quarta-feira, março 26, 2008

1252 - coisas, realmente, importantes

(...) a imprensa lisboeta já se atirou (...) ao destino do (...) Quaresma, como pittbull [sic] à garganta de uma criança.
Às vezes temos de ser sinceros, quem sai aos seus... aquela frase é Sophia (ou talvez não) a poesia consubstanciada em letras que aninhadas formam palavras e frases cheias de significado... ao destino, como pittbull à garganta de criança...
Conheci o Ricardo Quaresma há cerca de três anos (...) o Co Adriaanse tinha deixado o Quaresma no «banco» [sic]
Primeiro o respeito, é muito bonito e eu gosto.
Digo o Cavaco mas não digo o Paulo Bento, digo o nosso treinador, Sr. Paulo Bento tem um corte de cabelo magnífico.
Co foi um homem com agá grande (H) morreram-lhe o pai e a mãe e ele continuou vertical, azul e branco e venceu um campeonato.
(...) a discussão na mesa, entre uma dúzia de portistas ali reunidos era (...) que o Quaresma não defendia, que era vaidoso, indisciplinado, individualista(...).
E eis [sic] que se chega à mesa um outro portista (...) e me vem dizer ao ouvido [sic] que (...) Quaresma (...) me queria falar. E lá fui sem dizer nada à mesa.
Ò Miguel fizeste bem, pá.
Já tentei conversar com algumas mesas no Porto e nunca me dão resposta, parece que estudaram todas na Carolina Michaëlis, as mesas no Porto são muito mal-educadas, não disseste nada à mesa e fizeste bem.
Encontrei-o [ao Quaresma] como se tivesse vergonha do mundo (...) blá, blá, blá agradeceu muito e tal...
Mas impressionou-me tanto a sua humildade, o seu ar de criança (...) [o ar de criança devia ser dos brincos, da crista e das tatuagens] que não resisti a pedir-lhe que viesse comigo até à mesa (...). Ele foi [sic] e demorou-se uns minutos
O presente e o passado.
Pedi-lhe que viesse, ele veio...
Pedi-lhe que fosse, ele foi
Pedi-lhe que viesse, ele foi, soa-me a: pedi ao gajo para vir cumprimentar os meus amigos à mesa mas o sacana foi, foi-se embora e mandou-me à mer**
falas de Miguel Sousa Tavares a azul bebé
falas de Pedro a negro, escuro

13 Comments:

Blogger Rosa Oliveira said...

Acredito, que sejam coisas importantes, somente, porque são escritos do meu caríssimo amigo, de Quaresma e Futebol, nada sei e,só o sacerdote é que reza a missa.
O corte de cabelo do seu treinador, queira desculpar, é muito feio, mas isso, não há-de ter implicação gravosa (ou outra) no seu (dele)desempenho.
Quanto à essência da questão, as mesas, são objectos, algo que está diante de nós/fora de nós, inanimados, desprovidos de cortex cerebral, logo:não conversam! Nem chegam a ser mal educadas, porque não se lhes coloca a questão da educação, como aos bichos de resto.
Voltando, à essência da questão, achei curioso, Quaresma, tatuar no braço o nome da mãe (ah, pois!, vou investigar...), ainda que tenha gostado da letra.
Retomando a essência da questão, MST, chega a necessitar de que se fale dele em azul bebé, para lhe amansar a marrafita, uma vírgula corporizada e, principalmente, a expressão escrita. Olho para ele e não sou capaz de lhe encontrar Sophia. Incompetência minha, certamente.

quarta-feira, março 26, 2008 3:00:00 da tarde  
Blogger manuel marques said...

Quaresma é do tipo:
-"Fiz que fui,não fui e acabei fondo."

quarta-feira, março 26, 2008 4:50:00 da tarde  
Blogger João B. Pico said...

