quarta-feira, março 24, 2010

101/2010 - a arte de ser santamargaridense


(...) a intolerância (...) é ainda um processo de defendermos os nossos interesses.
Se é uma utilidade para mim a seita (política, religiosa, etc.) a que pertenço, os princípios que esta segue, compete-me torná-los dogmáticos, absolutos, indiscutíveis. Sim... porque discutir uma ideia é pô-la em conflito com a verdade.
O Deus dos Padres e a Igualdade* dos políticos, para eles são coisas indiscutíveis - quero dizer, essenciais à existência das suas igrejas sagradas e profanas.
Uns prometem a Igualdade*, os outros prometem Deus; e suspensa de tal promessa, conseguem ter obediente aos seus desígnios a eterna criança ludibriada - o Povo.
Teixeira era... foi uma espécie de Guardiola das palavras, algo tímido mas duma deslumbrante eficácia estética e ética.
Quem leu as palavras acima (retiradas deste livro) reparou num asterisco; a palavra que Teixeira usou foi: Liberdade; eu sei (tenho quase a certeza) que ele queria escrever: Igualdade.
As palavras têm de ser contextualizadas a primeira edição do livro é de 1915.
Vejamos o que pensa Pascoaes sobre a pertença municipal:
O Município tem a sua história, às vezes assinalada por factos de importância nacional; tem a sua economia própria, a sua personalidade e tradição (...)
O munícipe deve, portanto, conhecer a história do seu Município, estudando o que ele foi no Passado, as suas características especiais na economia, na linguagem, na paisagem (...) para melhor compreender as suas aspirações de progresso.
Termino com mais uma reflexão de Pascoaes:
O camponês da minha região da o nome de «memória» às obras de certo vulto realizadas numa propriedade rústica e às velhas árvores, em volta do lar sagrado.
As árvores antigas falam de quem as plantou; e na leira nova, no novo tanque de pedra (...) julga perpetuar a sua lembrança, e sente-se já evocado pelos que hão-de vir...

8 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Desculpe lá SR DR PROFESSOR PEDRO OLIVEIRA, por este iletrado, desconhecedor da história do concelho estar aqui a botar faladura no seu mais que distinto blogue.

Uma vez mais, o caro Bloguer Pedro Oliveira, com as suas formas e maneiras sub-repticias, chama ignorantes, incultos e outras coisas mais a quem tem a ousadia de colocar comentários no seu majestoso blogue.

Da parte deste lacaio e servo de V. Exª, as minhas humildes desculpas pela minha ousadia de tentar entender as suas palavras, estando por isso preparado para ser açoitado na praça publica como penitencia da minha ousadia.

Bem sabemos, que lhe interessa sempre manter aquele ar de ser mais inteligente, dotado e fazendo frequentemente referencia à sua formação académica, discutindo apenas com membros da corte com igual ou superior formação académica, portanto, logo que a plebe tem a ousadia de ter internet e comentar os seus artigos, sai um artigo tipo humor britanico, quase sempre em tom jocoso e "atacando" de uma forma discreta os inumeros comentadores do seu blogue.

Uma coisa é certa, tem sido coerente consigo mesmo.

Continue assim, ofendendo o pessoal, se isso o faz sentir bem.

Um cidadão de Santa Margarida

quarta-feira, março 24, 2010 10:44:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Amigo Pedro Oliveira

Respeito a sua opinião, sobre a maneira responsável como as pessoas viviam os problemas da àgua em pleno sec:XIX.Apenas um senão:Àh época esses problemas eram vistos numa òptica diferente, não no aspecto propriamente ambiental mas como factor energético que culminou com a revoluçâo industrial. No princípio do sec:XX é que se começou por verificar a incidência pluidora do desenvolvimento industrial sobre meio ambiente.O que me surpreende é verificar,que nos dias de hoje ainda há pessoas que julgam ser este problema uma mentira...E se o vizinho tem o pôço pluído por uma fossa, o problema é apenas dele. Não... O problema é nosso...É de todos, a água é nossa!...Ela é o futuro das gerações vindouras!...A ÁGUA É A VIDA...Eu entendo que os terrenos possam ser de A B ou C mas a água é de todos,e todos temos responsabilidades sobre ela.Isto é que é a realidade.

quarta-feira, março 24, 2010 11:39:00 da tarde  
Blogger pedro oliveira said...

