1167 - tipo confessionário

Ao meu blog, confesso, digo, calmamente, enquanto, calco, letras brancas em fundo negro.
Olho para trás, M. voltou, A. questionou, R. comentou, outros passaram, sentiram, sorriram, indignaram-se e tal...
Confesso, dizia (isto é giro, não é?) (agora, repito) ao meu blog, mas, na realidade, confesso, no meu blog...
Letras, encarreiradas, palavras, frases, períodos, ideias, ideais.
Não existem palavras, nem frases ideais, existem pessoas que podem ser portuguesas, norueguesas, brasileiras, belgas ou francesas ou então não...
Gosto de pensar nos meus visitantes como pessoas que compreendem as minhas palavras, pode ser um emigrante português na Noruega, aquela bandeira esperança ensanguentada pode não ser dum português, pode ser, apenas, alguém que viva em Portugal (república portuguesa se preferirem) podem ser tudo ou nada, liberdade, igualdade, fraternidade, bleu, blanc, rouge...
A liberdade é azul como o céu, a igualdade é branca como a paz, a fraternidade é vermelha como a camisola do Sport Lisboa e Benfica e o partido de Bush, se excluíssemos o vermelho, a bandeira ficaria azul e branca, democrata, portanto
10 Comments:
Dr. Oliveira, deixe-me dizer-lhe, a despropósito democrático, que,por vezes, há coisas que se não devem confessar. As consequências podem ser de «caír ao chão» a não ser que se esteja, realmente, preparado para sofrer (no sentido do «pathos», mas sem «logos»)o que advém da confissão.
Também há aquela coisa da redenção e tal.
E, por falar em Prémio Nobel... Pedrão, por este andar você tá deixando a Vila Poema e «comprando» Lanzarote, não tarda muito, n'é ?
Basta uma frase declarativa, escrita, por si, para percebermos o sentido da pontuação em Saramago.
fui eu.
maria papoil@
...
Eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias,em mim
incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada,
por uma suma de não-eus sitetizados num eu postiço.
Fernando Pessoa.
Não conhecia esse Pessoa.
Aposto que o pessoa estava com uma tamanha bebedeira quando escreveu acerca da incompletude. O Godel também pensou nisso, mas esse não o percebo. Sempre achei que muito absinto fazia mal às pessoas, tipo as drogas e o tabaco e tal.
O Pessoa não teve foi sorte, coitado. Acontece amiúde. E até era giro.
ok, já me penitenciei por ter entupido a caixa de comentários e, principalmente por ter chamado coitado a Pessoa. Mas que estava com a bebedeira não tenho dúvidas.
Pedro, não ligues, como diz o outro: hoje, o dia correu mal.
sorry.
foi da incompletude.
Pessoa na Ginginha (antes da ASAE a fechar):
- Quatro, para mim, para o Álvaro Campos, para o Ricardo Pais e para o Alberto Caeiro.
Cada um depois pagava (ou então não) uma rodada.
Claro que não.
Duas ginginhas + dois cigarros (à porta, claro)(nem todas gostam): cavalheirismo muito fraquinho.
Bonjour...!
treta , não diz piaçaba , onde está o piaçaba ?
Diz piaçaba é fixe .
O que interessa é boa disposição e mai nada .
Diz piaçaba é fixe .
Enviar um comentário
<< Home