quinta-feira, março 27, 2008

1253 - uns gostam de falar no sexo dos anjos outros de fazê-lo


Enquanto uns fazem blá, blá, blá...
Outros fazem ah, ah, ahhhhhh...

16 Comments:

Blogger pedro oliveira said...

http://www.cartoonstock.com/directory/e/evil_angel.asp

quinta-feira, março 27, 2008 9:01:00 da tarde  
Blogger pedro oliveira said...

Infelizmente parece que não há imagens, ora bolas, isso é que seria serviço público e uma nova perspectiva para aprofundarmos o debate sobre políticas educativas, respeito e falta de respeito e tal...

(estou a tentar ser irónico e tentar sorrir no meio da tragédia, tipo o humor aclamado de «La vita è bella», Roberto Benigni)

quinta-feira, março 27, 2008 9:08:00 da tarde  
Anonymous manuel marques said...

Sempre ouvi dizer que tristezas não pagam dívidas,mas là que a culpa não deve morrer solteira, là isso não.
Mudar de escola pouco adianta,os maus comportamentos apenas são transferidos.
Responsabilização dos pais dos alunos e Trabalho em prol da comunidade para a turma toda.

quinta-feira, março 27, 2008 9:41:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Eu gosto é quando ele «grita»:

- Amore mio!*

No filme do Benigni, leia-se.

Desde as conversas de Júlio Machado Vaz que julguei, serem os anjos assexuados, mas depois, de repente, disseram-me que eram meninos. Penso que também existem anjas, mas não tenho a certeza.

quinta-feira, março 27, 2008 9:58:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro Manuel, o último período do seu comentário, remete-me para o rasgo de Sophia que vi em MST, mas logo em seguida, quando me falou (salvo seja!) dos aldeões e tal, foi-se a pequenez do rasgo.

quinta-feira, março 27, 2008 10:01:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caríssimo Pedro, por falar em imagens, pode sempre seguir o Projecto (pedagógico) Grifos na Internet:



http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20080114125053&z=1

quinta-feira, março 27, 2008 10:06:00 da tarde  
Blogger pedro oliveira said...

«Grifos na Internet»

Gosto mais de passarinhos mais pequeninos, principalmente, fritos... bem uma perdiz ou um faisão estufado, também, marcha, ou pato com laranja ou frango de churrasco.
Pensando melhor gosto de pássaros e de aves de várias maneiras, contudo a carne de grifo deverá ser rija, talvez, em vinha d'alhos um dia e assada depois no forno com batatinhas salteadas, já as crias de grifo frititas eram capazes de não ser más... mas estou a especular.

quinta-feira, março 27, 2008 10:23:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Ah!
Especulação culinária, já lhe disse, não percebo quase nada. Se encontrar alguma receita de passarinhos, partilho generosamente.

quinta-feira, março 27, 2008 10:39:00 da tarde  
Blogger João B. Pico said...

Há "anjas" que um dia deixam do sê-lo. A professora do Carolina, vá lá, sentiu-se "motivada" e lá arrancou com uma "pérformance" inusitada: logo três de uma vez!
Passo a explicar, é bom que o faça, para evitar mal entendidos e susceptibilidades feridas...
A professora que há uma semana ou duas, nunca pensara sequer em queixar-se na escola, pois não teve nenhum colega professor capaz de a apoiar - sim foi essa a triste situação em que ela se encontrou, desamparada pelos colegas que só pensavam na excursão ao Terreiro do Paço - talvez sentindo-se mais encorajada pelo PGR e não tanto pelo Bastonário,´vai numa assentada e meteu três - TRÊS ACÇÕES em Tribunal.
Uma contra a aluna, outra contra a turma inteira por conivência num crime público e a outra contra o
operador de imagem.
Seja o que o Tribunal quiser: haja justiça!
Que belo exemplo o do PGR, que até uma professora desmoralizada e abandonada em sua casa e com uma grave depressão só de ouvir falar no video e no telemóvel...
Já agora lembrei-me de um pormenor: se a professora e os colegas da dita logo nesse dia têm fechado a escola e chamado a polícia, e seguissem três ou quatro queixas logo para Tribunal, com vários advogados a entrarem na escola e comunicaçºão social a dar a notícia, será que o "puto" das filmagens teria coragem de mostrar o video na net?!
O fraco "rei" ( neste caso da História, que Camões canta referindo-se ao D. Fernando...), faz fraca a forte gente!
Nem mais!!!
Pode não ser muito filosófica a questão assim apresentada, mas lá que tem lógica tem. Ai tem, tem!
Nunca tantos fizeram tão pouco...
Estamos conversados!

