240/2010 - chamaram-nos josé
Às vezes imagino-nos, assim, homens despojados de identidade, reles vestimentas listadas, números.
Todos os Josés do mundo, sem cabelo, sem sobretudo, sem tiques.
Enclausurados em roupa, números.
Há Josés que morreram por se chamarem José (em hebraico).
Há Josés que são vencedores, de sobretudo vestidos, desafiadores, vencedores, com dez empates, quatro derrotas, setenta e cinco golos marcados, trinta e quatro sofridos, quarenta e um positivos; oitenta e dois pontos.
Há outro José (Pep, é José em catalão) perdedor, com um coletito e gravata, meio careca, barbita e sorriso tímido, perdedor, com seis empates, uma derrota, noventa e oito golos marcados, vinte e quatro sofridos, setenta e quatro positivos; noventa e nove pontos... se o José vencedor jogasse no campeonato do Pep (José) perdedor teria ficado a 17 pontos do primeiro e a 14 do segundo... seria terceiro; seria o José, vencedor do terceiro lugar.
Divaguei.
Queria, apenas, deixar um abraço, para todos os Josés treinadores, que não são notícia, nem quando ganham, nem quando perdem; um abraço, um grande abraço, Zé.
2 Comments:
Acontece, até ao derradeiro apito joga-se.
Abraço.
"José" em catalão será "Josep".
"Pep" será o diminutivo de "Josep".
Então "Pep" será o nosso "Zé".
Estou certo ou estou errado?
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