O Ferraz da Costa na SIC-N, acha que devemos estar agradecidos ao miúdo que filmou a cena do telemóvel, pois só assim algo começou a mexer...
Mário Crespo ouviu e calou!
Porém o Marinho Pinto, só não gosta que o PGR se mexa muito...
E o Valter da Secretaria do Estado a que isto chegou, e não há meio de ter melhoras, também o que quis foi tapar o sol com a peneira...
Olha se o miúdo não tem filmado a cena, agora só havia lugar a desmentidos...
Aliás foi sempre assim que tudo se tem passado desde Fevereiro de 1908, nisso concordo com Pedro de Oliveira por inteiro...

quarta-feira, março 26, 2008 10:39:00 da tarde  
Blogger pedro oliveira said...

Caro João,

Há muito que se discutem a escola e a educação neste «blog» não foi necessário ver imagens de miúdos mimados para me lembrar do assunto.
A minha opinião sobre a educação é a mesma desde o início, outros não poderão dizer o mesmo
http://santamargarida.blogspot.com/2007/10/1035-escola-nossa-que-estais-na-terra.html.
Voltarei a este tema para distinguir duas coisas o direito à vida privada e o direito à instrução.
Insistir em comparar a cobardia deste miúdo aprendiz de operador de telemóvel com o repórter de imagem australiano (julgo) que filmou o massacre de Díli é uma ofensa à minha inteligência mas, fundamentalmente, é uma ofensa para todos os que colocando a sua (deles) vida em perigo lutaram pela liberdade.

quinta-feira, março 27, 2008 7:13:00 da manhã  
Blogger João B. Pico said...

A vida privada não existe numa sala de aula com 30 alunos e uma professora que omitiu ou não recebeu apoios superiores de um dos directores a quem deu conhecimento do incidente, para a mais que necessári queixa ou participação por escrito.
Porque essa "vida privada" que quer insistir em ver onde o PGR entende haver ou poder haver crime público, está a ser paga por todos os contribuintes, quer se queira ou não queira. E isso não podemos escamotear.
Quanto às suas lutas, não as nego nem as comento. Admito mesmo que sejam até mais justas que as minhas. Porém, neste caso em concreto eu exijo que não se "abafem" as coisas.
Se possível e era possível haver outro esfecho mais digno para a escola do que aquilo que acabo de ler nas notícias: a aluna e o colega que filmaram foram transferidos da escola!
Isto é perseguição tão grave como aquela que a PIDE fazia. E eu sei o que é ser perseguido pela PIDE...
E vigiado pela PIDE dia e noite à porta de dois amigos meus que viviam no mesmo prédio do que eu.
Não estou a dizer que era eu note bem. Eram dois amigos meus com quem partilhava muitas convivências, desde os jogos a reuniões de colectividades...
A escola para ser digna desse nome só tinha que no seu seio encontrar a solução e o entendimento entre esses alunos e a professora e o resto da turma.
Num mea culpa e assumir errámos nós por omissão, erraram vocês por abuso e rebeldia, mas todos juntos iremos camunhar para nos redimirmos...
Se a escola não foi capaz disto, então como confiar na escola.
Claro que haverá professores que dirão que aquilo não tem nada a ver com eles.
Pois não... O país está como está por haver muitos portugueses a pensarem assim...

quinta-feira, março 27, 2008 8:37:00 da manhã  
Blogger João B. Pico said...

Constança C.Sá no seu artigo no "Público" não deixa de criticar a visão discordante do Secretátio Estado Valter Lemos em relação à tomada de posição do PGR e alude ao exemplo de certa confusão do "público" e "privado", (que vai muito além de Marx e Engels, na minha opinião), quando refere que, se um um tipo atirar o vizinho pelas escadas abaixo, o problema é crime público por mais privadas que sejam as escadas do condomínio... E do que o Administrador do prédio entender fazer...
Uma coisa é faltarem polícias, seguranças, vigilantes e autoridade que possa ser exercida na hora nas escolas, e outra coisa é não participar, não tomar medidas e dizer que os alunos trazem os vícios de casa ou do café ou salas de jogos onde se costumam encontrar no caminho da escola ali a uns 100 ou 300 metros antes dos portões da escola e onde conspiram e se inspiram nas rebekldias a executar horas depois, dentro da escola.
Por isso vai no caminho da eficácia a atitude do PGR...
Isto antes de um dia se verificarem os exemplos das escolas americanas e inglesas onde há um aluno que resolve trazer de casa não só os tais vícios, mas a caçadeira ou a pistola do pai...
É só isso!

