368 - a ponte

Esta ponte é a ponte do «post» anterior, onde o meu avô se encantou, onde o meu irmão mais velho ficou com os calcanhares destruídos [gosto de recordar a explicação que o médico deu à minha mamã: «os calcanhares do seu filho estão como um copo de cristal que tivesse caído no chão»]
Olho-a, olho esta ponte, como a ponte onde a minha mamã perdeu o pai, poderia ter perdido o filho mais querido [o filho mais velho é sempre o mais querido, é assim].
Vejo-a, não como um obstáculo ao trânsito, mas, como um objecto que mudou a minha vida, a vida da minha família...
A cheia, as cheias são sinónimo de fertilidade [deixaram de o ser quando os políticos começaram a ver as cheias como sinónimo de subsídios] era assim no Egipto, é assim no Ribatejo ... olho as cheias, subjectivamente, vejo-as com a objectividade de quem acredita que se fosse em altura de cheias hoje a minha mamã teria o pai vivo, o meu mano possuiria calcanhares...
Nesta fotografia vemos esta fábrica... estas cegonhas....
4 Comments:
Bem Pedro, este texto é poderoso e apanhou-me completamente de surpresa. Não sei o que dizer!
Um FO"#$%# não ajuda nada! Estou mesmo sem palavras meu Pedro.
Olha, vai um beijinho
ainda hoje lá passei...
Adoraria ouvir essas histórias ao vivo e a cores...
O anónimo, ali em cima, não é o anónimo que eu sou. Percebido, ou queres que te explique tudo?
A pergunta é retórica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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