quinta-feira, novembro 30, 2006
Quando estiver com o meu primeiro amigo «blogosférico» ofertar-lhe-ei este livro.
Lindo.
O livro, obviamente.
Reparem no menino... vestido com as cores de Portugal e na cabeça a cor vermelha (encarnada noutros tempos)... a cor do barrete que amanhã enfiarão.
É pá, enfiaste um g'anda barrete!
Feliz aniversário, amigo.
(com amigos destes [pensará o Preca])
Há um ano foi assim:
terça-feira, novembro 28, 2006
535 - é pau, é pedro (parte 1.)
"Um governo que rouba de Pedro para dar para Paulo, pode sempre contar com o apoio de Paulo."
George Bernard Shaw
«É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto»
Como nasce um «post»?
Este começou aqui
Lá como cá, sorrio... deve ser isto «a esquerda moderna», Lula, Jerónimo e outra rapaziada.
Falar é fácil.
Às vezes achou que chegou a hora de agir, pintar a cara de preto e criar um «slogan» apelativo para chatear o Saramago e os putativos concorrentes autárquicos:
Não vote em branco
534 - «inginheiros»
Enquanto alguns se preocupam com assuntos menores (a visita de Sua Santidade [S.S.] à Turquia) nós, gajos que nos preocupamos com a força de gravidade, o atrito e tal, tentamos perceber a velocidade deste remate.
Ainda não chegamos a nenhuma conclusão diria mesmo que ainda estamos longe ... na medida do possível, acompanharei esta questão, uma das grandes perguntas sem resposta:
- A que velocidade caiu a maçã de Newton?
- Qual a quantidade de H2O no banho de Arquimedes?
- Existirá aDeus?
Para os leitores menos interessados na física e mais interessados no físico, na harmonia e na paz deixo uma ideia para dia 22 de Dezembro.
segunda-feira, novembro 27, 2006
533 - abruptamente

Se vós (notários e publicitários) tivessem lido, talvez (de certeza absoluta) não tivesse havido este anúncio.
A ignorância da História preocupa-me. Aflige-me pensar que, provavelmente, a culpa será nossa (dos historiadores). Temos que nos organizar, levar a História aos notários, aos publicitários... espalhar a palavra.
José Pedro de Oliveira S.
obviamente, não poderia estar mais de acordo... como já disse por aí sou ribatejano (voltarei a falar nisto) e touro. Gosto de pegar o touro pelos cornos e dar os «louros» a quem pertencem... a esta malta.
domingo, novembro 26, 2006
532 - futebol jogado de cabeça

Obviamente não falarei disso, vejam este «génio»:
maradona (ligar o som)
maradona (ligar o som)
e ajudem-me... será o futebol um desporto colectivo?
531 - diz que era uma espécie de surrealista
Estive à procura deste livro, mas, lembrei-me que está emprestado... não é Paulo?*
Normalmente nesta altura dizem-se frases ocas...
Normalmente nesta altura recordo esta quadra de Aleixo (citada de cor):
«Atrás dum morto em conjunto
Vão sem ninguém lhes dizer
Que não vão lá pelo defunto
Vão para a família os ver»
Família no sentido de sociedade, provavelmente, atrás dum morto... hipocritamente (diria eu).
A minha opinião de Cesariny é coincidente com a dele:
« Sou um poeta bastante sofrível (...) numa época em que o tecto está muito baixo e em que "o surrealismo foi transformado em museu"»
Não gosto quando a morte transforma alguém em génio, não gosto de referências à sexualidade de nenhum falecido, curiosamente, nunca li: heterosexual assumido.
* Paulo, não te sintas pressionado. Devolves o livro quando puderes (eh, eh, eh).
530 - o que nos faz correr? (parte 1.)

O livro começa assim:
«A primeira vez que o vi, Sammy não podia ter mais que dezasseis anos. Era um rapaz franzino, espécie de fuinha, vivo e manhoso.»
Pág. 96:
«Só de vez em quando o pequeno dava a ideia de não ter passado ainda dos vinte anos. Assustava pensar no que viria a ser no estado completo de adulto.»
Termina desta maneira (pág. 296):
«A carreira fulgurante de Sammy Glick continuava, brilhante e vibrante como um meteoro. A sua vida era um documento maravilhoso e aterrador que explicava por que motivo ele corria. E um dia eu gostaria de ver esse documento publicado espécie de demonstração do modo como a vida na América pagou os seus dividendos da primeira metade do século XX.».
quinta-feira, novembro 23, 2006
529 - talvez sorrir
Prefiro que elas possam escolher (talvez sorrir).
Quem poderá em consciência dizer que a mulher está a ser verdadeiramente livre quando opta por usar véu ou «burka»?
Estou de acordo com o Tomás porque não fazer na prática o que se defende na teoria e partir de vez para um dos paraísos da liberdade para as mulheres árabes, onde elas podem «livremente» usar «burkas»...
quarta-feira, novembro 22, 2006
528 - mourinho e figo

