"Veneza seria o meu fim!", exclama o marinheiro de Malta num dos seus mais nostálgicos monólogos, e depois de confessar a sua eterna paixão (as paixões são sempre eternas, por mais voltas que lhes queiramos dar) pela cidade italiana, muito bela e, além disso, encantada, geradora de todas as preguiças e deleites. Ela é um lugar feérico, o lugar de todos os sortilégios, onde existem três sítios mágicos e secretos. Quando os venezianos, e por vezes os malteses, se cansam das autoridades, dirigem-se a estes lugares e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre em direcção a países fantásticos e outras histórias fabulosas. A "Fábula de Veneza" é, para mim pelo menos, a mais emblemática das aventuras de Corto, pois mostra de forma livre e criadora que a aventura é, antes de mais, uma atitude perante a vida e o mundo, e só depois uma deambulação aparentemente arbitrária pelos caminhos.
5 Comments:
eu volto!
eu também!
E o António que não volta!!!
voltei...
"Veneza seria o meu fim!", exclama o marinheiro de Malta num dos seus mais nostálgicos monólogos, e depois de confessar a sua eterna paixão (as paixões são sempre eternas, por mais voltas que lhes queiramos dar) pela cidade italiana, muito bela e, além disso, encantada, geradora de todas as preguiças e deleites.
Ela é um lugar feérico, o lugar de todos os sortilégios, onde existem três sítios mágicos e secretos. Quando os venezianos, e por vezes os malteses, se cansam das autoridades, dirigem-se a estes lugares e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre em direcção a países fantásticos e outras histórias fabulosas.
A "Fábula de Veneza" é, para mim pelo menos, a mais emblemática das aventuras de Corto, pois mostra de forma livre e criadora que a aventura é, antes de mais, uma atitude perante a vida e o mundo, e só depois uma deambulação aparentemente arbitrária pelos caminhos.
caro lagarto (do Sporting, leia-se), falta um s em Nietzsche, ainda que Nietzsche nada soubesse sobre borboletas.
Enviar um comentário
<< Home