71/2010 - os dois olhos de camões



Luís Varino
OH pá cuidado com esse Luis.
O gaijo já saiu da toca do chinelo.
Olha que esse é da pior espécie.
Sem carácter erespeito.
Anónimo
Faz-me espécie que em Constância, Camões continue a ser representado com um olho palado.
Camões nunca esteve em Constância.
Poderá ter estado em Punhete (não existe [não foi encontrado] um único documento que o ateste).
Os dados que possuímos levam-nos a concluir que a suposta memória de Camões em Constância, repito em Constância, foi construída já no último quartel do séc. XIX, repito séc. XIX.
Os mapas e documentos escritos que possuímos do séc. XVIII (portugueses, franceses e ingleses) não falam nessa memória, ninguém refere a presença de Camões em Punhete em mil setecentos e tal, contudo, em mil oitocentos tal e tal, há como que um viagra memorístico em Constância e toda a gente se lembra muito bem do poeta que teria vivido no séc. XVI numa linda prisão com vista para a celulose do outro lado do Tejo.
Dizia, a ter vivido em Punhete, na altura que, supostamente, nos presenteou com a sua presença, o vate teria os dois olhos.
Seria, então um garboso jovem com os dois olhos bem abertos, como Lagoa Henriques fez questão de o representar (para quando uma homenagem em Constância ao mestre, recentemente, encantado?).
Olhos bem abertos... como os meus.
Não necessito que, anonimamente, me soprem calhandrices.
Conheço o Luís há muitos anos, já o vi calçado, descalço e de chinelos; @ anónim@ não sei quem é.
Camões nunca esteve em Constância.
Poderá ter estado em Punhete (não existe [não foi encontrado] um único documento que o ateste).
Os dados que possuímos levam-nos a concluir que a suposta memória de Camões em Constância, repito em Constância, foi construída já no último quartel do séc. XIX, repito séc. XIX.
Os mapas e documentos escritos que possuímos do séc. XVIII (portugueses, franceses e ingleses) não falam nessa memória, ninguém refere a presença de Camões em Punhete em mil setecentos e tal, contudo, em mil oitocentos tal e tal, há como que um viagra memorístico em Constância e toda a gente se lembra muito bem do poeta que teria vivido no séc. XVI numa linda prisão com vista para a celulose do outro lado do Tejo.
Dizia, a ter vivido em Punhete, na altura que, supostamente, nos presenteou com a sua presença, o vate teria os dois olhos.
Seria, então um garboso jovem com os dois olhos bem abertos, como Lagoa Henriques fez questão de o representar (para quando uma homenagem em Constância ao mestre, recentemente, encantado?).
Olhos bem abertos... como os meus.
Não necessito que, anonimamente, me soprem calhandrices.
Conheço o Luís há muitos anos, já o vi calçado, descalço e de chinelos; @ anónim@ não sei quem é.
3 Comments:
Os bons vi sempre passar, no mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar, Em mar de contentamentos.
Luís de Camões.
Abraço.
Ôi!
O Camões estava constipado ou bebeu um bagacinho para aguentar a night ao relento?
O Camões de Constância é um herói.
Não o «Iron Man» da Marvel; mas uma ficção de metal.
Uma ficção, uma memória ficcionada, à beira-rios plantada.
Constipado está o meu amigo Marques; as melhoras camarada, desta triste república para o Reino onde vive.
Um abraço, camarada
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