terça-feira, setembro 08, 2009
Acerca de mim
- Nome: pedro oliveira
- Localização: santa margarida coutada, constância, Portugal
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2 Comments:
A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos .
Sobre o Homem providencial:
Caro Pedro,
Estou farto da conversa dos homens providenciais.
Em comentários e conversas de café, deparo-me, aqui e ali, com expressões como o homem com H grande, protector dos fracos, salvador da pátria, etc, etc, etc…
Este tipo de adoração quase religiosa a um político eleito democraticamente será, na minha humilde opinião, a negação dessa mesma democracia iniciada em 25 de Abril de 1974 (Democracia, do grego demo-cracia… etc,… wikipedia).
A ideia daquele homem providencial que é imprescindível ao desenvolvimento, cuja obra é única, está, como saberás, ligada a outro tipo de regimes que tinham como uma das suas bases, exactamente, o culto da personalidade.
Passando por cima das teorias psicanalíticas sobre o “pai”, o respeito e o medo, etc…, basta saber um pouco da história da Europa do século XX para encontrar exemplos dessas devoções das massas populares que, posteriormente e perante as consequências, parecem, aos próprios (e a nós), incompreensíveis.
Ora, isto tudo porque estava a ler sobre a obra feita e projectada pelo Sr. Hitler.
O Sr. Hitler, como todos sabemos, nasceu em território austríaco e passou uma boa parte da sua (feliz?) infância na cidade de Linz.
Ora, acontece que Linz é capital europeia da cultura de 2009, e vai daí, aproveitaram para expor os projectos que o Sr. H tinha para a sua capital do Danúbio.
Na exposição “A capital cultural do Fuhrer” podemos apreciar a sua obra por fazer:
O “Museu do Fuhrer”, um edifício com mais de um quilómetro de fachada para exibir mais de 16 milhões de peças (pertencentes a quem…?);
Uma torre-farol com 162 metros de altura onde deviam ser “enterrados” os restos mortais dos pais do Sr. H;
Um fórum para “meetings” com capacidade para 100 mil pessoas;
Uma sala de concertos para 30 mil ouvintes.
Da obra feita, entre outras, resta uma ponte em granito (a Ponte dos Nibelungos) executada com a colaboração dos utentes do campo de concentração mais próximo (Mauthausen).
Nada mau para uma pacata cidadezinha austríaca à beira do Danúbio.
Tinha um Homem providencial.
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