quarta-feira, outubro 21, 2009
Acerca de mim
- Nome: pedro oliveira
- Localização: santa margarida coutada, constância, Portugal
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6 Comments:
Boa noite, Pedro
É muito curiosa, a selecção de palavras que fez para divulgar um novo espaço. Elas não são suas, bem sei, mas foram aquelas que seleccionou de tantas que lá se encontram. Procuro avaliar a sua selecção, considerando o que tem vindo a partilhar connosco em relação ao concelho em causa. É isso que procuro avaliar.
E por que acho a selecção que reproduz, tão curiosa, no contexto? Ora, porque para alguém que, de alguma forma, se identifica, por exemplo, com Winston Churchill, um homem-político, onde a esfera pessoal (como é, por exemplo, a do amor e da paixão)condiciona (não sendo eu determinista, diria, até...que determina) a acção pública, vejo-me obrigada a reler os seus textos, porquanto, houve, certamente, algo que, compreendi mal ou não fui capaz de apreender.
Ora, tenho vindo a pensar, até ao momento, desta selecção de palavras, que tinha como pressuposto a impossibilidade de esquartejar o privado e o público, o pessoal (privado) e o pessoal (público).
De resto e esta questão, colocarei, talvez, noutro momento, também, ao autor do «blog», como é que se pode construír um concelho/uma "cidade" sem o elemento fulcral e maduro que funda toda e qualquer experiência humana (a pessoal e privada, bem como a pessoal e pública/política), a saber: o amor?
Não sei!, mas que é curiosa a selecção que fez, lá isso é... maturidade política aliada com a imaturidade no amor... algo que nunca havia concebido como possível. Bem, mas num concelho onde, supostamente (muito supostamente), viveu o poeta nacional, «inventado» pelo «Quinto Império» que poeta o amor como fogo que arde e nem sequer se vê, será tudo possível... sei lá, digo eu
provavelmente disparato.
Provavelmente, diz parata,
Disparata.
Camões não foi inventado pelo quinto império (de Agostinho da Silva?).
Camões foi inventado pelos «vencidos da vida».
1880/1888.
Republicanos ressabiados.
Gostaria (ainda não encontrei) de ver mapas de Constância com referências a Camões (ou ao poeta) antes de 1880.
Bolas, o homem viveu cá (lá, do outro lado do Tejo).
Apesar disso não é referido aqui:
http://santamargarida.blogspot.com/2005/05/1-punhete-nas-memrias-paroquiais.html
Nem se deu ao trabalho de versejar sobre o encontro do Rio com o Tejo
Eu
diz paratu
muito; já devia saber.
doutor Oliveira S., faça lá uma «posta» sobre Camões e o «Quinto Império», não esquecendo António Vieira [O Senhor Professor Agostinho da Silva, já li]e venho cá desconstruir os meus disparates
Mapas?
Não diga que tenho de estudar mapas também, para compreender o turismo cultural camoniano.
Caríssimo, julgo saber (mas pouco) que era tudo mui platónico, como é que queria que ele visse a beleza profunda que há no encontro do gélido Zêzere com o Tejo!? Concretude sensitiva a mais, para tanto lirismo
O Camões serve para tudo, até para «fugir» à questão essencial do comentário. Prontessss, vou (re)ler as memórias.
O camões vendeu um olho por dez tostões.
O amor do privado é algo completamente diferente do amor do público. Congratulo-me pela sua intervenção Sra. Rosa. Afinal é o suscitar de questões que nos faze avançar com passos menos incertos. O questionar é uma víscera apontada ao bom sentido porque a vida não se conhece ao primeiro olhar. À primeira opinião. O amor público, neste caso aquele que lhe (nos)permitiria construir uma cidade/concelho advém de uma maturidade e não imaturidade. Algo que cresce da experiência que o mundo nos aflora. Assim possamos e saibamos receber o mundo de forma a manter o amor. Amar uma terra, a nossa se possível, é querer-lhe bem, sabendo de tudo o que nos rodeia, as leis, os olhos da sociedade, o julgamento dos justos e dos injustos. É saber tudo isso e saber compor uma comunidade com hipóteses de sucesso, com uma janela aberta para um futuro melhor. O amor tem várias faces e várias musas. A maturidade ou imaturidade do amor depende do abuso que nos pedem. O amor é abuso, mas um bom abuso. Eu, enquanto... eu (permita-me ser eu no privado) escolho o imaturo para o meu privado. Escolho por sua vez o maturo para o público. Ninguém tem culpa de amar a minha pessoa como eu amo. Apenas eu. Uma pessoa inteligente saberá que o amor é intelígivel. Inteligente do peito, acrescento.
Cumprimentos, Bagulho
Caro Senhor
não discuti, propriamente, a sua escolha pessoal. Fará as escolhas que bem entender. O que questionei (questiono) é a oposição entre a maturidade ao nível do político e a imaturidade ao nível do amor [deixemos a questão da paixão, eventualmente, para outra conversa, para facilitar, tão-só, a discussão na caixa de comentários]. A História da humanidade está cheia de exemplos que nos mostram a correlação entre uma e outra dimensão. Por outro lado, fico sempre a pensar quando alguém esquarteja/cinde...
o senhor, faz um uso tão privado das palavras que não compreendo, de todo, o que quis significar com o amar-se, a culpa, a inteligibilidade do amor... sei lá.
De qualquer modo, não me convenceu da possibilidade da construção da "cidade" por um homem imaturo no plano privado. O que queimaria tal homem? Hitler, por exemplo, queimou pessoas e livros e não anseio por outras «Noites de Cristal». Mas isto sou eu, claro
que «diz paratu» muito e me perco em análises vazias de conteúdo
Ah!
Mas pode aconselhar-me uma leitura positiva (por oposição à negatividade) do conceito: imaturidade. Aí, talvez, entendesse, noutro sentido, a sua escolha.
Por fim, afora políticas e/ou politiquices, o amor, é inteligível sim. O resto é poesia, literatura... para o Arnaldo Jabor é... Prosa, para o Camões é invisível fogo que arde
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