quinta-feira, janeiro 14, 2010

23/2010 - porque o melhor do mundo são as crianças

A lei que o partido socialista se prepara para fazer aprovar lançando um anátema e estigmatizando um grupo de cidadãos e cidadãs, devidamente, identificados faz-me lembrar as etiquetas cor-de-rosa que o partido nacional socialista de Hitler colava na lapela dos homossexuais.
Como já referi várias vezes sou a favor da adopção pelos pares homossexuais, não por eles, obviamente, não para lhes satisfazer os caprichos, sim pelas crianças.
Eu (julgo que todos pensamos o mesmo) quero o melhor para as crianças, para cada uma delas, para todas em geral.
Quanto mais candidatos existirem maior será a possibilidade de encontrar a família certa para cada uma das crianças.
Criar uma lei específica que diga: se casares não podes adoptar se quiseres adoptar divorcia-te parece-me uma lei pouco justa mas que sei eu? não sou jurista...
Por falar em jurista deixarei aqui na íntegra um comentário que efectuei num «post» escrito pela jurista Isabel Moreira (grande defensora do casamento «gay») que foi considerado impublicável:
Cara Isabel,
A primeira pessoa a falar em pressão gay sobre o presidente da república foi o sr. deputado Miguel Vale de Almeida num «post» publicado neste «blog» (que, posteriormente, eliminaria por razões «pessoais»).
«Post» esse que me inspirou o seguinte comentário:
Eu diria mesmo mais...
1. «há que pressionar Cavaco Silva» acho, lindamente, já estou a imaginar os títulos: " Gays pressionam Cavaco... e gostam"
2. «parentalidade gay e lésbica: a co-adopção, a adopção, a PMA»
Co-adopção? (não faço ideia o que é mas não farei nenhuma piada sobre o assunto)
Adopção, sei o que é, creio, convictamente, que a adopção não deveria estar vedada aos casais homossexuais.
O Partido Socialista (PS) julga o contrário. Podem casar casar mas não adoptar... são casais de segunda.
PMA? Parentalidade medicamente assistida? Um médic@ (estão a ver como sou contemporâneo, moderno é outra coisa, digo cois@) a olhar enquanto um casal faz o amor? Pessoalmente não gosto de «vuaióres».
Estava a brincar...
A partir do momento que um casamento é um casamento não concebo que existam desigualdades; nenhumas.
3. «Em nome, sobretudo, das crianças - reais, que estão aí» sou, assumidamente, monárquico mas aqui iria mais longe que Miguel; das crianças reais e até das crianças republicanas... todas as crianças têm direito a ser adoptadas e quanto maior for a massa adoptante, maior será a possibilidade de efectuarmos escolhas correctas.
Casamento gay, não, chamar-lhe-ia outra coisa... com os mesmos direitos e os mesmos deveres.
Adopção gay sem restrições, sim, sem dúvida.
PMA para casais, legalmente, constituídos... obviamente.Julgo que existe um artigo no código civil que refere em concreto a possibilidade de adopção conjunta após quatro anos de casamento, não sou jurista mas para o código civil um casamento é um casamento; a actual assembleia da república é que pretende estabelecer diferenças, entre os casamentos normais (onde a adopção é permitida) e os casamentos anormais (aos quais a adopção é proibida).
Será assim que acabamos com a discriminação?

4 Comments:

Blogger Rosa Oliveira said...

Este comentário foi removido pelo autor.

sexta-feira, janeiro 15, 2010 12:48:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Este comentário foi removido pelo autor.

sexta-feira, janeiro 15, 2010 12:56:00 da manhã  
Blogger pedro oliveira said...

Existe um filme que se chama: «quatro casamentos e um funeral» proponho um título para a sua história: «dois casamentos, dois atropelamentos, dois funerais, o viúvo e a criança».

sexta-feira, janeiro 15, 2010 7:27:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Este comentário foi removido pelo autor.

sexta-feira, janeiro 15, 2010 10:51:00 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home

não é o fim, nem o princípio do fim, é o fim do princípio