Mourinho ao ter dispensado o argentino (a propósito o Chelsea perdeu, vergonhosamente)
Figo ... se estivesse em campo teríamos mais hipóteses de repetir o resultado do Alvalade XXI
segunda-feira, novembro 20, 2006
526 - não acredito nos meus olhos
Ando pelo mundo, caminho pela vida, desacreditando.
Tenho um caderno com uma nódoa no cimo (onde aponto temas para «posts») provavelmente a nódoa representará o pecado original.
O caderno diz: preto (black) em letras brancas e branco (white) em letras pretas e sugere-me para não acreditar nos meus olhos.
Lembro-me na passada semada dum jogador de futebol falar de racismo.
O Pedro (o gajo, também, se chama Pedro) falou-nos de racismo duma maneira fantástica: «chamaram-me preto» disse... acrescentou: «eu tenho muito orgulho de ser preto».
Eu, na minha incompreensão, pergunto-me: «Meu rapazinho [como diria o teu presidente] meu Amigo, meu Irmão [como digo eu] se te chamaram preto e se sentes orgulho em ser preto, onde está o racismo, Irmão?»
Branco, lembram-se deste lateral-esquerdo do F.C. Porto e da selecção do Brasil?
Tinha (tem) um nome lindo: Cláudio Ibrahim Vaz Leal, misto de imperador romano com lealdade, ainda assim ficou conhecido pela alcunha, como ganhou ele a alcunha, perguntarão?
Branco (Claudinho, na altura) jogava num «time» com dez «negrões» (ele era o único branco) os «torcedores» passavam os jogos a dizer: «passa a bola pr'o branco», «corre branco», e Branco ficou, sem choraminguices e com orgulho.
Há, também, outras pessoas que não acreditam nos olhos, passam pela vida (ou a vida passa por elas) com os olhos fechados (ou abertos) mas sem ver, sem ver um boi à frente dos olhos, como se diz no meu Ribatejo... empunhando uma bengala branca ou um cão-guia negro (ou doutra cor, normalmente, Labrador) como se esse cão fosse um lavrador não de terra, de esperança... esperança num amanhã sem negros (niggers) sem pretos (black power), sem brancos, sem ciganos, sem ..., sem ...., sem racismos, sem deficientes, sem eficientes, sem especiais, sem «o raio qu'os parta».
A sociedade que me interessa, pela qual luto é uma sociedade sem etiquetas, mas, com uma única etiqueta: SER HUMANO.
domingo, novembro 19, 2006
525 - quem foram?
Talvez noutro dia me apeteça efectuar uma reflexão mais profunda sobre o tema, por hoje direi, apenas, que foram a primeira banda do chamado «rock português» a ter uma preocupação estético-coreográfica (gostam do neologismo?) na senda destes senhores (hoje completamente esquecidos) ou destes...
quarta-feira, novembro 15, 2006
524 - intelectuais e pseudo-intelectuais


"(...) cada vez que alguém quer diminuir o valor da cultura ou inteligência alheia, trata-a por «pseudo-intelectual»"
"(...) para esta gente todos os que sabem mais do que eles ou pensam melhor do que eles, não passam de «pseudo-intelectuais». O que será para eles, pergunto-me, um verdadeiro «intelectual» - alguém que leu mais de mil livros, viu mais de 500 filmes, visitou mais de 50 museus?"
Pergunto eu:
O que será saber mais?
O que será pensar melhor?
O que será um verdadeiro intelectual?
Alguém que pensa, que se pensa, que pensa sobre o acto de pensar...
Alguém que tem uma profissão e que para além dessa profissão gosta de se ocupar com outras áreas do saber. Alguém que tem prazer em partilhar o conhecimento que possui, que gosta de se interrogar.
Assim intelectual será alguém como Umberto Eco.
Quanto aquilo que será um pseudo-intelectual, Dr. Miguel com a humildade que o caracteriza inclui-se nesse grupo que define assim: "Bem-vindos sejam, pois, o Jorge Valdano, o Paulo Sousa e todos aqueles que, porque insistem em pensar, nos ajudam a pensar também e fazem de nós «pseudo-intelectuais»."
terça-feira, novembro 14, 2006
521 - o tacho
Se bem se lembram tinha um óptimo «tacho», vão «clicando» para lerem a dezena de «posts», especialmente, o último, dez, como os dez mandamentos.
A fábrica, faliu.
Até sempre, amigo...
Sem ressentimentos (não vou choramingar para os tele-jornais) sou um operário especializado, arranjarei algo...
segunda-feira, novembro 13, 2006
520 - andei por aí
Descobri coisas fantásticas como esta:
Há malta que vem direccionada para este excelente «blog» (quando digo excelente refiro-me dentro do género «blogs» de Santa Margarida) após pesquisar a palavra: floribela [que eu fiz questão de escrever só com um l para não gerar confusão].
Meus amigos, este «post» é sério, eu sou um gajo sério... (pode ser que alguém acredite).
Enfim, também, encontrei pessoas com bom gosto:
quinta-feira, novembro 09, 2006
519 - o deve e o dever
Na vida, na nossa vida há dores que não contamos, há, também, momentos felizes que escorrem do nosso corpo e não conseguimos conter.
Um livro antigo comprado na Ladra, há muito tempo ... palavras que falam na Dores e no marido da Dores (o 31, o problema, portanto).
Supostamente, tudo foi PAGO, veremos ... esta não é a última página do livro.
518 - ... caminhais liberto