quinta-feira, março 27, 2008 10:35:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro João B. Pico,
tinha pensado não continuar esta discussão, com o único fundamento de que, em relação a mim, o senhor, fez acusões infundadas, mostrou desinteresse explicíto pelo conhecimento teórico e prático que humildemente detenho , sobre a escola e a educação no seu todo. Quer dizer, assumiu, uma posição sobejamente conhecida que estou fartíssima de ler e ouvir dizer. Ora, eu não discuto um assunto com alguém que me quer impor um ponto de vista, sem abertura para reconhecer, também, os meus argumentos.
Ainda assim, retomo a questão, neste comentário, porque, principalmente esta sua afirmação me deixa boquiaberta, a saber:

«A vida privada não existe numa sala de aula com 30 alunos e uma professora que omitiu ou não recebeu apoios superiores de um dos directores a quem deu conhecimento do incidente, para a mais que necessári queixa ou participação por escrito.»

«A vida privada não existe numa sala de aula com 30 alunos»

Recuso-me a explicitar teorias psicológicas, sociológicas, pedagógicas ou de Filosofia Política, porque, já sei, não lhe interessam os estudos dos outros, mas considera critério (suficientemente) fundamente as opiniões jornalísticas e afins, contudo, deixe-me dizer-lhe, TÃO-SÓ :

O senhor, não faz rigorosamente ideia do funcionamento administrativo e pedagógico (fundamentalmente este!) duma instituição de ensino. Mais grave, não sabe o significado do conceito: «aluno», no seio de uma «turma», dentro de uma «escola». Isto, para ser directa, breve e simplista (disse simplista).

Queira desculpar, mas tinha de ser.
Por fim, um bom treinador, não despreza, a priori, a técnica e o conhecimento da equipa da aldeia vizinha. Digo eu, mas não percebo rigorosamente NADA de futebol, salvo o que leio neste «blog» e, claro, nos meios de comunicação social, essa ferramenta-monopolizadora-fabricadora-de- consciências-normalizadas, pela via da sedução icónica e espectacular..........

Gosto muito de ler (no contexto da Educação) Miguel Ángel Santos Guerra e, este Senhor, tem uma frase que me é querida, a saber:

«A certeza, é um estado intelectualmente estúpido»

Caro João Pico, para essa cousa do púbico e privado, tomo a liberdade (respeitosa) de lhe sugerir Hanna Arendt,úma mulher, obviamente, deixe lá o Engels e o Marx....

quinta-feira, março 27, 2008 11:13:00 da manhã  
Blogger João B. Pico said...

Sem desconsideração pela Professora Rosa Oliveira, que nunca manifestei nem o faria sequer e o mesmo sobre os seus trabalhos no domínio da educação e técnicas pedagógicas.
Nesse campo não estou habilitado tecnicamente. Acontece que com todas essas técnicas e ensinamentos eruditos - e apesar disso - os problemas disciplinares como no caso em discussão, eclodiram em catadupa e o consequente e previsível efeito de cascata não se fez esperar - porque é este o mundo da informação e globalização.
Porém, a minha não especialização não obsta a que possa descortinar e discutir falhas gritantes, cujos resultados não podem mais ser desmentidos, nem arrumados nessa catalogação de que os problemas ~das crianças são vícios trazidos de casa e como tal, no limite só mudando os pais...Ou imigrarmos!
A questão não pode ser privada, porque a escola é um local público, sustentada com dinheiros públicos e que tem objectivos a cumprir e todo o cidadão tem o direito de saber o que efectivamente se passa.
É pena que tenha que saber do que se passa ao fim de 30 ou 40 anos ou desde D. Dinis que fosse, através de uma filmagem de um aluno.
E já agora que tão preocupoada com a natureza privada da questão, como entende a exposição que vão fazer à aluna e ao colega ao serem transferidos para outra escola, onde não se sabe o que os espera e com serão recebidos por outros professores ou outros colegas...
Os dois miúdos fizessem muito ou pouco mal, acabaram por serem abandonados pela sua escola...
Isso é um tratamende desumano, cruel e feito ao arrepio dos valores que a escola mais devia defender.
Assumam-se e não queiram iludir o problema. A escola devia de rsoolver este problema dentro da própria escola como sempre defendi.
Até com a intervenção de um juiz, pois mais solenidade dava ao caso. Mas a falar é que a gente se entende e não seria a primeira vez na vida que posições aparentemente adversas se acabavam por reconciliar.

