220/2010 - erros de interpretação



Homens armados que, pelas costas, assassinam cidadãos desarmados e sangue que escorre em todas as paredes... não há festa como esta.
Bem, não quero estar a influenciar a vossa opinião, talvez os carrajolas sejam bons às vezes e maus noutras, talvez as pessoas mereçam ser mortas só porque, desarmadamente, transportam uma bandeira na qual acreditam.
3 Comments:
Poderão, porventura, comparar com a minha opinião sobre outras situaçãos que a brutalidade policial assassina cidadãos.
Para mim vale tanto a vida dum pobre diabo desarmado com uma bandeirita às costas, como a dum «rapper» ou a duma camponesa alentejana, para mim valem todas muito.
Ainda ontem um gajo que mata outro, com três tiros nas costa ,após uma banal discussão de transito foi condenado a 12 anos.Com a vinda do Papa e bom comportamento, daqui a um par de meses está na rua...
Porca miséria.
Abraço.
Se o administrador deste blog e o seu digníssimo provedor ´´Camelo``, me permitirem umas palavras referentes a este post(depois podem rebaixar-me e chamar nomes feios, ou muito simplesmente, apagar o comentário como já aconteceu anteriormente), gostaria de contradizer a opinião generalizada até agora expressa, com o seguinte: As palavras em certos momentos matam mais que mil acções impensadas (por mais condenáveis que sejam). A banal discussão [espancamento gratuito por parte da vitima final ao réu (para granjear uma aura de valente perante a sua namorada), por essa sim, uma banal discussão de trânsito], que não justifica qualquer forma de violência, partiu da parte de um ´´Beto``(menino bem apresentado, excelente estampa, de famílias abastadas e sem ocupação aparente/conhecida) que resolveu aplicar um castigo exemplar (perante o olhar embevecido da sua dama) a um simplório que andava a fazer pela vida(estava a trabalhar)e que respondeu com uma businadela depois do dito dono da «route» entender que a via era toda dele.
Estes modelos da nossa sociedade (tal como o conhecido rapper), são, coitados, umas vitimas do nosso sistema social, são marginalizados por uns «anormais» que trabalham (onde já se viu trabalhar...) e colocam em risco a sua vida de boémia, merecem o nosso sentimento de repúdio, merecem que lhe passem a licença de uso e porte de arma (é o mínimo que lhe podemos fazer) para se defenderem das forças da autoridade e de todos aqueles que para sua infelicidade (dos outros), lhe surgem no caminho.
Volto a referir que a violência (toda) é sempre de condenar, mas devemos ter cuidado na apreciação e comentários a este tipo de situações, e pior ainda, não fazer um julgamento sumário sem primeiro conhecer as causas que permitiram o fatal desfecho. Cada vez mais iremos depararmo-nos com situações desta índole, pois a violência tende a aumentar na relação directa com as injustiças sociais.
O Politico Residente
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