quinta-feira, março 27, 2008 11:00:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro João Pico, as anjas a que me referi no comentário anterior, não têm nada a ver com o episódio que o trouxe à reflexão sobre a escola pública. As anjas, são as companhias dos anjinhos:

http://santamargarida.blogspot.com/2007/11/1074-as-anjas-e-os-anjinhos.html

E assentará em que critério lógico?
(Olhe que estou a seguir apenas a ironia proposta pelo «blogger» da casa!)

quinta-feira, março 27, 2008 11:07:00 da tarde  
Blogger João B. Pico said...

Com que então o treino não tem nada a ver com ensino e aprendizagem na escola?!

Lá porque se esqueram de mencionar o treino nos manuais pedagógicos, não quer dizer que o mesmo não seja fundamental...
Houvesse mais treino e nada disto tinha chegado aonde chegou...

Quantos anos já perdemos?

quinta-feira, março 27, 2008 11:59:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Caro João Pico, a questão é, neste momento, apenas e tão-somente esta:

1. Este «blog», onde tentei chegar à fala consigo , não é meu, tem o nome da minha terra e pertence a Pedro Oliveira, a quem estimo e respeito profundamente.

2. O senhor dirige-se às pessoas duma forma que não aprecio. Eu gosto de discutir ideias de forma coerente (lógica, portanto)e, principalmente, educadamente. Aliás, isso, sim, é uma discussão.

3. Considero uma aberração abstunta a forma como determinadas pessoas procuram fazer valer as suas opiniões, ideias, vivências. E, neste momento, estou quase a chegar a tal consideração.

4. Caro senhor, o treino duma equipa de futebol, por exemplo, é distinto da aprendizagem em contexto de sala de aula. Obviamente, qualquer ser (humano) letrado compreende essa evidência.

4.1. No futebol (enquanto desporto, propriamente dito, vou abster-me de considerar a actual indústria futebolística)temos (grosso modo [vai desculpar-me a simplicidade do exemplo, visto que de futebol, percebo muito pouco]):

a) a equipa (jogadores com papéis distintos)
b) treinador
c) campo
d) regras do jogo
e) idiossincrasias dos intervenientes
f) jogam por opção

O objectivo é, em equipa, chegar à vitória, face ao confronto com um adversário.

Em contexto de sala de aula temos:

a) uma disciplina, por exemplo Filosofia (desculpe, puxar a brasa à minha sardinha, é propositadamente, claro, exactamente para ficar ao seu nível de discussão, no caso do treino futebolístico).

b) Um programa prescrito oficialmente que deve ser gerido num quadro duma certa autonomia, pelo professor e se articula com todas as outras disciplinas do currículo, também ele, se o considerarmos na sua acepção simplista de Programa, prescrito oficialmente pelo Ministério da Educação.

c) Uma turma, constituída por vários estudantes, provenientes, cada um deles de nichos familiares específicos. Se, a turma tiver 25 estudantes , temos 25 «eus», cada um, com a sua circunstância situacional de vida.

d) Um tempo lectivo : 90 min

Exactamente, como numa fábrica, saímos ao toque da sirene.

e) Conteúdos, objectivos, competências específicas daquela disciplina que visam a formação/educação de cada um dos estudantes, sendo que, é necessário, considerar aqui, as idiossincracias (de cada um deles)na aquisição da aprendizagem.

f) Considerando todas as alíneas anteriores, o professor, tem de compreender como perturbar significativamente, cada um desses estudantes, de modo a que possa haver, efectivamente, aprendizagem.

Etc....

O objectivo final, no caso da disciplina Filosofia é, obviamente, a educabilidade filosófica de cada um desses estudantes, em vista à formação da autonomia do pensar de cada um.

Se eu, enquanto professora, pensar que, pelo simples facto de dominar os conteúdos, conhecer as técnicas e as aplicar a todos, como se fossem cada um, sou, no minímo estúpida.

