2048 - memórias da liberdade
Eu tinha vinte e dois anos e estava a trabalhar no refeitório da Metalúrgica, lembro-me dum rapazito que trabalhava lá nos escritórios e de vez em quando nos vinha dizer o que se estava a passar em Lisboa (...)
Eu tinha trinta, o meu marido foi trabalhar e levou o carro, só me lembrava se começavam para lá aos tiros e ainda o estragavam (...)
Eu tinha vinte e dois anos estava de turnos na Caima, tinha entrado à meia-noite, íamos ouvindo umas coisitas pela rádio mas não sabíamos o que se estava a passar (...)
Eu tinha vinte anos estava a estudar, andava aqui, na telescola, estava aqui nesta sala, nesse dia não tivemos aulas (...)
Eu tinha cinco e estava em casa a fazer construções com pauzinhos enquanto a mamã passava a roupa a ferro. Chovia o que me impedia de andar na rua a brincar.
Foi numa quinta-feira, na segunda-feira seguinte fiz seis anos, Fernando fez este relatório.
Eu tinha trinta, o meu marido foi trabalhar e levou o carro, só me lembrava se começavam para lá aos tiros e ainda o estragavam (...)
Eu tinha vinte e dois anos estava de turnos na Caima, tinha entrado à meia-noite, íamos ouvindo umas coisitas pela rádio mas não sabíamos o que se estava a passar (...)
Eu tinha vinte anos estava a estudar, andava aqui, na telescola, estava aqui nesta sala, nesse dia não tivemos aulas (...)
Eu tinha cinco e estava em casa a fazer construções com pauzinhos enquanto a mamã passava a roupa a ferro. Chovia o que me impedia de andar na rua a brincar.
Foi numa quinta-feira, na segunda-feira seguinte fiz seis anos, Fernando fez este relatório.
7 Comments:
«Eu tinha trinta, o meu marido foi trabalhar e levou o carro, só me lembrava se começavam para lá aos tiros e ainda o estragavam (...)»
Ainda o estragavam a quem?
Ao marido ou ao carro?
Pedro, por favor...
A menina tinha trinta. Ao carro. Ainda estragavam o... carro.
Trinta!
Bem, agora que reli, parece-me pouco claro.
Queria dizer que li há tempos num livrinho de bolso sobre Epistemologia-Prête-à-Porter que as meninas pensam sempre nos carros e, as senhoras, cuidam dos maridos.
Se não contribui para o esclarecimento, desculpai, sim!!?
E eu nessa altura já era militar e gostei muito desta revolução...
Manuel, bem me parecia que era vocemessê de cravo na G3. Há anos que penso nisto..
E gira que foi... verde militar e o vermelho dos cravos. Linda... tudo livre e igual. Viva a liberdade!Viva!
Sim da revolução e com cravo na canhota.
Fui dos que ocupei e a sede da pide na António Maria Cardoso.
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