Caro «um cidadão de Santa Margarida»,

As atitudes ficam para quem as toma.
Eu escrevo e assumo o que digo, assino.
Outros não o fazem, tudo bem, é opção minha manter os comentários abertos, sem validação, sem censura prévia e permitindo que todas as pessoas comentem.
Já por várias vezes pedi desculpa por coisas que escrevi neste «blog» pessoalmente, procurando esclarecer os mal-entendidos aqui ou mesmo retirando «posts» a pedido de pessoas que mo solicitaram via «e-mail».
Como vê não me acho dono da verdade.
Quanto às palermices, sim palermices, que afirma nem merecem comentário.
Acha que sim? Acha que me ponho em bicos de pés para parecer o que não sou? Fale com as pessoas que comigo privam... dir-lhe-ão que sou um gajo sem peneiras de nenhuma espécie, preocupado, apenas, em dar o meu contributo para divulgar/questionar/melhorar a nossa freguesia, o nosso concelho e em última análise contribuir para a formação duma identidade própria enquanto comunidade que habita o mesmo espaço a que chamaria uma geografia de afectos.
Dou-lhe dois exemplos, o Tó-Zé, grande dinamizador do «blog» Tramagal vive e trabalha no Algarve; o Rui Lopes (não é o nosso Rui Lopes) dinamiza o excelente «blog» (para quem gosta de História) São Miguel do Rio Torto a partir de Coimbra onde vive e trabalha.
Pessoas como o Tó-Zé, como o Rui ou como eu passamos muito tempo da nossa vida a falar das coisas, dos locais, das pessoas que foram/são importantes nas nossas vidas.
Tem, contudo, direito à sua opinião
acha que sou como descreve? Provavelmente outros terão outra opinião...
Quanto à caixa de comentários que refere, é óbvio que gosto de assistir a uma boa discussão, com uma certa elevação como tem sido o caso... sem querer destacar ninguém, acho que o Político Residente (não faço ideia quem seja) tem estado bem e numa coiso concordo com ele, é redutor culpar a câmara ou a junta de todos os males do mundo.
John Kennedy disse uma vez mais ou menos isto: «não perguntem o que pode a América fazer vós, perguntem-se o que podeis fazer pela América» um pouco na linha do «Limpar Portugal» o que podemos nós, cidadãos, fazer para tornar a vida de todos melhor?

quinta-feira, março 25, 2010 6:35:00 da manhã  
Blogger pedro oliveira said...

«Eu entendo que os terrenos possam ser de A B ou C mas a água é de todos,e todos temos responsabilidades sobre ela.Isto é que é a realidade.»

Estamos de acordo.
No «post» aproveitei para brincar com a paixão de D. Carlos pelos estudos oceanográficos mas o tema é, de facto, muito sério.

As questões ambientais são muito importantes mas, parece-me, que as novas gerações estão muito sensibilizadas para essas questões... felizmente.

quinta-feira, março 25, 2010 6:39:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Pedro, permita-me uma observação à laia de anexo, tão-só. Geografia de afectos, parece-me muito bem, costumo dizer : geografia íntima, anda lá próximo, portanto. Porquanto, a este propósito, não se permita resvalar, como diz o poeta, para pensamentos bucólicos sobre a vida no campo; corremos o risco de nos distanciar do sentido crítico. Quero dizer, afecto é «affectum», não é só aquela coisa «dos beijinhos grandes e todos amiguinhos e todos se conhecem , ai e é tão bom e axim»............
outra grande conversa.

De resto, este seu «post» está 5 estrelas *****

quinta-feira, março 25, 2010 3:22:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ai a menina (como é usual tratar as senhoras de bem em Santa Margarida) Rosa Oliveira que está com ciumes.

Será que o Pedro já não lhe está a dar a atenção devida aos seus comentários filosóficos, e que pelo facto de responder aos outros, aqueles do "povo", está a descer ao nível deles, deixando de lhe "dar troco" a si e aos seus comentários super hiper mega intelectuais.

Mais uma pessoa de Santa Margarida

sábado, março 27, 2010 12:24:00 da tarde  
Blogger Rosa Oliveira said...

Pessoa anónima de Santa Margarida,
permita-me recomendar-lhe que não se empate com disparates. Isto não é o recreio da escolinha... é um espaço internético, onde as pessoas crescidas escrevem o que entendem, opinam, tecem considerações... preferencialmente, respeitando-se mutuamente. Aproveite o «post» e aprenda alguma coisinha e reflicta no facto de uma avaliação/apreciação crítica nada ter a ver (e a haver) com agradabilidade. É visível que desprezou o «post» e não percebeu nadinha do que escrevi.
Olhe, vá ler Pascaoes e depois venha cá dizer alguma coisa de jeito, ok!? Mas assine o que escreve, mesmo que sejam disparates. Estamos conversados!
Pessoa nascida em Santa Margarida que assina o que escreve.

sábado, março 27, 2010 12:55:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Brrr, que receio da "menina" Rosa.
Deixe lá, não percebi nada do que escrevi, mas o seu libido aumentou, não foi.
Mas, tenha cuidado, tanta excitação pode-lhe provocar dissabores.

Uma pessoa mesmo de Santa Maragrida, mas que não assina o que escreve por vergonha, porque ao pé da "menina" é uma pessoa iletrada.

sábado, março 27, 2010 8:50:00 da tarde  

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