quinta-feira, março 27, 2008 1:39:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro Senhor, esta é, para mim, uma discussão muito séria, por motivos pessoas e profissionais. Este é o único pressuposto à discussão.
De alguma forma, estou numa posição privilegiada, porque, sou professora, logo, conheço o terreno e sou mãe duma mulher que frequentou já, todo o sistema educativo, tanto no ensino público como no privado; tenho um filho no 1º ciclo do ensino básico, outro no 2º ciclo do ensino básico, lecciono no ensino secundário, já leccionei no ensino básico; trabalhei com jovens e adultos no contexto da Formação Profissional (resmas, paletes de euros que entram para Formar Profissionalmente.... outro tópico se quiser....), ora, compreendo perfeitamente a sua insistência no caso, não posso é concordar com a generalização que faz, por exemplo, comparando o caso ao Cemitério de Santa Cruz. O senhor, espantou-se agora, eu, profissionalmente, já cá estou desde 1993/94 e cheguei tarde, por causa do serviço militar obrigatório, a maternidade, melhor dito. É, apenas isso, que gostaria que compreendesse, para além, doutras afirmações suas que já comentei.

«Acontece que com todas essas técnicas e ensinamentos eruditos -»


Isso, sabêmo-lo há muito!

«e apesar disso - os problemas disciplinares como no caso em discussão, eclodiram em catadupa e o consequente e previsível efeito de cascata não se fez esperar - porque é este o mundo da informação e globalização.»

A indisciplina existe há muito. Tem sído descrita, discutida, teorizada, é um problema crescente em toda a sociedade e reflecte-se, obviamente, na escola. Há muito que todos nós, pais e educadores, sabemos que educar neste tenpo histórico é mais complexo do que no seu ou no meu. Há livros, congressos, debates, há anos!, não nasceu com este episódio. Tudo o que tem vindo a acontecer, neste terreno, nos EUA, por exemplo, chegará cá, basta esperar os anos do desnível social e cultural. Se, o cidadão, não pensa sobre isso, o problema (desse não pensar)será do próprio, não!?

«Porém, a minha não especialização não obsta a que possa descortinar e discutir falhas gritantes, cujos resultados não podem mais ser desmentidos, nem arrumados nessa catalogação de que os problemas ~das crianças são vícios trazidos de casa e como tal, no limite só mudando os pais...Ou imigrarmos!»

Claro que é, perfeitamente legítimo, a tomada de posição crítica por não especialistas. Aliás, a especialização e, actualmente já temos especialistas dentro da própria especialidade, embrutece. Mas, a tomada de posição do não especialista, exige-lhe a consideração feita pelos especialistas (isto, para seguir a sua terminologia, porque nem gosto do conceito:especialista). O sistema educativo, requer uma visão global dos problemas, ele existe, para servir a sociedade, não pertence ao professor, nem o professor define a sua política. O seu discurso, parece centrar a responsabilidade na figura do professor e, essa ideia, eu tenho de procurar desmontar (não pelo facto de ser, professora, acredite, se quiser óbvio!), exactamente, porque é empobrecedora da complexidade do sistema e da participação dos vários intervenientes.

