Tinha pensado «postá-lo», espero que não incomode deixá-lo aqui:
Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura. O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca...
Olham os poetas as crianças ds vielas mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas o que elas pedem è que gritemos por elas as crianças sem livros sem ternura sem janelas as crianças dos versos que são como pedrada.
Espero que tenham reparado na subtileza deste «post» ter sido publicado no mês passado, nada a ver com o dia mundial da criança, portanto...
(Barcelona, a mais linda cidade do mundo; um clube «la vida del club està marcada per l’arribada de la democràcia als clubs de futbol» assim em catalão ... a história do maior clube do mundo, um clube diferente do SLBenfica ou do FCPorto um clube democrata que poderá perder, também, injustamente, um campeonato merecidamente, conquistado do campo)
ora essa... parece-me a mim de que cada um interpreta os posts da(s) forma(s) que bem quiser. tanto podemos ir ao encontro, como de encontro, não? temos que andar todos em concordância consigo? que chatice! isto não é nenhum rebanho.
já agora, a motivação que me fez deixar, no seu fantástico blog, o poema, nada tem a ver com o dia da criança, ok?
5 Comments:
Bonjour...!
Subscrevo na totalidade!
Tinha pensado «postá-lo», espero que não incomode deixá-lo aqui:
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
Olham os poetas as crianças ds vielas
mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas
o que elas pedem è que gritemos por elas
as crianças sem livros sem ternura sem janelas
as crianças dos versos que são como pedrada.
Espero que tenham reparado na subtileza deste «post» ter sido publicado no mês passado, nada a ver com o dia mundial da criança, portanto...
(Barcelona, a mais linda cidade do mundo; um clube «la vida del club està marcada per l’arribada de la democràcia als clubs de futbol»
assim em catalão ... a história do maior clube do mundo, um clube diferente do SLBenfica ou do FCPorto um clube democrata que poderá perder, também, injustamente, um campeonato merecidamente, conquistado do campo)
http://www.fcbarcelona.com/web/catala/club/historia/introduccio/introduccio.html
ora essa... parece-me a mim de que cada um interpreta os posts da(s) forma(s) que bem quiser. tanto podemos ir ao encontro, como de encontro, não? temos que andar todos em concordância consigo? que chatice! isto não é nenhum rebanho.
já agora, a motivação que me fez deixar, no seu fantástico blog, o poema, nada tem a ver com o dia da criança, ok?
@ as borboletas são livres.
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