669 - penso eu de que
«A mim só me surpreende que alguém ainda se surpreenda, e, para a surpresa ser total (...)»*
A mim surpreende-me, na minha opinião, que ninguém corrija esta coisa (diz que é uma espécie de escritor) o -e- entre vírgulas acho o máximo, pecebem?
*no jornal do costume de 2007.03.27, p. 12
5 Comments:
Na minha opinião, surpreende-me, a mim, quer dizer, o meu próprio ego narcisista, surpreende-se a si próprio, por não compreender a razão pela qual, MST, não vende ou empresta a vírgula ao Saramago.
Digo eu, de mim para mim que nada percebo do assunto versado no seu post.
Uma vírgula depois de um "e", fica bem. Experimente e verá o efeito expectante.
«O -e- entre vírgulas...pecebem?» Penso eu de que, talvez, tenhamos percebido,(penso eu de que), mas nunca percebo nada à primeira.
interpretação segunda:
MST é um estiloso, q.d., um tipo com estilo. Observe-se aquele movimento da marrafinha: uma vírgula corporizada.
a frase expressa um pensamento.a vírgula é uma respiração na expressão desse pensamento. estilo intencional.o -e- entre vírgulas são dois movimentos respiratórios, enfatizando o antes da vírgula e o depois da vírgula. pragmática da comunicação, portanto.
MST e o outro MRS,estavam bem era no circo.
interpretação segunda alínea a:
a vírgula corresponde a uma pequena pausa no interior da frase. usa-se para separar o vocativo, os elementos de uma enumeração, as orações intercaladas, as circunstâncias de lugar, tempo...
O "e" entre vírgulas não é nehum erro linguístico. Pode seu usado em certas situações (raras, é certo, mas possíveis). Neste caso, a vírgula depois do "e" pode ser usada para introduzir aquilo que anteriormente se denominava complemento circunstancial. A primeira vírgula tem como finalidade indicar uma pausa que o autor pretende no seu texto. Nada de incorrecto. Que fique bem claro: como professor de português, abomino este senhor, mas a verdade é que aqui não cometeu qualquer erro.
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