2010 7:24:00 da tarde  

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