Agora, procure imaginar o seguinte:

a equipa de futebol x, marcou 2 golos e ganhou o jogo, porque a equipa adversária só marcou 1. Acabou-se e vão festejar.

o Zézinho obteve 10 valores, na escala de 0 a 20 valores, logo,não chumba a Filosofia. O seu resultado foi positivo, mas foi bem sucedido? Terá sído? Significa o seu resultado, que foi educado filosoficamente e é capaz de pensar por si, desconstruindo os preconceitos que lhe querem impingir? O resultado (10 valores) significa o sucesso educativo de Zésinho em Filosofia?

A problemática da aprendizagem (sendo que, só há aprendizagem, quando existe mudança de comportamento) do Zézinho não termina com o resultado 10 valores, ainda que, ele possa ir festejar com a sua equipa de futebol ter passado de ano a Filosofia e a sua equipa tenha ganho o jogo.

O seu exemplo do treino desportivo, pode servir, colhe, como gosta de dizer, apenas como modelo exemplificativo da obtenção de um resultado (positivo), conseguido, em resultado (desculpe a redundância) do trabalho em equipa.

Como eu não percebo nada de Futebol e o senhor nada sabe sobre Filosofia, talvez devessemos optar por um exemplo que ambos dominassemos, para eu,não ter de lidar aqui, com as mesmas preocupações com que lido com os meus queridos alunos e alunas. Esses, claro, eu quero que aprendam!


Considerando o exposto no ponto 1, não desejaria continuar esta conversa (modo de expressão!)consigo.

No entretanto, fui visitar o seu «blog», não percebi nada, porque não conheço a realidade a que se reporta.
Permita-se um conselho duma senhora (queira desculpar a ousadia): procure confrontar as pessoas de forma construtiva, colhe sempre melhor, a saber: acolhe-as!


Tive muito gosto em discutir ideias consigo.
Boa noite.

sexta-feira, março 28, 2008 12:54:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Não está bem expressa esta ideia:

Se eu, enquanto professora, pensar que, pelo simples facto de dominar os conteúdos, conhecer as técnicas e as aplicar a todos, como se fossem cada um, sou, no minímo estúpida.


Deve ler-se:

Se eu, enquanto professora, pensar que, pelo simples facto de dominar os conteúdos, conhecer as técnicas e as aplicar a todos, como se fossem cada um, HÁ APRENDIZAGEM (mudança do comportamento anterior, para o desejável) sou, no minímo estúpida.

sexta-feira, março 28, 2008 12:58:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

De repente (as coisas importantes, acontecem-me todas de repente) encontrei um ponto comum, entre o Futebol e o acto educativo, porquanto, refiro-me à génese do Futebol e de modo algum a essa outra coisa com apitos prateados ou dourados, ou lá o que é.

O elemento comum entre o remoto futebol e o acto educativo é a nobreza do carácter do próprio acto. Aliás, não será, por acaso que tal jogo era praticado pela aristocracia.

Passo a justificar de modo fundamentado:

1. Fundamento 1

O vocábulo futebol é um aportuguesamento fónico da expressão inglesa football association [o raio dos ingleses estão metidos em tudo...], jogado com uma bola redonda são!... num terreno rectangular.....

O objectivo do jogo toda a gente conhece: enfiar a bola, servindo-se, exclusivamente dos pés ou da cabeça, na baliza da equipa oposta. Bom, quer-me parecer a necessidade de usar a cabeça para fazer os pés trabalharem, mas isso será outra conversa.

O futebol é, portanto, na sua origem, um jogo inglês. Contudo, os «ingaleses» não inventam coisa nenhuma, é possível encontrar raízes remotas de um jogo colectivo, antepassado do futebol, no «Celeste Império».

Os ocidentais inventaram somente as catedrais de consumo, a miséria do operariado, a falsa ideia duma escola para todos com horários prolongados, o abandono dos velhos em casas construídas para o efeito, entre outras da mesma índole e, no caso português, os pastéis de nata, a descoberta de novos mundos ao mundo e assim...

E não seria somente na China, no Japão também encontramos provas da prática do jogo da bola redonda; seria um dos passatempos preferidos da corte há 2.600 anos.

Jogo de origem aristocrata, portanto.

Fantástico, seria o simbolismo presente nos cantos do recinto de jogo: quatro árvores especiais, a saber: uma cerejeira, um choupo, um pinheiro e um salgueiro.

