353 - nem sempre...

Não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse...
Vejo a «blogosfera» como um espaço de debate, este rosto de criança interroga-me, como deveria interrogar a senhora funcionária pública (presumo) que empunha o cartaz na primeira página do jornal «linkado».


Nada no cartaz é inocente, a cor laranja, as reticências, enfim, quando se manifestar não fale ao telemóvel, poderia ser uma frase de ordem...
Defendo o direito à greve (não às sextas nem às segundas-feiras) não compreendo os profissionais do sindicalismo [sou sindicalizado e tive de pedir por favor para o ser , olharam-me de alto a baixo e disseram-me: Quer-se sindicalizar porquê? Meteu-se "nalguma" mer**, não?] é verdade que devia ter desistido logo ali, mas, os leitores já perceberam que sou um bocadinho teimoso... não querem? agora é que vão ter de me gramar...
Há, no entanto, limites para a contestação, pelos outros, por nós...
Como irá a senhora da imagem defender (trabalhar para, cumprir objectivos e determinações superiores de) quem lhe paga, deixou bem claro o que pensava do «patrão» como poderá continuar a ser útil à instituição (seja ela qual for) sem ser desonesta consigo (com ela) própria, sem se violentar?
Há um bocadinho de hipocrisia nestas manifestações?
[estarei a analisar, isto, mal?]
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