Instruções:
- ligar o som
- «clicar» aqui
- ler isto
Confesso que às vezes sinto-me um bocadinho impositivo, aquilo que as minhas imposições têm de bom é que as pessoas podem sempre «escolhê-las» (entre aspas, pois, as imposições, excepto as minhas, nunca são escolhas) .
O que tem o cavaleiro monge a «haver» (para utilizar uma expressão da moda) com o São Martinho?
Curiosamente a ideia para este «post» surgiu-me neste.
Mariza e Mafalda... Quino e Pessoa?
A mesma mensagem:
A nossa vida depende de nós
quarta-feira, novembro 08, 2006
517 - cavalo que me derrube

Não um cavalo qualquer, o cavalo.
O cavalo de jogo.
O xadrez está para as pessoas que gostam de pensar como o euro-milhões está para aqueles que julgam que o dinheiro lhes resolveria todos os problemas.
O xadrez está para as pessoas que gostam de pensar como o euro-milhões está para aqueles que julgam que o dinheiro lhes resolveria todos os problemas.
O xadrez é o jogo com maiores preocupações sociais que conheço, pode começar-se peão e acabar-se rei (ou rainha) pode ser-se cavalo e mesmo assim comer a rainha, enfim...
Muitas potencialidades num jogo que é o jogo da vida umas vezes com as pretas outras com as brancas, movimentando-nos em circuitos pré-determinados mas podendo escolher...
terça-feira, novembro 07, 2006
516 - verde esperança e branco paz
«O único sentido é não haver sentido nenhum» não sei se Pessoa disse isto mas ele ou outro dos «pessoas» deve ter escrito algo semelhante.
Scarlett mais que uma beldade é uma miúda com talento compará-la a um sapo, bem só o António.
Quando coloquei o «link» para o Miguel Marujo suponha que um jornalista com fortes preocupações religiosas e que procura pensar a religião como meio de coexistência reflectiria sobre a Lina, já percebi que não.
Como se lembram eu conheci outras Linas, outros Linos gostei muito de os conhecer... gosto de pessoas com sonhos e que os colocam em prática.
segunda-feira, novembro 06, 2006
514 - constância

