98/2010 - andar, uma boa ideia
Ideias que promovem o comunitarismo, a saúde e a poupança.
Uma excelente ideia a que não chamaria autocarro virtual, chamar-lhe-ia andar real, é disso que na realidade se trata: andar.
No meu tempo, andávamos.
No meu tempo, andávamos.
Íamos a pé para a escola (no meu caso da Portela para a Aldeia), íamos a pé para as festas, íamos a pé para todo o lado.
Recordo um episódio que já contei neste blog mas que vem a propósito.
Anos mais tarde das minhas andanças de meninice e juventude fui mobilizado para cumprir o serviço militar obrigatório, com, apenas, dezoito anos, lá estava eu, em Mafra, ensinado pela república a tornar-me um garboso graduado do exército português.
Mafra, infantaria, infantaria, andar a pé.
Tornei-me um operacional e fui colocado no Regimento de Infantaria de Abrantes (onde hoje existe qualquer coisa relacionada com cavalos) aí entre outras actividades tinha que efectuar o serviço de Polícia de Unidade, era-me distribuída uma Walther de 9mm e uma braçadeira azul com as letras PU e lá íamos, alegremente, patrulhar Abrantes e arredores, eu, dois cabos e o condutor.
Fiz para aí dois ou três serviços com jipe, foi-nos depois comunicado que devido a contenção de despesas as patrulhas passariam a ser efectuadas a pé.
O pormenor é que o condutor continuava a ser escalado, assim, saíam aquelas quatro almas do quartel a pé de braçadeiras azuis, uma que dizia condutor e três que diziam PU, uma Walther e dois cassetetes.
Eu como responsável, normalmente, conduzia os meus homens até à Sopadel (à Sopadel de há mais de vinte anos) escolhia, estrategicamente, uma mesa, utilizávamos camuflagem (fingíamos que estávamos a beber para nos confundirem com os clientes) e patrulhávamos sentados, não num jipe, sim numa mesa de café.
4 Comments:
Ainda há dias olhava uma imagem da minha escola primária e pensava na degradação da qualidade de vida dos jovens relacionada com o facto de agora andarem de carro para todo o lado e a pedir aos pais que os vão levar...
Quem conhece a Tapada a pé, nunca há-de deixar de querer caminhar.
Conheci toda a charneca, todos os nateiros junto ao Tejo e ao rio Zêzere andanddo a pé.Ía a todos os bailhes nos arredores a pé ,inclusieve á Portela de Santa Margarida onde havia o risco de á volta e com um grão na asa,atravessar a antiga ponte ferroviária, apenas por um corredor ,com a largura de meio metro.
Outros tempos.
Abraço.
Walther P38, uma pistola de calibre 9 mm, idealizada por Adolf Hitler, e usada pelas Forças Armadas Portuguesas.
Qualquer graduado usava à cintura a Walther Parabellum P 38,mas no entanto nem todos sabem a cadencia de tiro, se a respectiva apenas dava tiro a tiro, se permitia tiro de rajada, qual era o alcance eficaz, qual era o alcance letal. Termos técnicos, tretas para alguns, preciosismos para alguns.
e que temos nós a ver com isso amigo rambo? estavamos a escrever (ler) sobre a necessidade ou não de circular a penantes, a pistola era só um acessório que identificava o dito portador como um ... «graduado», era um mais três, a circular a... pé!
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