«A questão não pode ser privada, porque a escola é um local público, sustentada com dinheiros públicos e que tem objectivos a cumprir e todo o cidadão tem o direito de saber o que efectivamente se passa.»

Não vou ainda, discutir, a questão do privado e público, porque, não penso ser essa a questão central do episódio. Não é essa a minha preocupação fundamental.

«É pena que tenha que saber do que se passa ao fim de 30 ou 40 anos ou desde D. Dinis que fosse, através de uma filmagem de um aluno.»

O senhor, coloca a questão numa perspectiva que está pedagogicamente errada.

1º É da sua responsabilidade individual só agora ter tomado conhecimento da existência de indisciplina na escola pública.
Então, nunca soube da existência de pais que agridem professores e auxiliares da acção educativa? Nunca soube de pais que mentem, apresentando atestados médicos, para que os seus filhos não prestem Prova de Exame?
Nunca soube dos graves erros em Provas de Exame nacional, da responsabilidade exclusiva do Ministério da Educação?
Nunca soube da existência de professores pedófilos?
Nunca soube da alargada discussão do currículo do Ensino Básico, com possibilidade de se opinar via internet?
Nunca soube das escolas do ensino básico que vão fechando pelo país real, obrigando crianças a acordarem às seis da manhã e a regressarem às suas famílias às 6, 7 ou 8 horas da noite?
Nunca soube da menina linda, de seu nome Rosa, cujos pais analfabetos, queriam que fosse pastora, em vez de estudante?
Nunca soube, por exemplo, dos graves problemas com que lidam as escolas dos bairros periféricos das grandes cidades, noticiados de quando em vez, ou quando convém?
Etc
Desculpe, então esteve distraído. Eu compreendo, acredite, como já disse, a sua consternação.


«E já agora que tão preocupoada com a natureza privada da questão, como entende a exposição que vão fazer à aluna e ao colega ao serem transferidos para outra escola, onde não se sabe o que os espera e com serão recebidos por outros professores ou outros colegas...»

Eu não falei em natureza privada da questão.
E como entende o senhor as condições de educabilidade da estudante na escola, onde aconteceu o episódio, depois da exposição mediática?

A transferência de escola é uma medida disciplinar, definida oficialmente, pelo Ministério da Educação,como outras, por exemplo, a suspensão do aluno ou aluna,não resulta da cor dos olhos dos estudantes ou da boa ou má disposição do Director de Turma, Conselho Executivo, Conselho Pedagógico.....


«Os dois miúdos fizessem muito ou pouco mal, acabaram por serem abandonados pela sua escola...»


O que o senhor afirma é gravíssimo!
Então pensa que é «pouco mal» manter um telemóvel numa sala de aula ligado?, tutear um adulto-professor? não acatar a sua ordem? um estudante gravar a cena, tal como podia gravar as colegas no balneário da escola ou na festa que deu lá em casa , sem autorização dos pais, levar a namorada lá a casa ou num recanto do pátio escolar, namoriscar e gravar a cena para colocar na internet, o senhor, considera esse comportamento «pouco ma[u]»?

Se o estudante que gravou, fosse seu filho, quando fosse convocado para o processo de averiguação disciplinar, enquanto Encarregado de Educação, que posição tomaria?

Já nem lhe pergunto se fosse pai da pobre criança que não queria o "telemóvel nacionalizado".

Juíz??
As medidas a tomar em casos disciplinares, estão previstas em Decretos e Circulares oficiais, não são feitas pelos professores, nem pelos alunos.
Ora, consulte o site do Ministério da Educação.

Assumam-se??
Mas quem é que se não assume?

quinta-feira, março 27, 2008 3:26:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Correcção.

em vez de:

olhos dos estudantes ou da boa ou má disposição do Director de Turma, Conselho Executivo, Conselho Pedagógico.....