Ah!... pois!... os jovens gregos também recebiam educação sobre um jogo - episkiros - que apresenta características semelhantes ao futebol e, terá sido, provavelmente, a origem da sua divulgação na Europa. Dois grupos de atletlas disputavam «uma bexiga de porco, cheia de ar ou de areia».

Os legionários romanos (em 1500 a.C.), aquando da ocupação da Grécia, interessaram-se pelo episkiros. Imitadores do caraças, trataram logo de lhe dar outro nome. Designaram-no por harpastum. Da península itálica aos novos territórios conquistados foi um ápice.

Na Normandia e Bretanha, reaparece com a designação de choule ou soule . Com a invasão normanda, instala-se definitivamente nas ilhas britânicas. A prática do jogo da bola pelos rapazes ingleses, surge relatada numa crónima de 1175.

Popular q.b., foi dando origem a grandes rivalidades [os rapazes, nós sabemos, são dados a perderem a cabeça, envolvendo-se em disputazinhas com soco (?), ou quase soco (?)]. Quer-me parecer que a má-fama-da-talha-dourada, o gosto dos ingleses por chaves de igrejas, imagens populistas em horário nobre, começou por estes tempos. Quiçá, n'é? Certo é que, Eduardo II, proibiu a sua prática em 1314.

sexta-feira, março 28, 2008 1:39:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Fundamento 2

Enquanto os jovens londrinos brincavam às rixas, no continente, ia-se desenvolvendo outra das influências do futebol actual :

o calcio florentino.

Num livro de 1638, o conde Giovanni di Bardi, descreve-o da seguinte forma:

«O cálcio é um jogo público praticado por dois grupos de indivíduos a pé e desarmados, que se esforçam cortêsmente por conduzir além do limite do campo oposto uma bola cheia de ar»

A reter:

jogo público. Actualmente prevalece a miscelânea entre o público e o privado, manifesto, por exemplo, em festas altruístas (partilhadas com gentes de todas as profissões e amigos).


jogo de indivíduos. Actualmente mercadoria comercializável.
jogo a pé e desarmados. Actualmente abraçam-se, apalpam-se, socam-se e, alguns, usam utensilagem enfemininada completamente fora de moda.


jogo de cortesia. Actualmente, a cortesia prevalece, ora na delicadeza dos equipamentos de alguns jogadores, ora na atitude de civilidade, tipo D'artgnan e companheiros, pelo comportamento (observável) de outros.

sexta-feira, março 28, 2008 1:41:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Fundamento 3.

O jogo da «pelota» esférica de raízes inglesas chegou a Portugal pelos pézinhos dos meninos-bem educados em Inglaterra. Consta [segundo a Enciclopédia Luso Brasileira] terem sido os rapazes da família Pinto Basto os pioneiros:


«Quem trouxe a primeira bola de futebol, para Portugal foram os meus irmãos Eduardo e Frederico quando vieram do colégio de Inglaterra em 1866. E então nós, os três irmãos, começamos a introduzir este desporto.
(Guilherme Pinto Basto, em O Século, de 11-III-1938)»
in Enciclopédia Luso Brasileira

O primeiro jogo público à séria [a primeira exibição teria sído em Outubro de 1888, no Campo da Parada em Cascais] realizou-se em 22 de Janeiro de 1889. Os craques amadores [ainda não sofrera o peso da industrialização...] defrontaram uma equipa constituida por elementos da colónia inglesa [andamos sempre às turras com os ingleses].

Tudo gente-muito-bem, nesta primeira equipa:

João Saldanha Pinto Basto, João Bregaro, Eduardo Romero, Guilherme Pinto Basto, Eduardo Pinto Basto, Afonso Vilar, D. Simão de Sousa Coutinho (Borba), Duarte Pinto Coelho, Frederico Pinto Basto, Fernando Pinto Basto, Augusto Moller e Henrique Vilar.

A partir daqui foi um ver se te avias em agrupamentos e constituição de clubes.


Não sei mais nada sobre desportos futebolísticos, mas aprendemos até morrer.

Qualquer dia continuo os estudos básicos sobre a história do futebol, qu'isto tem muito que se lhe diga. Metafísica, bem digo.

sexta-feira, março 28, 2008 1:43:00 da manhã  

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