sexta-feira, junho 10, 2011

0099/2011 - dia da república portuguesa, um feriado salazarista

homens como o, ainda, presidente desta república acham que este é o dia da raça.
penso-o como um dia triste.
este será, na minha opinião, um dos feriados a eliminar, pela carga de ódio que lhe está associada, pelo muito que esquecemos quem deveríamos lembrar.
Portugal, estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. 
assim começa a carta, de amor, de miguel esteves cardoso a portugal [público, p2, pp. 4/5, 2011.06.10].
estava na inglaterra, diz-nos miguel.
o meu pensamento hoje e o meu abraço solidário vai para todos os portugueses, que na bélgica, na catalunha, em frança, em jersey, em new jersey, portugueses que emigrados pelos quatro cantos desta imensa bola a que chamamos terra, sabem que terra é o nome do planeta e que a terra deles é portugal.
para eles (e só para eles) faria sentido um feriado, um feriado onde os portugueses da república portuguesa não efectuassem discursos palermas, nem apescoçassem penduricalhos imerecidos, um feriado onde quem trabalha (os nossos emigrantes estão a trabalhar, hoje) fosse recordado e valorizado
(entretanto [enquanto escrevo] o presidente desta coisa vai verborreando contra  a desertificação do interior, se calhar, se o presidente do conselho de ministros - cavaco silva - não nos tivesse endividado tanto a construir auto-estradas e outras desnecessidades viver-se-ia melhor, no interior).
não é o fim, nem o princípio do fim, é o fim do princípio