segunda-feira, março 29, 2010

108/2010 - apontar, desresponsabilizar


Já escrevi muito sobre desresponsabilização, bem, muito não, alguma coisa...
Há mais de quatro anos que escrevi isto, mais isto e ainda isto.
Não gosto de coitadinhices.
Gosto de pessoas que são o que são, assumem e assinam.
O post anterior não é uma crítica dita à surrelfa num café a média luz, enquanto se palitam os dentes e emborca um gol de mini pelo gargalo.
É uma crítica, frontal, assumida e assinada... é um passar de braço sobre os ombros, é dizer, escrever: o senhor presidente não esteve bem, assim seria um lema autárquico mais conseguido.
Posso estar errado, claro.
Podem achar que: trabalhar, trabalhar, trabalhar é um lema fantástico e que: ouvir atentamente, ponderar detalhadamente, decidir conscientemente é uma pantominice que não presta para nada.
Mas justifiquem, opinem, formulem... é redutor estar sempre a apontar o dedo mas não fazer nada.
Diz-nos Diogo Infante no DE de 2010.03.27(papel):
Tenho alguma dificuldade em responsabilizar os outros pela minha inércia, pela minha incapacidade de alcançar as coisas a que me proponho. Assumo a minha parte de responsabilidade nos meus sucessos e nos meus falhanços. Estou farto de pessoas que estão sempre a apontar o dedo. Acho que o que define a minha geração é a capacidade de agir. Não quero desculpas. É evidente que a nossa existência individual e colectiva resulta de um contexto histórico e político. Nós temos uma palavra a dizer, nós podemos fazer a diferença. Não sou submisso por natureza nem calado. O meu dever é exercer-me, é lutar por aquilo que acredito de uma forma positiva, construtiva, saudável, onde eu respeite o outro e respeite as diferenças.
Diogo nasceu em 1967.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sr. Pedro qual é a sua pretensão com este post? já reparou que este espaço é dominado literalmente pelo sistema... não, não é esse que está a imaginar, é outro mais obscuro, desprendido de valores, intrínsecamente cimentado em consciência conspurcada. A intelectualidade deixou de ser um meio para alcançar o desenvolvimento material e o consequente bem moral. A referida faculdade mental só pode servir como teorização falaciosa aos que labutam pelos cânones da justiça.
De pouco vale alvitrar morabeza moderação, não será aconselhável apresentar um saber espartano se aos antagonistas importa sobretudo, dividir para reinar.
O apontar o dedo como refere é «banal» e não valerá decerto o trabalho, sofismar sobre tágides, divas e outros efeitos sabastiónicos que se esgueiram nas brumas de um passado longíquo, esse já era.
AN@RQUISTA

sexta-feira, abril 02, 2010 1:14:00 da manhã  
Blogger Rosa Oliveira said...

Este comentário foi removido pelo autor.

sexta-feira, abril 02, 2010 2:14:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

«Saber» respeitar o semelhante por ex. e aceitar a diferença de pensamentos e opiniões.
AN@RQUISTA

sábado, abril 03, 2010 11:15:00 da manhã  

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