Deve ler-se:

olhos dos estudantes ou da boa ou má disposição do Director de Turma, do Conselho de Turma, do Conselho Executivo ou do Conselho Pedagógico.....

quinta-feira, março 27, 2008 3:32:00 da tarde  
Blogger João B. Pico said...

ninosNão vale a pena querer transportar as questões para o caso pessoal, eu sei, eu estudei, eu tenho os livros, porque isso é que é redutor.
Tão pouco estou preocupado em avaliar os professores.
Muito menos quero impôr a minha idéia e desvalorizar ou pior ainda negar a dos outros.
Toda a gente sabe que numa escola há sempre ocorrências a toda a hora susceptíveis de se enquadrarem em desrespeitos, ofensas ou agressões. Basta estarem todos vivos para que isso possa acontecer.
Isso toda a gente sempre soube que existiam problemas e imaginava que pudessem acontecer.
Porém, o que este caso da aluna trouxe a lume, não foi tanto a "gravidade" da situação, que até pode nem ser tanto o que deu para ver ( o Pedro Oliveira, que é o dono deste espaço, é bom não perder isso de vista e por mim peço desculpa pelo abuso, já sugeriu várias hipóteses do antes ou depois das imagens...acabou em agressão efectiva, não acabou,etc), mas a complacência dos restantes alunos, a indiferença dos quadros directivos da escola, a conformação da professora que não fez participação, a ministra e o secretário de estado que desvalorizaram a questão.
Todavia ainda há pouco de viagem ouvia o PGR a anunciar que o Ministério Público está a investigar dezenas de casos de agressões de alunos a professores e vice-versa. Dezenas de casos, garantiu o PGR. E ainda disse uma coisa muito importante:
- as agressões ou outros tipos de indisciplina nas escolas podem ser considerados casos típicos de "crime público" e como tal é por força da lei - disse-o ele PGR - sua obrigação intervir, sob pena de incumprimento das suas obrigações.
Curiosamente, o PGR já em tempos tinha alertado para o perigo dos "gangs" que giravam em redor das escolas e alguns mesmo dentro das escolas e a ministra saíu a desmenti-lo e a achar essa "intromissão" do PGR.
Portanto o politicamente correcto desvalorizava a questão, pese os professores até se queixarem. Mas, tudo andava à volta do sistema que não tinha os mecanismos na prática muito eficazes, ou não havia vontade de os usar.
E tanto não havia vontade de os usar que esta professora, até nem se dispunha a formalizar queixa...
Portanto, chegados a este ponto, eu não tenho mais que saber que os professores têm resmas de documentos aprovados ou não. Nem me interessa. E justifico: esse não é mais o assunto principal.
O problema não é de ausência de teorias e sistemas pedagógicos. O problema até é bem mais simples: falta de vontade de os implementar e actuar com eficácia e determinação no terreno.
As "doenças" aceito, que até já foram todas diagnosticadas pelo labor e empenho dos professores.
Como vê não estou nem nunca estive a desvalorizar o seu saber ou o seu empenho no assunto.
De resto, nem tinha o direito sequer de estar a questioná-la nesse aspecto, nem este era o local para o fazer.
Isto mesmo, queria que de uma vez por todas interiorizasse: não estou a denegrir o seu empenho pessoal.
Apenas estou a olhar para este caso e a ficar apreensivo, não porque não soubesse que não existissem. Isso, tenha paciência sabia bem que aconteciam com mais ou menos variantes e nem o telemóvel é agora tanto a novidade que se quer sobrevalorizar " do nacionalizado" como se refere.
Podiam andar agarradas ( professora e aluna) por outra coisa qualquer...
O que foi a grande surpresa foi ficar a saber que naquela cena, os restantes alunos ficaram indiferentes à situação e a professora acabara por nada mais fazer depois de sair da aula.
Quando o mínimo seria participar o ocorrido ao Conselho Directivo da escola.
Outra ocorrência grave foi um director do dito Conselho Escolar ter ouvido a colega e nada mais ter feito, em apoio da colega professora. Isso é que mostra toda a gravidade, independentemente, de saber se a aluna foi mais ou foi menos irresponsável ou se haveria outras razões poderosas, que só depois de averiguadas pelo juiz de instrução se poderá analizar com maionção e profundidade.
Isso decorre do princípio da jurisprudência e do Direito: ninguém ( nem mesmo os arguidos), são culpados enquanto o juiz não o julgar e o declarar em sentença.

