domingo, janeiro 03, 2010

9/2010 - a gayola




Há coisas que me incomodam quando se discute a questão do casamento homossexual.
Uma delas o discurso coitadinhístico, coitadinhos são frágeis, coitadinhos são sensíveis, coitadinhos temos de tomar conta deles.
Episódios como este, passado em Pombal, mostram que nem sempre os pombinhos arrulham, às vezes arruínam-se, destroem-se.
São pessoas.
Não precisam da nossa tolerância, precisam que encolhamos os ombros e lhes digamos: és gay, ok, queres uma mini ou preferes uma cerveja maior?
Precisam de ser tratados como gente, num mundo onde todos somos diferentes, nenhum de nós é normal.
Sobre o casamento gay não tenho uma opinião definitiva mas por uma questão de coerência julgo que o referendo dever-se-ia realizar; quanto à adopção de crianças por casais gay sou, absolutamente, a favor, mais, não sei como é que um casal, legalmente, constituído poderá estar impedido de adoptar.
Criar-se-ão casamentos de primeira classe e casamentos de segunda classe (como nos comboios do meu tempo)?
imagens obtidas a partir do suplemento Actual, jornal Expresso de 2009.12.31, pág. 32 e do Jornal de Notícias de 2010.01.01, pág. 10

2 Comments:

Blogger Rosa Oliveira said...

A frase: «um grande amigo é «gay», eu, sinceramente, "cagay"...», o gay com o cagay, foi (é) das cousas mais engraçadas [não apalerme, se faz favor!] que já escreveu neste blogue.

Referendo?
Para quê?

De resto, o que ainda há (não é só do seu tempo) são casamentos confortáveis (classe conforto)e casamentos tipo turísta (acidental). Isto pela analogia aos comboios, porque se formos para os aviões, talvez se encontrem, ainda, casamentos de 1ª e de 2ª [diz que a 1ª comporta 30 KG de bagagem e refeição quente] e, também há... casamentos Expresso. É ao gosto dos fregueses.

domingo, janeiro 03, 2010 8:15:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

digo: turística

domingo, janeiro 03, 2010 8:15:00 da tarde  

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