400/2010 - acorda a esperança
Albert Camus (1913 - 1960) terá dito algo como: toda a infelicidade dos homens nasce da esperança.
Gosto de pensar que toda a felicidade das pessoas nasce da esperança.
A esperança como fio/corda que nos guia no labirinto (foi guiado por uma corda que Perseu se deslabirintou) da vida.
Quando escrevi isto; atentei à forma sem ignorar o conteúdo.
É um texto sem verbos.
Um texto nu, cru, substantivo, com muitos substantivos.
Naquele texto cada palavra é como uma martelada que une uma tábua a outra, cada palavra pretendia ser um aceno de aprovação a um homem, ao trabalho (não é por acaso que trabalho é a única palavra repetida) de um homem, ao l a*or (labor, l' amor?) de António Lopes, infelizmente, os comentários foram noutro sentido.
(Parece que oiço uma voz que pergunta)
O que é isso que seguras nos dedos?
Uma pedrita, poderia dizer; uma lasca com um acidente de Siret, perfeitamente, identificável, direi, encontrada numa escavação que mostra ocupação humana desde/há 300 000 anos.
O que tem a lasca a ver com a esperança, perguntar-me-ão.
Gosto de pensar que daqui a 300 000 anos alguém lerá estas palavras... e os vossos comentários.
fontes & alambiques
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