Não vale a pena fazer mais juízos de valor ao que eu sei ou não sei.

O caso do Cemitério de Santa Cruz, não o foi por mim apresentado para o equiparar em gravidade ao caso do aluno a fazer as filmagens. Ao menos, conceda-me esse juízo a meu favor. Valha a verdade que nunca o comparei senão , pelo exemplo de que uma grande monstruosidade´que já decorria desde 1975, só acabou aos olhos do mundo em 91 - 16 anos depois - por caso de uma cassette filmada...
Foi o filme a desvendar e a marcar sem forma de serem iludiudas as práticas, de que algo correu muito mal.
Finalmente, outra preocupação me assolou, pelo decorrer destes "post" aqui comentados.
Isso também foi uma surpresa.
Este país não tem estruturas , meios e pessoas muito aptas a intervirem nestes casos práticos. O que tem é muita rectórica, muita teoria para justificarem omissões e manobras de diversão.
Aquilo que exigia uma tomada de posição firme e esclarecida, acaba a derrapar por dezenas de comentários em tudo bizantinos.
Quando afinal, tudo se rsumia a isto: os miúdos vêm mal educados e cheios de vícios, muitos por culpa dos própriuos pais, mas no entanto, a escola não baixa os braços e os professores os directores e os auxiliares, etc, etc, tomaram a peito e fizeram ser seu ponto de honra, actruarem com firmeza no combatae a todas as formas de desrespeito e de
indisciplina, mal qualquer aluno entre aos portões da escola...
Há leis, não há leis isso não vem ao caso.
Há muitos anos atrás, que os professores poderiam fazer greve e avançar com outras formas de luta e de reivindicação e denúncia, junto de organismos internacionais.
Até para se anteciparem às revelações das avaliações negativas da OCDE e do PISA ao nosso ensino.
Paradoxalmente, até então tudo parecia correr às mil maravilhas. Pura falácia...
Quantos alunos se pederam para a vida?! Esse é que é o problema!

quinta-feira, março 27, 2008 6:03:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro Senhor, eu nem acabei de ler este seu comentário.

1º Quem fez juízos de valor, desde o «post» mais abaixo, foi o senhor.

2º Quem «entrou» aqui a tomar posição e a fazer comparações absurdas entre casos que nada têm a ver uns com os outros, foi o senhor, começando por fazer a absurda analogia entre a aprendizagem no contexto escola e o treino de um qualquer desporto e acabando a pensar ser igual a filmagem daquela ocorrência ao massacre de Santa Cruz. Provavelmente, julgará semelhante uma agressão com arma branca ou outra numa escola, ao 11 de Setembro. Por Zeus, senhor!

3º Quem me chamou iludidada e não assumida do sistema, foi o senhor.

4º Nunca quis aqui discutir questões pessoais, se lhe fiz relatos mais pessoalizados, não foi para enaltecer coisa alguma, mas para lhe dizer a si e a quem quiser ler, que a praxis do professor não pode ser menosprezada.

5º Introduz tópicos na discussão, completamente dispares e não procura, desculpe, seguir uma linha de raciocinio coerente com o episódio inicial.

6º Eu percebi, perfeitamente, a sua posição, desde o primeiro comentário, no «post» mais abaixo.

Tive imenso gosto, nesta troca de ideias.
Boa tarde.

quinta-feira, março 27, 2008 6:29:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Por último, de falácias, também entendo, sou professora de Filosofia e ensino Lógica.

quinta-feira, março 27, 2008 6:30:00 da tarde  

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