«Constância, assim, nasce da água e do verde (como a Vénus de Botticelli) linda, fêmea... vila à procura de si própria, à espera para ser fecundada de vida, de cultura.»
Gosto-te demais, para gostar de te ver como o António te viu.
Sei que depois da tempestade virá a bonança.
Sei que os anos de cheias, são anos fartos...
sábado, novembro 04, 2006
513 - matar, porquê? ... morrer, por quem?
Sons de Paz ... era sobre paz que queria falar, as circunstâncias obrigam-me a falar de guerra.
Não uma guerra qualquer, desta estupidez...
Nada disto me é indiferente, não quando um dos meus maiores amigos, campeão no futebol e na vida, vai brincar aos soldados.
«Manguanani mara ra se» dizíamos nós ... palavras que não diziam nada e diziam tudo.
Diziam-nos, palavras cúmplices que nos ajudaram a construir os homens que somos (Homem no caso dele, gajo no meu).
O meu amigo é filho único, mãe viúva, avós deitados na mesma terra dos meus (tinha uns avós fantásticos, a avó tinha um dos sorrisos mais lindos que vi, que não voltarei a ver) dois filhos, dois miúdos do melhor que há...
Vais para a guerra, miúdo ... onde «morrer ou não morrer é uma questão de sorte» como diz Alegre.
Poderá parecer um «post» pessimista, é realista.
A problematização faz-se antes, não depois.
O título deste «post» são palavras roubadas ao poeta David Mourão-Ferreira que tive o gosto de conhecer na minha escolinha com o eterno cachimbo apagado preso nos irónicos lábios, a ilustração é do meu amigo Luís, as palavras (da bd) «holo-caústicas» de Rui Zink.
Não sei se lerás estas palavras, miúdo ... lembro-me, lembro-te o jogo da mosca, como saltávamos, atirando o corpo para a frente como se não houvesse amanhã, o triplo salto marcado pela «mosca», o pau como limite ... um limite ilimitado que amanhã seria ultrapassado...
Vais... que voltes cedo e bem [marcaremos outros limites]
512 - terceira classe
Quem somos nós os Portugueses que, há tantos séculos, vivemos neste ocidente da Europa?
Diz a História que somos descendentes de muitos povos antigos que se misturaram e confundiram.
Apesar disso, podemos afirmar que em Portugal só há uma nação, embora se notem do Minho ao Algarve, muitas diferenças na gente e nos costumes.
Assim, o Minhoto é naturalmente alegre, laborioso, pacífico e poupado. O Transmontano, habituado a viver entre altas serranias, acostumou-se a contar quase só consigo, e é forte, duro, desembaraçado, independente e hospitaleiro.
Nas serras da Beira Alta e da Beira Baixa encontramos um tipo muito parecido com o transmontano. O Beirão da Beira Litoral aproxima-se muito do feitio do Minhoto, pois é, como ele, poupado e trabalhador.
No Ribatejo encontramos um português orgulhoso, acostumado a lidar com toiros e cavalos, independente, corajoso e leal.
O Alentejano é outro tipo de homem: parece-se com o Estremenho, se não no aspecto exterior, pelo menos no conceito que faz da sua pessoa; é hospitaleiro e gosta de mostrar grandeza. Fora da convivência dos outros homens, é metido consigo e raro se lhe ouve uma cantiga, daquelas cantigas alentejanas tão lindas, que deixam na alma de quem as ouve uma impressão de saudade e de tristeza.
O Algarvio tem seus traços de comum com o Alentejano, mas é mais alegre, mais vivo, bom negociante e bom marinheiro.
Somos, pois, os Portugueses, um só povo, mas com caracteres que distinguem os habitantes de cada região.
este texto está nas páginas 62 e 63 deste livro, trata-se duma nova edição que adquiri, no mês passado, por cerca de quinze euros.
Alguns dos leitores com a minha idade e um pouco mais velhos terão estudado pela edição original, interessa-me dissecar as palavras a conguito (o conguito é meu) fá-lo-ei em vários «posts» com o título genérico: subsídios para a construção de uma identidade ribatejana ... todas as colaborações serão bem recebidas.
sexta-feira, novembro 03, 2006
510 - anonimato

Amanhã penso no caso...
Lembrei-me que já falei em anónimos a propósito de alguns comentários.
Neste momento aquilo que se discute não é o anonimato dos comentários mas o anonimato dos «blogs».
Poder-se-á escrever tudo num «blog»?
Pode, obviamente.
Sujeitamo-nos (procurar aqui o significado da palavra: sujeito).
Gostei desta parte: indivíduo de quem se não menciona o nome; homem; o ser que pensa... eu utilizava o verbo sujeitar enquanto sinónimo de «aguentar-se à bronca».
Resumindo e baralhando não existe anonimato na «web» existem gajos e gajas que gostam de enfiar um saco de papel na cabeça e assim disfarçados sentem-se à vontade para escrever todos os disparates, existem outros que estão habituados a ser bajulados e não se aguentam com umas críticas negativas ou com o facto de alguém pôr em causa a sua suposta sapiência (será sapiência a ciência dos sapos?).
quarta-feira, novembro 01, 2006
509 - não há duas sem três...
A fotografia foi obtida hoje cerca das 21H00, junto do «Colom» como diria o meu amigo João, mais à frente a rapaziada andava ao pontapé à borracha... as cervejas teriam sido deixadas pelos adeptos vestidos de verde e branco (curiosamente a equipa, vestiu-se de negro assim como o resultado).
Mistura de pessoas, mistura de países... protestantes e católicos, cerveja e vinho, lezíria e charneca, touros e cavalos como se a tudo correspondesse o seu contrário, como se existisse uma complementaridade para tudo, como se o nosso cérebro estivesse preparado para descodificar o mundo...