386 - pão e vinho


pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem essa fraqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho a alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
[nem tudo é mau ... isto é bom]
4 Comments:
Há muita casa portuguesa onde não há pão nem vinho, mas existe uma "bola".
Cada um tem o que merece ou faz por ter.
Um poema que ilustra bem as marcas que o Botas nos deixou: uma vidinha simples sem chatices. É abominável.
«abominável»?
Nem tudo meu amigo, gosto especialmente, desta parte:
«É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho»
o que haverá na vida melhor que o amor, o pão [e o conduto], o vinho [e restante família] e caldo verde, verdinho...não muito, meu amigo, não muito...
eu diria mais:
"panem et circenses"
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